Recrutámos a pirata Mafalda “Marafada” cozinheira da especialidade tripas de tubarão (nunca ninguém sobreviveu para confirmar) e Paulo Tomás “Bicho Carpinteiro” (também conhecido por Fernando!) mestre carpinteiro que relatos históricos afirmam que fez uma jangada que quase atravessou um lago de 3 metros antes de se afundar!
Eu proprio “Dentinho” mestre de fisgas e de dar ao chinelo quando as coisas correm mal a fecchar o grupo de assalto!
Depois de esperar pela Marafada, já o Capitão estava no local em busca da pista inimiga, rapidamente nos juntámos aos restantes que passavam despercebidos sem as vestimentas e o cheiro misto de peixe podre com rum que só um bom pirata pode ter, chegados o Barba Ruiva apontou algo que só com a luneta conseguíamos alcançar, sorrisos amarelos apareceram e a primeira pista foi tomada, todos juntos fomos estrategicamente na direção desta nova pista!
Chegados ao local cercámos o depósito inimigo e quando nos preparávamos para o assalto grita o Capitão:
- Malditos!!! Já partiram, tudo o que ficou foi uma bala de canhão!!!
No chão uma beata de um charuto mal apagado da mais bela mistura de barba de milho com nova pista, sorrateiramente seguimos uma vez mais, chegámos a outro refúgio o qual cercámos, com a Marafada e a Saca-rolhas a controlar caso fosse uma emboscada, enquanto eu pendurado nas alturas extremas a cerca de metro e meio do chão grita o capitão do outro lado:
- Achei!!! Malditos deixaram uma mensagem, vamos apanhá-los!!!
Depois de confirmado o novo destino com o velho compasso feito de velha perna de pau seguimos para as carroças disfarçados de camponeses!
- Vamos apanhá-los a meio da janta!
Dizia o Olhinhos Carpinteiro já a pensar numa ou duas garrafas de rum!

Chegámos tarde novamente, não só já tinham acabado a janta como haviam recolhido a mesa! Enquanto procurávamos algum restinho de rum por ali perdido foi novamente o Capitão aos gritos que achou uma nova pista!
Seguimos esta em silêncio, ao longe já se via o barco inimigo, aparentemente abandonado à pressa! Enquanto montámos guarda lá trepou o Capitão pelas ameias da fortificação para alcançar o barco, até que desce sorridente com um velho baú nas mãos!
O Bicho Carpinteiro lá consegue abrir o baú sem fechadura e de imediato ficamos na posse do mapa final, rumo traçado e seguimos caminho ao lado do enorme oceano!
Chegados ao destino, cada um seguiu por um caminho diferente, descia eu por um lado quando escuto os gritos do Capitão uma vez mais:
- ENCONTREI!!!
Pensei que se referia a uma pipa de rum tal era a felicidade, afinal era simplesmente o tesouro final!
Puxámos o enorme baú para terra e entre todos chegámos a um consenso no modo de o abrir, uma primeira tentativa falhada, engano corrigido e o ranger das dobradiças ecoou pelo mar seco a fora!
Olhamos incrédulos para o seu interior, nem uma garrafa de rum!!!
Apenas tesouros e o diário do próprio Barba Azul!
Trocas feitas, abandonámos o local, mais um saque bem conseguido ainda que nenhuma garrafa de rum, vingámos com medronhos e copos de água no regresso!

Cansados e exaustos depois de subidas a alturas vertiginosas de metro e meio, combates entre osgas e lagartixas, cantávamos em silencio para nós próprios!
Somos piratas
Sem barco nem boias
Nem temos tabaco
Nadar é para os fracos
Mas corremos bem
Com rum cantamos
Por mares extremamente navegados
Mais um tesouro sacámos!
TFTC / OPC
In: TB
Out: Nada



