E que dia meus amigos !...E que dia ! Fantástico !!! Mal estávamos ainda instalados já eu e o Paulo estávamos na parodia dentro dos caiaques e a Carla e a Sandra a tirar fotos e filmar !
E lá fomos - 2 Setubalenses - que outrora nos tempos de miúdos sonhavam chegar a nado à Anicha (ou quem sabe de "gaivota" alugada), concretizavam hoje esse sonho de criança :-)
E a água meus amigos....e aquela água tão translucida, fresca e serena, com a majestosa e imponente Serra sobre a magnifica Baía da Arrábida, o som calmo das ondas .....são momentos como este que nos dão Paz de espírito e que certamente nos marcam como um dia "especial" como este !
Chegados à Anicha, lá "ancoramos" e partimos a descoberta da Cache...lá estava a nossa recompensa ! Uma cache com uma vista magnifica, como se de um quadro se trata-se, mas aqui era ao vivo e eu estava lá !
Depois do Log, lá voltamos e desta vez para levar os "passageiros" mais novos ! Sim o Geocaching connosco é em família :-) lá foi então um petiz de cada vez, e nós a remar :-) Claro que depois segui-se a "dobragem" do cabo dos "Tormentas", ou como carinhosamente lhe prefiro chamar "o Cabo da Boa Esperança", que aqui é como quem diz dar a volta à Anicha com os petizes !!!!
Nunca mais vão esquecer este dia em família - estou certo !...
A seguir, bem a seguir foi um banho refrescante nas magnificas águas da nossa Arrábida, muita diversão !...
Caro owner o que lhe posso dizer ? Um sincero obrigado por esta ideia, por esta cache e por ter contribuído para um dia tão fantastico em Família e com os meus amigos !
Obviamente que esta vai ficar na minha lista de caches favoritas !
Por ultimo, penso que é perfeitamente adequado, deixar aqui um dos poemas mais conhecidos de alguém que amava esta Serra e que para escrever era nela que encontrava a sua inspiração :
"Serra Mãe"
Agora, só,
que é o meu corpo terra confundida
na terra desta Serra minha Mãe;
agora, só,
a minha voz que sempre cantou mal
ao Céu se eleva
Agora, só, que no ventre da Serra minha Mãe repousa
Meu corpo de Poeta
De Poeta mudo em vida, por ausente
Do ventre maternal os nove meses;
Agora só claríssima se eleva
A minha voz-louvor,
a minha voz carícia a minha Mãe
ao Céu...
Agora, só,
Que os meus lábios são terra de onde nascem
As moitas de folhado e de alecrim,
A minha voz saudosa de cantar
Se elevará
Até onde o Céu tem cor e fim.
Se elevará a minha voz, perfume
desprendido, suavíssimo, dos matos
que surgiram de mim...
Agora, só,
Que sou terra na terra misturada,
Que a minha voz é voz de rosmaninho,
Eu poderei tratar por tu
A meu Irmão Frei Agostinho...
Agora, só, a meu Irmão,
Que comigo nasceu naquele Dia
Em que ao Céu se entregou,
Ébrio de Sol e Maresia, nossa Mãe Serra...
Sebastião da Gama
TFTC !



