Penso que em primeiro lugar é necessário gostar de descobrir locais novos e saber apreciar tudo o que o local tem para oferecer. Sempre tive o desejo de pegar na mochila e partir em autonomia completa na Serra, mas a verdade é que essa realidade nunca se proporcionou. Colocar esta cache foi uma forma de me “embrenhar” na serra, tomando conhecimento de uma zona da serra que conhecia mal e que visto de longe parecia ter pouco mais que uns moinhos, uma cisterna e vegetação rasteira, vindo a verificar-se que era bem mais do que isso. Quem pense que colocar a cache foi “peanuts” desengane-se, pois o desafio era “muito maior e mais alto” do que visto ao longe, mas como gosto de desafios, foi com muitos palavrões e muita força de vontade que coloquei em primeiro lugar a cache final. Pensei várias vezes em desistir pois não é fácil “entrar” naquele terreno com uma mochila de 60 litros às costas, sendo a única possibilidade de transportar uma cache daquelas dimensões intacta. Quando finalmente consegui ver a paisagem, procurei o local que melhor preenchia os meus requisitos e segui para o ponto intermédio, o pior já tinha passado… A partir daqui foi só desfrutar e valeu bem a pena. Espero que também o valha para quem lá vá.
Esta cache proporciona founds absolutamente extraordinários. Divertes-te a ler estes relatos? Ha algum que te tenha especialmente ficado em memória?
Sim, o do Prodrive, pela sua extrema descrição de toda a aventura e em especial pela frase “Na parte final cheguei a abraçar e a fazer 'moche' para cima dos carrascos e não senti qualquer incómodo, tal era o nível de imunização à dor em que nos encontrávamos.” lol!
Rui, és um dos owners mais activos em Portugal com 170 hides, entre os quais 22 eventos de norte a sul do país. O que é que te move nesta actividade? O contacto com as pessoas, com a natureza, o desafio, a aventura?
Esta pergunta podia ter muitas respostas, mas as caches que coloco têm um significado especial para mim, dizem-me algo, naturalmente que estão também relacionadas com os meus gostos pessoais. Em relação aos eventos, agrada-me muito o convívio que no meu entender é o melhor sumo que podemos tirar da nossa experiência do geocaching, assim como dar a conhecer actividades e locais que de outra forma nos passariam ao lado.
Ao nível do Geocaching parece-te que o melhor do distrito de Leiria já está explorado, ou achas que ainda há muitos locais com potencial para albergar caches de qualidade?
Bom, de acordo com o meu gosto pessoal que privilegia a natureza ainda há muito por visitar, mas só com uma grande vontade de explorar e ao mesmo tempo proteger a natureza, é que no meu entender poderão nascer caches com qualidade, respeitando os habitats, nomeadamente a fauna e flora, as tradições locais e o património construído.
Das restantes 12 caches a concurso no distrito de Leiria, se te pedisse para destacar uma em especial...e porquê?
Eu sou fã das caches do Olharapo, são exactamente o que eu gosto de procurar, seja pela aventura que proporciona, pelo local, pela envolvência…. Quando comecei a fazer geocaching era a minha referência de caches. São infindáveis as aventuras que passei em qualquer uma das suas caches e por isso é uma escolha difícil…. Assim, escolho a cache “Penas do Castelo”.
Muito obrigada Touperdido pela participação! Boa sorte à candidata “Dobras Verdes dos Candeeiros”