CarlosAgnelo found
Linha do Vouga - Apeadeiro de Sra. de Lourosa
Uma pequena introdução!
Nas habituais visitas à original terrinha - agora menos preenchidas, porque me faltou alguém - a curiosidade de caches próximas determinou uma pesquisa quase indiferente já que não contava encontrar mais "plantações"... De repente vejo a série "Linha do Vouga" e toca a deitar mãos à obra. Claro que, dadas as circunstâncias, não podia fazer nem todo o trajeto nem seguir a sugestão de o fazer de bicicleta. "Atacaria"' por hoje as que mais perto ficassem quer numa incursão inicial que me levou até Cedrim, quer, posteriormente, no regresso a casa até à revisitação da Ponte dos Melos.
A primeira foi esta: A do impropriamente chamado Apeadeiro da Sra. de Lourosa. É um facto que o nome existente, gravado nas paredes laterais do dito apeadeiro, é exatamente este. No entanto o nome deveria ser e seguramente essa teria sido a intenção inicial - homenagear a Sra. com igreja mais acima - APEADEIRO DE SRA. DOLOROSA. Algum iluminado da CP, seguramente não de Ribeiradio nem conhecendo as suas gentes, decidiu ser padrinho de um apeadeiro cujo nome identifica e homenageia uma Sra. de outra localidade...
Custa a crer até que ninguém de Ribeiradio tenha, durante tanto tempo, dado conta desta incorreção. Cientes da sua querida Senhora, que tanto querem, e que anualmente, pelo menos, lhes anima a alma através dos "Grandiosos Festejos" em sua honra, teriam, seguramente, tomado as providências necessárias, e por diferentes meios, para repor tão grave erro. Que o diga um certo padre o qual, pretendendo acabar com a festa profana, foi convidado, de modo muito "sugestivo", a deixar a freguesia. Não sem antes fazer com que, em certa festa de um dado ano, a autoridade esperasse o pior, tal foi o número de militares e os atavios que traziam preparados para um combate, capacetes de guerra incluídos. A festa, afinal correu bem e continuou a fazer-se. O Padre é que foi embora face ao "sugestivo" convite acima referido...

Dei também comigo a fazer contas das vezes que aqui teria passado e, portanto, no troço da Estação de Ribeiradio em direção a Aveiro sentado nos bancos de pau das verdes carruagens que, mais tarde foram parcialmente substituídas por umas castanhas maiores e relativamente mais confortáveis. Castanhas, ou próximo disso, creio, eram também as iniciais que, posteriormente, foram pintadas a verde. Ou então nas chamadas automotoras, pintadas inicialmente a cinzento e vermelho e mais tarde a azul.
Deixo, por curiosidade, o número, aproximado, de vezes que por aqui passei: três mil. De forma que hoje, em condições diferentes será mais uma a acrescentar e, porventura, a última.
A cache está óptima, sendo de realçar o cuidado que os proprietários tiveram com a preservação dos respetivos livros.
Agradecer-lhes a revisitação de locais a que nunca mais esperaria voltar, é o mínimo que posso fazer.
Obrigado, pois, por esta e todas as caches do percurso, visitadas e a visitar.


