18de abril,2026

ValenteCruz

ValenteCruz

Friday, 02 December 2016 17:00

Doutoramento PNPG

No verão de 2011 vivemos uma extraordinária experiência em busca do Mestrado no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), visitando 20 locais recônditos e fantásticos. Entretanto, surgiram outros desafios, pelo que os motivos para regressar foram-se sucedendo. Um ano depois, aquando da inolvidável travessia das Montanhas Nebulosas presenciei o nascimento do Doutoramento PNPG. Após 4 anos de aventuras, com as 20 “cadeiras” descobertas, fica a enorme satisfação pela conclusão do magnífico desafio.

1. O Mundo A Seus Pés - 25/05/2012

“Cá em cima, sinto que me pertenço. Cravo a minha existência num lugar maior que todas as inconstâncias da alma. Hoje, porém, sou maior do que eu; tenho o mundo ao alcance de um olhar; tenho o mundo aos meus pés e, por um instante, sei que sou feliz.”

2. Lagoa dos Druidas - 25/05/2012

“Não via ninguém na zona e rapidamente cheguei perto do rio Peneda. Fiquei naturalmente fascinado com a paisagem e percebe-se a ligação ao nome da cache. Em menos de nada estava junto ao tesouro, que rapidamente apareceu.”

3. As Albas - 08/09/2012

“Sensivelmente a meio da subida tivemos o primeiro vislumbre deste fabuloso arco; pequenino, ao longe, demasiado longe. Contudo, fizemos das fraquezas forças e por fim conseguimos chegar a este local fantástico.”

4. Pico do Sobreiro - 08/09/2012

“Acabei por ser o último a chegar ao fundo do vale; as descidas custavam bastante, pois o joelho doía-me. Contudo, compensava nas subidas, pelo que chegar lá acima acabou por custar menos do que inicialmente pensava. Vistas fabulosas!”

5.  Montanhas Nebulosas [PNPG] - 08/09/2012

“A montanha, perene como o tempo, acompanha o nosso percurso. Entre o silêncio das fragas há algo inefável que perpetua a nossa existência para lá de quem somos; um regresso às brumas das nossas origens, verdadeiras e intemporais.”

Rocalva

6.  Amizade [Fraga do Paúl] - 06/10/2012

“Quando estávamos já perto, a vontade esmoreceu ao percebermos que não iria ser fácil chegar ao topo. Fomos contornando a fraga pelo lado direito até que encontrámos o acesso. Depois foi apenas uma questão de dar pernas à nossa vontade”


7. Uma cache no PNPG - 14/04/2013

“Uma imagem de PNPG emoldurada. Depois ainda me aproximei do limite da fraga, mas quando esta se tornou mais vertical voltei para trás e fiz o caminho de regresso até ao carro, de onde parti para mais uma aventura serra acima.”

8. Prados da Messe - 14/04/2013

“Atirei a mochila para o chão e pude por fim descansar. Estive alguns instantes a recuperar o fôlego e ergui depois o olhar para o enorme vale que estava à minha frente. Naquele lugar de gigantes senti-me um pequeno grão, entre a solidão do universo.”

9. Sombrosas - O Desafio - 15/04/2013

“A visão, lá em cima, é esplendorosa. Durante este dia e no anterior tinha andado a cirandar em torno das Sombrosas, contemplando-as de várias perspetivas, e ali tudo se resumiu a uma sensação inefável de concretização.”

10. Serra Boa - 12/09/2013

“Encontrei então o extraordinário abrigo da Serra Boa, que é porventura o mais bonito e melhor conservado que conheço no PNPG. Fez-me recuar algumas décadas no tempo, tamanho era o bucolismo que a paisagem respirava.”

vilarinho da furna

11. Minas das Sombras - 10/05/2014

“Deverá ser também interessante entrar por ali no inverno, quebrando o gelo da porta. No regresso da descoberta ainda tive direito a andar no carril e foi um espetáculo!”

12. Aos grupos expedicionários - 11/05/2014

“As vistas são absolutamente fantásticas! Apetecia ficar por ali indefinidamente a contemplar o extraordinário mundo do Gerês. Sempre que andei pela zona da Rocalva, Sombrosas e Portas Ruivas olhava para aqui e pensava nesta descoberta. Hoje foi o dia!”

13. Estepes do Norte - 03/04/2015

“Apesar das dificuldades naturais do acesso, o grupo esteve à altura do desafio e todos suplantámos os nossos receios e ambições. Alcançar o topo daquela formação rochosa foi uma conquista do esforço e redundou numa alegria contagiante.”

14. Uma tartaruga no PNPG - 03/04/2015

“Lá fomos descendo em grupo e todos os receios e vertigens foram sendo vencidos com a entreajuda de todos. Contudo, quando chegámos lá em baixo, surgiu então uma vontade invencível em voltar a subir às Estepes por ali e em modo radical.”

15. Cova - 11/09/2015

“Previamente tinha feito um plano de acesso, tendo em conta o mapa do terreno, mas as coisas acabaram por complicar-se. Desde então, a vegetação foi ocupando parte do percurso e torna-se mais difícil discernir por onde segue o trilho.”

sombrosas

16. Ponte da Ladeira - 11/09/2015

“O trajeto fez-se muito bem e quando chegámos à ponte ficámos impressionados. O local é realmente excelente e a ponte é muito fotogénica, com as águas cristalinas que correm por baixo.”

17. Panoramic View - 15/08/2016

“Acabei por acertar na suposição da “passagem estreita” para chegar ao topo, mas excedi-me no que subi. Quando dei por mim já estava no que me pareceu um marco geodésico, no topo.”

18. Enseada - 15/08/2016

“Desci desvairado a encosta e rapidamente cheguei ao fim do caminho, onde começam as arrelias. Honestamente, quando vi o início do acesso final, pensei que iria ser pior. Passei a parte dos tojos e desci com cuidado até à água.”

19. Subida pelo Gerês - 16/08/2016

“A partir do momento que se abandona o caminho de terra o cenário torna-se mais interessante, com o trilho a cirandar pela encosta, ao cuidado da sombra das árvores e cruzando os regatos que descem da serra.”

20. Um aplito no PNPG - 16/08/2016

"As encostas envolventes desciam em tons verdes até ao rio e eu lá fui saltando de pedra em pedra. À medida que fui avançando encontrava pequenos obstáculos e algumas lagoas, que eram contornados sem grandes problemas. O espaço é fantástico!”


PNPG's PhD ou o Doutoramento - 16/08/2016

"Neste regresso constante e anual ao Gerês, fica desde já definido qual será o objetivo próximo e quando terminarmos os “estudos” faremos nova visita virtual a esta cache para reclamar o “canudo”. Obrigado à Natureza pelo convite! Resta falar na fabulosa listagem desta cache, com palavras que nos enchem de vontade em seguirmos por esses trilhos milenários à descoberta do PNPG, apenas pela sua existência, como na célebre resposta de George Mallory."

arco

Artigo publicado em antoniocruz.pt.


 

Friday, 25 November 2016 17:00

Os sorrisos e os prémios

Mais um ano, mais uma edição dos Prémios GPS. Esta iniciativa já faz parte do calendário de qualidade do geocaching em Portugal e é sem dúvida um dos pontos mais visíveis, tanto pelo que significa como pelo que envolve. Desta vez, a magnífica cidade da Figueira da Foz foi o destino de inúmeros geocachers para 3 dias de atividades, em eventos de organização conjunta entre o Geopt e o GeoTriangle, contando ainda com o apoio fundamental da edilidade local. Com a promessa de sol, praia e montanha, tudo parecia conjugar-se para um fim-de-semana memorável. E assim foi!

O processo iniciou-se há alguns meses atrás com a nomeação das caches candidatas. Para quem é dono de caches publicadas no ano transato é um momento de interesse e expetativa, enquanto se aguarda para saber se as caches couberam no critério definido. Neste caso, a simplicidade é a baliza. Entram as que tiverem a melhor percentagem de pontos favoritos / visitantes premium. Poderemos naturalmente questionar a justeza do critério. Existem outros que poderiam ser ponderados, como o tamanho dos registos ou número de fotografias. O principal problema de considerarmos outros critérios pode residir no facto de nos afastarmos da simplicidade e da objetividade.

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Uma outra questão pertinente é o tempo de maturação das caches antes da nomeação. Será pouco? Talvez o adiantamento de um mês ou dois trouxesse mais equilíbrio. As variações poderiam criar pequenas diferenças entre as nomeadas, mas não creio que afetassem as finalistas e vencedoras. Quem cria caches que reconhecidamente poderão ter pouca afluência não está a pensar em prémios. Ainda assim, tal reconhecimento é sempre positivo e benéfico. Relativamente à votação, quem mais encontra caches nomeadas acaba por ter mais influência na votação. A circunstância pretende envolver mais os geocachers e promover a iniciativa. É possível que tal acarrete algum desequilíbrio, mas qualquer perspetiva ou sistema de votação pode ser questionável.

Analisando as caches nomeadas para os prémios da década e para os prémios anuais são notórias algumas diferenças de homogeneidade. Quanto mais apertado for o critério de entrada e menos caches tivermos, maior será a qualidade. Porém, tal cenário poderá levantar questões nas diferenças entre os distritos e poderá promover um menor envolvimento dos geocachers. Os prémios por categorias acabaram por reinventar mais um ponto de interesse no processo e equilibrar as especificidades das diferentes caches. 

ecomuseu

Para lá das opiniões pessoais sobre os critérios, é inegável o contributo que a iniciativa tem tido na melhoria da qualidade do geocaching em Portugal. Várias circunstâncias, em particular o facto de os melhores locais já estarem ocupados, fazem com que haja um investimento na colocação de recipientes elaborados. São essas caches que têm tido maior visibilidade nos Prémios GPS. Porém, é importante não esquecermos que o geocaching deve centrar-se na partilha de locais interessantes.

Na edição deste ano tive o privilégio de assumir a coapresentação da cerimónia. Foi uma experiência nova e desafiante, que me permitiu ter uma perspetiva diferente do ambiente, ao acompanhar de perto a alegria dos premiados. Agradeço à família Geopt pela confiança e ajuda para esta coapresentação. Foi um desafio muito divertido e que me deu muito prazer.

apresentadores

Da cerimónia ficam as excelentes recordações das caches visitadas e as certezas que prevalecem inúmeros motivos de interesse para continuar a fazer geocaching. Poderemos pensar que conhecemos bem uma zona, mas facilmente seremos surpreendidos com mais uma cache, uma nova perspetiva ou mais uma razão para regressarmos.

Para além de agradecer e parabenizar todos os geocachers que foram nomeados, finalistas e vencedores dos Prémios GPS 2015, gostaria de enaltecer a sua atitude altruísta em construir e partilhar algo bom para a comunidade.

As caches podem ser colocadas para os prémios, mas devem ser capazes de lhes sobreviver. Deveremos procurar a sensibilidade para valorizar tanto um prémio como um simples sorriso de alguém que foi à descoberta do nosso “tesouro”. No final, os prémios serão os amigos e as insígnias serão as memórias. 

Obrigado e parabéns a todos!

Artigo publicado na GeoMagazine#23 em antoniocruz.pt.

sal

 

Friday, 11 November 2016 17:00

Luz, câmara, trilho, castanhas... ação!

Decorreu no passado dia 5 de novembro mais uma geocaminhada por terras de Oliveira de Frades, entre o Souto e o Vouga. Integrada no programa da 3ª feira da castanha, e numa parceria entre as edilidades locais, o objetivo passava por percorrer a Rota da Castanha. Trata-se de um percurso de dificuldade média-baixa, com cerca de 8 km, que deambula por ruelas da aldeia de Souto de Lafões, caminhos florestais e agrícolas e ainda pelo trilho de interpretação ambiental do Cunhedo, junto do rio Vouga.

O encontro ficou marcado junto à antiga igreja de Souto, património vivo de um passado senhorial. O Filipe tratou de nos receber de braços abertos e lançou as dicas para a caminhada. Fizemo-nos ao trilho com a promessa de bom tempo, o que veio a acontecer.

percurso

A parte inicial do percurso desenrolou-se pelos caminhos agrícolas da aldeia. Cirandando pelas encostas, fomos redescobrindo uma agricultura que vai sendo esquecida aos poucos. Os regatos corriam céleres para o rio Vouga, num prenúncio do nosso percurso. Diz-se que nas Beiras tudo nasce na Serra da Estrela. Pois bem, pelas terras de Lafões, tudo vai desaguar ao Vouga. Podem-se construir barragens e adiar o inevitável, mas o rio acabará por levar as memórias e o tempo para a infinidade do mar salgado.

Ainda pela aldeia torna-se evidente o porquê de esta ser a rota das castanhas. Na verdade, bastaria atentar no nome da aldeia e já saberíamos ao que íamos. Por esta altura do ano, à medida que se progride, é inevitável passar as mãos pelos ouriços e arrebanhar as castanhas para entreter a larica.

vouga

O trilho inclina depois em direção ao rio. Os caminhos tornam-se mais íngremes e surgem as primeiras imagens do Vouga. De soslaio, os eucaliptos vão-se adensando no panorama. Porém, ao chegar-se ao rio tudo se transforma numa variedade florestal que engrandece a paisagem. A rota do Cunhedo deambula pela margem esquerda do rio e endireita equilíbrio bucólico das encostas.

cunhedo

Ao chegarmos à ponte fomos agraciados com a simpatia e dedicação da organização, que disponibilizou um lanche matinal. Com os estômagos reconfortados, o regresso ao Souto acabou por ser mais fácil. Apenas é de lamentar o ribeiro poluído que desce da vila e desagua no Vouga. Seguindo pelos trilhos e caminhos florestais, entrámos na aldeia e fomos diretos para o almoço na antiga Escola Primária. Depois do repasto, passámos os olhos pela preparação da festa da castanha e seguimos para o museu municipal.

enfeites

Descansando à sombra de uma boa conversa, íamos desfilando memórias de outras aventuras. À esquina das quatro da tarde entrámos no museu para assistir à edição deste ano do GIFF (Geocaching International Film Festival). Tínhamos à nossa espera um pacote personalizado de pipocas. Estes eventos em Oliveira de Frades vão-nos habituando ao melhor. Os 16 filmes finalistas foram-se sucedendo sem interrupções. Num primeiro momento pareceu-me um pouco estranho estar a ver geocaching numa sala de cinema. Desde que alguém escondeu um simples recipiente numa floresta americana para testar a “disponibilidade seletiva” do sistema GPS, o passatempo evoluiu bastante. E ainda bem!

pacote-de-pipocas

Alguns dos filmes eram muito originais e lembram-nos algumas idiossincrasias e outras tantas figurinhas que fazemos no geocaching. Depois do festival de cinema tivemos mais uma boa surpresa, um magusto convívio de castanhas, jeropiga e boa disposição. No final, ficaram as certezas de um ótimo dia de natureza e confraternização. Filipe, muito obrigado pela dedicação gratuita e pela partilha destes momentos. É sempre um prazer regressar a Oliveira de Frades!

cogumelo

 

Artigo publicado em antoniocruz.pt

 

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