Aqui e além, já se viam alguns buracos provocados pela erosão. A vegetação aproveitava para crescer mais aí, fazendo com que alguns aglomerados de silvas, fossem verdadeiras armadilhas.
À medida que avançávamos, os buracos foram ficando mais fundos, gerando já alguns lapiás mais isolados. Depois de algumas passadas mais largas, para ultrapassar alguns desses pequenos abismos e depois de algumas indecisões sobre qual o melhor caminho a seguir, lá chegámos ao local onde tínhamos de mergulhar no mato.
Dentro da vegetação, lá fomos escolhendo o melhor caminho, alguns obrigando-nos a baixar a cabeça para evitar alguns ramos mais baixos. À medida que nos íamos afastando, as vozes dos trabalhadores do recinto ali ao lado, iam ficando mais distantes e começámos a sentir-nos realmente num mundo à parte, que apesar de estar ali tão ao lado da civilização, nos consegue transportar para locais tão distantes. ![]()
Quase sem darmos por isso, chegámos ao local onde deveríamos de novo subir à superfície. Escolhido o melhor acesso, lá seguimos, com alguma cautela. Uma queda ali pode ser bastante complicada, por isso havia que avançar com cuidado.
As passagens mais complicadas, foram superadas com entre-ajuda, com o Rifkind sempre a liderar e a procurar as melhores passagens. Houve espaço para tudo, desde andar de pé em cima dos lapiás, como andar um bocado de joelhos, ou mesmo a progredir praticamente sentados. Pelo meio, algumas paragens para apreciar a beleza do formato de alguns lapiás.
Mas foi só quando voltámos às profundezas das bases dos lapiás, que nos voltámos a sentir de novo num mundo mágico. Um recanto secreto a que só poucos chegam! ![]()

A cache foi encontrada pouco depois, e antes mesmo de inscrevermos o nosso nick no bloco de notas, lemos os relatos de quem já lá tinha estado antes. São raras as caches em que encontramos o logbook original e dá prazer reler o que os outros aventureiros sentiram e como viveram esta aventura.
Antes de sairmos daquele local especial, ainda tirámos umas fotografias dos dois, debaixo dos lapiás, numa espécie de gruta natural! Vai saber bem, daqui a uns anos recordarmos estas fotografias e revivermos esta aventura! ![]()
Mas ainda tínhamos de regressar ao carro. Hoje não tínhamos trazido marmita e o almoço estava pensado ser leitão, num dos vários restaurantes da terra. O caminho de regresso foi feito nas calmas, aproveitando o local e observando melhor algumas plantas que por ali subsistem.
Obrigado por nos terem trazido aqui e por nos terem proporcionado estes momentos! ![]()
Rifkindsss


rifkindsss

