Desde 20 de Fevereiro de 2010 que ninguém lá foi...e nesse dia foram lá quase metade dos que a fizeram...

February 20, 2010 by Migueis
Depois de umas noites muito mal dormidas, muito trabalho, muito cansaço acumulado e uma viajem de Castelo Branco no dia anterior, lá fui eu, colado e confesso que ao engano completamente para esta aventura.
Mal sabia ao que vinha... pensava eu que fazer umas caches drive in... mas com a mochila mais ou menos preparada lá compareci no ponto de encontro estipulado.
Como ainda tivemos que aguardar uns minutos pelo resto da comitiva, aproveitamos para tomar um cafezinho a ver se a pestana abria. E tinha mesmo que abrir.
Preparava-me para tomar o cafe quando o telefone toca:
- "Como é c#"$#$##" um gajo chega atrasado e voces ainda nao chegaram?"
- "Nós já cá estamos!"
- "Não estão nada, só vejo os carros sem ninguem lá dentro!!!"
Pronto, a festa esta prestes a começar.
A boa disposição que é imagem de marca deste grupo, lá estava mais uma vez presente para a grande jornada de hoje.
Apressados lá nos dirigimos para o parque, fez-se a distribuição dos elementos pelas viaturas, PMR's, verificação de material e siga que se faz tarde.
O tempo não estava muito favorável e a probabilidade de precipitação era muito grande.
Chegados ao ponto de estacionamento, o nevoeiro nao deixava ver muito mais que algumas dezenas de metros.
Juntamos os sete elemento na Strakar e toca a subir um pouco mais, até onde o caminho nos permite.
A partir daqui, toca a pegar nas mochilas e perninhas enferrujadas ao caminho.
Acho que a sorte ainda foi ter feito o aquecimento na Mizarela na semana anterior, senão....
Chegados à Varanda das Sombrosas confesso que até estranhei!
Já chegamos?! Afinal era um bónus. Até estava desactivada.
E entao comecei a ficar mais preocupado.
O terreno era bom, o trilho muito bem definido até que chegamos ao Porto da Lage onde fizemos um pit stop para reestabelecer forças.
Comecei a ficar seriamente preocupado porque a viagem parecia que ainda não ia a meio, o objectivo nao se via e ainda havia o caminho de regresso.
Aqui deu para comer mais ou menos descansados (ou não), fazer exercicios de respiração tipo gravidas, e tirar algumas fotos.
Estrada para trás, aqui é que começou o verdadeiro corta mato.
Uns por um lado, outros pelo outro as mariolas é que parece que deixaram de existir.
Entretanto ao fim de alguns bons metros a subir, aquilo que se pensava que era o topo começa a vislumbrar-se completamente branco.
Um manto de neve cobria a serra o que lhe dava realmente um toque mais especial.
Aí comecei a pensar... não vou mesmo conseguir.
O ar custava a respirar, e aquilo que alguns acham que são subidas tecnicas que dão espaço para o pulmao respirar, eu acho que são abusos à resistencia dos velhinhos.
E depois de alcançado o pseudo topo, afinal havia outro. Esse sim o verdadeiro topo.
Nessa altura e pensando mesmo em desistir percebi uma coisa:
Neste grupo ninguem desiste e ninguem fica para trás.
Começamos vamos até ao fim. O espirito de camaradagem e entre ajuda notou-se mesmo e é realmente nestes pequenos momentos que se conhecem os verdadeiros amigos.
Todos chegamos ao destino, tudo correu bem, e a sensação de conquista fazia mesmo sentir-se.
A neve e o frio foram factores que contribuiram talvez para aumentar mais um pouco o grau de dificuldade da cache, mas deu sem duvida uma cor especial à mesma.
O regresso foi feito a um ritmo bastante mais acelerado apesar do cansaço fisico, só para não ter que ouvir uma praga que veio todo o caminho a murmurar porque queria fazer o regresso pela margem do rio.
Se calhar tinha razão, mas preferimos não arriscar.
E as fichinhas? ![]()
Obrigado ao owner pelo desafio e aos boizolas pelo "convite" e apoio em toda esta aventura. Sem duvida a cache que mais esforço exigiu para mim até à data.
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August 2, 2009 by Fernando Rei
FTF ![]()
Aventuras destas tenha eu muitas!!!
Acordei cedo, porque cedo queria começar a caminhar na serra, pois a tarde já estava reservada para outros eventos!
Saí de casa pelas 4h15 da manhã directinho à Cascata do Arado. Aí perto fiz a primeira paragem para encontrar a cache "Fonte das Letras". Pouco passava das 5h da matina, pelo que tive que recorrer à lanterna. Daqui encaminhei-me para a Malhadoura, onde iniciei o trajecto até à cache! O GPS marcava 5,5 km em linha recta... lá os fui calcarreando onduladamente! Às 5h30 estava perto da cache My Blue Lagoon. Até ao destino, demorei 3h10 em sentido ascendente e 2h15 no regresso.
Pelo caminho fui descobrindo os melhores trilhos identificados pelas benditras mariolas, que nos afastam dos perigos e que facilmente nos levam a Bom Porto. Neste caso ao Porto das Lajes! Aqui sombranceiro à albufeira e contemplando a bela paisagem do Gerês analisei o 1,2 Km que me separavam da cache! A emoção maior estava prestes a começar: descer a pique... atravessar rios... subir a pique... escorregar... tropeçar... avistar cabras selvagens e aves de grande envergadura! Digo-vos que foi pura adrenalina! Subir os três balcões que nos separam da cache para atingir o alto das Sombrosas é algo imponente! Fica registado na memória das vivências. Adorei andar sozinho nestas alturas!
No regresso encontrei o rebanho de Fafião apastorado por duas pastoras. Estive a conversar cerca de 15 minutos com uma delas. Estas pessoas conhecem a serra com a palma das mãos e contribuem para a manutenção dos trilhos, no entanto passam adversidades diversas... são respeitáveis! Bem-hajam!
Quando cheguei à Malhadoura eram 11h25. Fiquei contente com o horário, assim chegaria a tempo de beber uns martinis em Aboim da Nóbrega, para depois almoçar em família. Até porque era dia de Festa de Nª Sª do Amparo lá no lugar, tinha de ir à missa e à procissão. Ah! Também tive aí actuação com o Rancho Típico das Lavradeiras de Aboim da Nóbrega! Uma tarde a dançar, cujo aquecimento foi feito na serra!
Paulo, parabéns e obrigado por esta fantástica cache!
Ab




