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Esta cache era uma das poucas que estava na lista das “To do” para 2015.
Com a vinda ao evento sunrise@Cântaro_Magro surgiu uma oportunidade para embarcar nesta aventura.
Não é fácil convencer alguém para se juntar sendo assim convidei o owner da cache para me acompanhar e que prontamente respondeu SIM.
No dia anterior já tinha tudo preparado tal como uma aventuras destas assim o pede.
O dia começou da melhor maneira com um sunrise fantástico visto do topo do Cântaro Magro. Pouco depois e com o pequeno almoço tomado seguimos para o início da caminhada. Juntou-se também o ZéSampa e estava formado o trio de guerreiros.
O owner decidiu iniciar a caminhada desde a Sra. Do Desterro pois estava com receio de não aguentar o ritmo. Nas mochilas estava tudo o que é necessário para uma caminhada destas sabendo que haviam abastecimentos de água pelo percurso.
O tiro de partida foi dado pelo Jasafara ás 8:15, e iniciamos assim os primeiros passos rumo á Torre.
Os primeiros kms são bem acessíveis e foram percorridos a velocidade de cruzeiro. Várias paragens para fotos e para registar as caches que estavam pelo caminho. Num instante chegamos á Câmara de Carga da Central da Ponte Jugais. Aqui podemos apreciar uma estrutura bastante importante no transporte de água daquela zona.

Continuamos a caminhada e aos poucos íamos sentindo o aumento da temperatura, mas felizmente ainda tínhamos kms de terreno soft num típico caminho de levada. A dada altura começamos a ser perseguidos por duas donzelas e o Cruz quis aumentar o ritmo pois para ele seria uma vergonha ser ultrapassado por duas mulheres que ainda por cima não se calavam um pouco. Ainda apareceu um tubarão no caminho mas não foi necessário fugir pois estava embalsamado. Pouco depois fomos mesmo ultrapassados pelas donzelas e até deu para alegrar as vistinhas mesmo no momento da ultrapassagem, e mais não digo.
Chegados aos Cornos do Diabo, e que grandes cornos!!!! A mulher dele deve ser muito boa!!!..... Um cenário muito bonito com uma pequena represa que formava uma pequena lagoa e que certamente é o destino de muitos aldeões para se refrescarem.
Na verdade este local marca uma viragem no percurso, começava aqui o aumento de dificuldade de terreno onde apanhamos uma encosta bem íngreme até aos estradão.
Optamos por esta alternativa que apesar de mais longa pelo menos o terreno eram aceitável apesar da inclinação e a esta hora o sol já torrava ainda por cima sem sombras para amainar a temperatura. A passagem pela maminhas foi um pouco frustrante pois estavam seca e não havia nada para mamar.
O pontão da Lapa dos Dinheiros foi o local escolhido para o primeiro reforço alimentar. O ZéSampa aproveitou para vingar o DNF e logo de seguida toca a tirar as marmitas das mochilas e começar a dar ao dente. O Cruz teve primeiro de tratar de assuntos intestinais mas nem esperamos por ele, só o queríamos era bem longe.

Cerca de 20 minutos de pausa e lá continuamos a nossa saga. Ao longe já se via a temível subida para a lagoa Comprida. Antes ainda passamos pelo Porto dos Bois onde uma bica de água foi aproveitada para encher as garrafas de água.
Aos poucos aproximávamos da base do grande desafio, o acesso até lá foi feito a bom ritmo e estávamos a entrar no pico do calor. O Cruz antes de iniciar a subida decidiu refrescar-se nas águas da ribeira para enfrenta a dureza mais fresquinho.
Iniciamos a terrível subida ás 11:50 e demoramos 1h e 20 minutos até chegar á Lagoa Comprida. Foram 1.82kms com um desnível de 434 metros com a incrível média de 1.4km/h.
O início foi bastante atribulado onde não havia trilho e havia mariolas por todo o lado. A tática eram saltar de rocha em rocha sempre em subida. Quando não havia pedra tínhamos de seguir pelo meio das giestas que ultrapassavam a nossa altura, mas na verdade em certa altura até deram jeito para nos agarramos para ajudar á progressão. Muitas paragens foram feitas para recuperar o fôlego e a olhar para trás para ver o caminho percorrido. Também uma paragem foi feita para a cache da Crista do Carvalhalzinho que apresenta um spot fantástico com vista para uma boa parte do percurso feito até ali.
O final da primeira parte aproximava-se e já se avistava o paredão da lagoa. Aos poucos a inclinação do terreno suavizava e ansiamos pela chegada ao estabelecimento comercial onde já tinha na cabeça o que pedir.
Ás 13:10 o merecido descanso, primeiro uma troca de t-shirt e pouco depois já tinha o que foi na altura a melhor cerveja do mundo na mão mas que secou rapidamente. “A arca está cheia” disse o comerciante.....fiquei mais descansado!!.
Este foi um dos momentos marcantes deste dia. A sandocha de presunto e queijo regada com umas belas Sagres motivou-nos ainda mais para a segunda parte, mas na verdade desistir nunca foi equacionado.

Com o estômago reconfortado iniciamos a segunda parte pelas 14:00. Os primeiros kms tivemos sempre a Lagoa Comprida como pano de fundo a embelezar mais a paisagem. Mais umas paragens para as caches do trilho e de destacar a cache Fraga da Pena Ruiva que nos dá a observar fantásticos cenários.
O próximo objetivo era alcançar o Cume que seria um ponto importante para o sucesso da missão. A chegada a este local deu-me muitas boas esperanças quando consegui alcançar em linha de vista as torres mas ainda muito caminho faltava percorrer. Daqui seguimos para o Fragão do Poio dos Cães. A passagem por este maciço rochoso é também inesquecível onde podemos perceber bem a grandeza do local que nos faz parecer formigas.
Seguiu-se o acesso até á estrada mas antes não deixamos de viver mais um momento marcante da tarde (senão o melhor momento). Não estou a falar da banhoca tomada na magnifica lagoa, estou a referir-me aos “nagalhos” que lá estavam a apanhar sol. Isto só visto, o Cruz em bicos de pés a fazer-se de grande e eu a encolher a barriga para impressionar as beldades mas não nos valeu de nada.
A travessia da estrada marca a fase final do percurso mas ainda tínhamos quase 1 hora de caminho pela frente. Uma descida que logicamente iria se seguir a respetiva subida. A partir daqui já não tínhamos dúvidas do sucesso da missão. Após a subida depois da lagoa das Quelhas as torres nunca mais perderam-se de vista e ainda conseguimos avistar o Jasafara que tinha saído duas horas antes de nós da Lagoa Comprida.
Pelas 18:05 chegamos ao topo, nada mais havia para subir, a primeira coisa que fizemos foi tirar um foto junto ao VG para registar o sucesso desta grandiosa aventura.

Seguiu-se a visita á cache para registar o merecido log, e para mostrar a nossa frescura ainda demos uns passos de corrida.
Á hora em que estou a fazer este log (01/07/2015) já tenho uma nova visita pré-programada a esta cache, porque clientes satisfeitos voltam sempre.
Obrigado ao António Cruz e ao ZéSampa pela excelente companhia e uma palavra especial ao Jasafara que concluiu também esta cache praticamente ao mesmo tempo, e pelo que percebi sofreu bastante mas assim até sabe melhor.
TFTC


