18de abril,2026

14 March 2014 Written by 

Eis O Hobbit, por João Oom Martins

Na maior parte das vezes que atravesso o território do Parque Nacional da Peneda-Gerês, PNPG, a sensação que estou em plena Terra Média do universo de Tolkien é omnipresente . Por vezes ela é tão forte que se sobrepõe às outras e sinto que estou lá, com a devida proporcionalidade, sempre à espera de encontrar alguma criatura desses tempos imemoriais.

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Não sou o único a quem isto acontece e isso está reflectido em algumas das caches que já encontrei pelo PNPG: Montanhas Nebulosas (http://coord.info/GC3C7J6), O Regresso do Rei (http://coord.info/GC49ZBF) ou Sméagol's Challenge (http://coord.info/GC305ZK).

Em todas estas viagens, nestas três caches e outras no PNPG, algo me chamava sem perceber o que era. Certamente que não era o chamamento do anel, pois não o utilizava. Se calhar seria Sauron? Seria o Frodo? Seria o Gollum? Ou seria até mesmo Gandalf? Só me apercebi mesmo o que era quando vi o primeiro filme da trilogia do Hobbit e que algo tocou lá dentro da moleirinha. Era a história fabulosa de Bilbo Baggins na sua longa campanha na Terra Média naquela que é, sem dúvida, a maior aventura da sua vida. Aquela que o transformou para sempre e que por vezes é comparada com a procura de algumas caches. Já tinha escutado alguma coisa quando ouvi os Anões numa madrugada em Castro Laboreiro antes de ir explorar as Montanhas Nebulosas, mas faltava aquilo que despertava o interesse, a força motriz para um novo projecto. Entre o tempo da exibição dos dois filmes, tempo em que continuei a vir ao PNPG e sentir-me na Terra Média, aproveitei para reler o Hobbit reavivando a memória sobre o enredo, sobre os locais e acima de tudo para me embrenhar ainda mais na narrativa. Foi numa das vezes que passei num local, a caminho de um Evento, que reparei num recorte rochoso.
Não era a primeira vez que o via, o recorte, mas ainda não tinha descoberto a pólvora. Estava ali o que procurava: a zona que se podia adaptar ao livro.

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Comecei a magicar sobre a criação de uma cache. Como seria? Como é que iria transportar a história? Conseguiria ajustar os locais do livro ao terreno? Onde seriam esses locais? Essa é mesmo a aventura relatada: criar uma cache, adaptando-a ao fabuloso mundo criado pelo professor J.R.R. Tolkien: Endor. Escolhido o esconderijo, aquele onde está o livrinho e que tenta ser apropriado à história; o local do início e preparado a tralha toda, fiquei ansioso para poder lá ir.
Uma semana depois da última incursão no PNPG, nessa altura com a aparição de alguns flocos de neve a cotas de 800 metros e com a visão dos topos, cobertos com neve, foi o dia escolhido. Vi a previsão atmosférica (que não era famosa) e coloquei o despertador para uma madrugadora hora. Aquela que me permite chegar no início do dia ao destino. Pareceu-me, que nas poucas horas que dormi, ouvi, cá em casa, um rebuliço na cozinha, como quem lava loiça em alegre cantoria. Se não fosse a curiosa marca na porta, que só apareceu quando a luz incidiu num determinado ângulo, a mostrar que afinal o barulho se calhar tinha sido real e que aquele toque de alvorada, ainda noite cerrada, era o sinal para me apressar, não estava seguro. Tinha chegado o dia.

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Cheguei ao Shire em pouco tempo, equipei-me a rigor e preparei-me para enfrentar o dia frio com aquela neblina envolvente capaz de imbuir, qualquer um, até aos ossos, o espírito de Arda. Comecei a minha tarefa. À ida a procura do ponto final, como na história, na vinda tentaria encontrar os outros locais.
Embrenhei-me no caminho da floresta , com o prado verde atrás das costas a lembrar o Shire, rumo às montanhas e à parte mais urbana destas paragens que seria, futuramente, Rivendell. Pelos rastos que se viam, aqui e ali, na terra molhada, percebi que os Wargs cruzavam estas paragens e os Trolls também marcavam presença. Seguramente que alguns monólitos de granito , que circundam estes caminhos, seriam Trolls, apanhados desprevenidos pela chegada da aurora.

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Fui andando até chegar às Montanhas Nebulosas e graças às condições climatéricas de hoje eram assim que se apresentavam: envolvidas por uma neblina capaz de nos transportar para o fantástico. Procurei a passagem da montanha, num estreito trilho pelo meio das rochas e vi a silhueta do meu destino .

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Faltava alguma distância e há muito que os sinais pintados dos Elfos tinham ficado para trás. Entrava agora no território povoado pelos Orcs, sinalizado aqui e ali por mariolas discretas, onde sentia a presença do dragão de fogo, pois a desolação era visível, quase só restava a superfície nua do granito .
Nesta parte estudei o melhor acesso para a investida final olhando para as curvas de nível e para o terreno pontuado em alguns locais por restos de neve para chegar ao local pretendido, não sem antes ver a silhueta de Smaug , do qual me escondi.

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Na zona escolhida, e após alguma prospecção, o local da cache foi encontrado; aquele capaz de nos transportar à entrada do interior rochoso do antigo reino de Durin. Com a cache escondida, faltava agora a procura dos pontos que servem como balizas, no terreno e no desenrolar da jornada de Bilbo, para uma viagem de ida e de regresso.

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Ali para baixo poderá ser a Cidade do Lago e o rio onde viajámos de barril, ali a passagem montanhosa, com as suas dificuldades no terreno e onde poderão aparecer, numa noite de tempestade, os gigantes de pedra a lutar. Ali, depois da encosta, onde se vêem algumas construções, poderá ser Rivendell , e ali é o território das aranhas.

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No ponto zero, aproveitei por almoçar com a sensação que tinha parte da tarefa cumprida. Como o tempo agreste que se sentia, com o frio e aquela neblina que me impedia de ver as partes nevadas, não convidava a usufruir desta maravilha natural, antecipei o abandono destas paragens. Retornei seguindo os meus passos com o ocasional desvio para ver de mais perto alguns locais: os restos mortais de Smaug; o local onde Bilbo, Thorin e a sua campanha, pararam para se alimentarem ; as marcas que delimitam o território dos Elfos (de Rivendell e da Floresta) e os extraordinários exemplares de centenários carvalhos cobertos com musgo verde .

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Cheguei ao meu transporte com a alma cheia e com a cache no local. Agora faltava a sua publicação e assim poder mostrar mais uma pequena parte do PNPG e tentando que quem aqui vem, na busca da cache, se sinta na pele do Hobbit e na fantástica, fabulosa e misteriosa Terra Média.
Eis O Hobbit (http://coord.info/GC4XCT6).

Joom (João Oom Martins)

 

Este artigo participou no passatempo Geopt "Uma aventura, 1000 palavras"



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