Caminhando travessa após travessa, diga-se que não possível na maioria do percurso, a maior parte do tempo foi mesmo a pisar pedras da linha, factor esse que aliado a uma não muito feliz escolha do calçado se revelou bastante duro na parte final no que para a sola dos pés diz respeito...
O caminho foi sempre feito a elevado ritmo, imposto pelos elementos que ainda tinham uma leve esperança de continuar para Espanha no mesmo dia, mas com amena cavaqueira e muito tempo para troca de ideias e opiniões.
As paisagens são simplesmente deslumbrantes, um espelho de água do lado esquerdo que sempre nos acompanha e do lado direito as encostas cheias de vinhas carregadas de uvas, onde aqui e acolá foi possível observar os Búlgaros nas vindimas.
Na outra margem observavam-se aqui e acolá pitorescas casinhas nas margens do rio, e noutros locais imponentes falésias à beira rio, causando uma beleza ainda maior.
Diria que comparando esta com a vizinha "espanhola" a outra se faz com uma perna às costas...

Iniciámos com uma observação de um comboio que em tempos por ali circulou...mais umas continhas em pontos relacionados com a linha e acabámos num ponto conspícuo da linha e de todo o percurso, diga-se que a dica não ajuda nada e dará mesmo a ideia que está desactualizada, no entanto é imediatamente perceptível e previsível onde estará a cache final.
Confesso que aquele desafio final soube mesmo bem para retemperar energias e quebrar a monotonia do caminhar na linha, é que muitas vezes o cansaço também se deve simplesmente ao facto da repetição exaustiva da mesma acção, no mesmo contexto...
A paisagem desde o ponto final é simplesmente fantástica, mas apenas porque se tem uma visão mais abrangente sobre tudo à volta, visto que durante todo o percurso é também fantástica.

Daqui pôde-se logo avistar ao fundo o próximo objectivo, e siga o comboio que ainda falta alguns quilómetros para chegar à estação de destino.
In: GC Alma da Bruxa
Out: Nada
TFTC



