June 5, 2010 by Kelux
Em dia de 3º Rali ao Papéis, após o revigorante almoço na Adega do Tomás, lancei a ideia de finalmente irmos completar a trilogia Paolini, após a Eldest aqui perto e a Brisingr em Monsaraz já logadas há meses.
Um grupo com esta qualidade logo aceitou o desafio e pouco depois estávamos a estacionar os cachemobiles a cerca de 600 metros do GZ... seiscentos metros feitos a pé, com muito suor, carraças e alguns arranhões... felizmente o owner ia connosco (e o Costa também
) pelo que a tarefa de procurar pelo melhor acesso, ficou logo simplificada.
Após o autêntico tormento de atravessar o denso bosque draconiano, desembocámos num cenário de sonho, com uma cascalheira que se derrama sobre dois profundos vales, leitos de rio secos por agora... quando a água ali corre veloz, o espectáculo deve ser ainda mais magnífico.
Resumindo e concluindo, o owner soube bem escolher os "ninhos" dos seus três dragões ficcionais... e este concretamente, valeu bem a espera até vir visitá-lo.
Esta é uma daquelas caches em que não se pode dizer que a auto-estrada estava lá no regresso... irra, o regresso é ainda pior do que a ida... mas o Miguel bem foi avisando ![]()
Feita na companhia do owner, BTRodrigues, Natacha, Bringer, JINunes, Jamer196 e Costa (dos Lamas).
TFTC
January 24, 2010 by btt
Esta cache foi como um conto fantástico.
Capítulo I: A descoberta do acesso – uma autêntica aventura TT e de (des)orientação.
Uma das partes mais difíceis é encontrar um acesso perto e circulável. Ainda estivemos a 400 metros inicialmente, mas desistimos de fazer toda essa distância a corta mato. Depois foi dar voltas e mais voltas, tentar atravessar pedreiras, subir ladeiras e por aí fora. Quis o destino que chegássemos a um apetecível local a 300 metros em linha recta, com um “belo” e tentador caminho para fazer a pé.
Lá fomos – geocaching também é isto…
Capítulo II: À descoberta do trilho – Iniciámos a demanda atacando um trilho corta-fogo com duas vertentes a pique. Uma apontando o inferno que descemos saltando de pedra em pedra e depois subimos em direcção ao céu (pensámos….).
Lá no cimo encontrámos …. a desilusão pois abria-se um abismo que nem eco fazia de tão fundo.
Fizemos então o trajecto de volta, sem céu ou inferno, apenas o purgatório de refazer o caminho em direcção ao cachemobil.
Capítulo III: O trilho – Já sem alento, quase desistimos de encontrar a caminho para a fantasia. De súbito num sopro de aragem surgiu um novo trilho em direcção ao GZ e, novamente tentados, lá nos apeámos e fomos cheios de coragem.
O trilho foi estreitando e, apesar da direcção certeira por vezes fomos temendo que fosse uma armadilha e ali ficássemos prisioneiros, sem saída.
Saltando de pedra em pedra, escorregando na lama, ora rastejando por baixo de ramos e troncos ora passando por cima lá fomos.
O cheiro a sangue da caça pairava no ar, com abundantes pegadas de cães e javalis. O chão completamente revolto pelos javalis na busca incessante pelo seu sustento. À medida que nos embrenhávamos na densa floresta fomos falando alto para afugentar a caça mais distraída pois temíamos ser surpreendidos por um javali assustado ou protector.
À medida que o caminho se estreitava o ambiente foi-se modificando. O som da água correndo em jorros avolumava-se, a flora exibia-se aos nossos olhos e o musgo demorava-nos os passos …..
Capítulo IV: O Tesouro - Apesar do crepúsculo o vale parecia iluminado e cegou-nos momentaneamente. Vale maravilhoso de contrastes de sons e silêncios, cores, texturas, dimensões, ambientes, mas sem dúvida pacífico e tranquilo, apesar de agreste.
Era ali que estaria escondido o ovo do dragão e com a ajuda do oráculo procurámos sem cessar.
Quase de noite estivemos para desistir mas a persistência foi finalmente recompensada com o tesouro.
Restava-nos arranjar forças e engenho para o regresso até ao local onde ficara o nosso “corcel”, o que não foi tão fácil. O GPS deu uma ajuda para refazer os primeiros metros pois a vegetação é tão densa que rapidamente se fechara à nossa passagem, não deixando vestígios. Depois tudo se tornou fácil, até porque o gosto da vitória aliviava-nos a marcha.
Cache magnífica!! Ficará para sempre na nossa memória, assim como este dia passado em terras de Mtrevas e Jeremiasgato.
TFTC

August 2, 2009 by vsergios
Fui com os Elfos procurar o dragão, mas primeiro que o pudéssemos encontrar, descobrimos trilhos e montanhas fascinantes.
Fomos montados numa criatura maravilhosa, qual personagem das terras do outro mundo, o Range Rover que nos levou calma mas poderosamente a escassos 120 metros do objectivo. Mas o caminho não era o melhor, obstruído por muita vegetação, resolvemos afastar-nos mais e percorrer mais metros, mas uns metros maravilhosos.
Assim que nos aproximámos do vale, o ambiente fresco e calmo, e já por si encantador, não deixava adivinhar o quão deslumbrante era o local e a paisagem. Efectivamente, o melhor local onde poderia um dragão esconder-se: inóspito, mas lindo.
Foi uma cache e uma aventura perfeitas. Digna da homenagem.
Voltarei com certeza um dia destes.
Obrigado bastante
Vitor Sérgio e JJJótas




