- Vá toca a levantar para ir dar uma volta!
Nesta noite, tinha mudado a hora, pelo que o relógio biológico devia apontar para as 8h30 o que, a um domingo, é hora a que muito boa gente se vai deitando. Pela resposta, parecia o mesmo:
- rsrrsrrsrsr… - Não percebi rigorosamente nada, mas insisti:
- Vá, veste-te depressa! Não posso arrefecer – No meio de algumas palavras balbuciadas, lá percebi que não estava muito virado para aqui. Parece que tinha a roupa a lavar e eu faço de conta que acredito. Vamos em frente que nesta capela ninguém me acode.
O primeiro ponto seria de “lazer à beira-rio” onde, meses antes, havia outra caixita. Meio agachado, lá procurei nos orifícios debaixo da ponte – que eram muitos – e alguns minutos depois estava o registo feito, com a discrição necessária para o local.

Vamos lá ver a próxima da lista… “VO2 max - Sentes-te em forma?”. Ui esta é certificada pela GM inc., razão de sobeja para não pensar duas vezes. Pelo grau de dificuldade relativamente ao terreno, apercebi-me logo de que teria de carrgar com a bicicleta às costas. E, de facto, assim foi: chegado ao início do íngreme trilho, no lugar de ser ela a carregar-me, seria vice versa. Com cuidadinho tudo se faz: só tinha de ter particular atenção ao piso, não fosse fazer sku por ali abaixo.
No ponto zero, ainda andei ali às aranhas: a verdade é que a camuflagem do tesourinho fá-lo passar despercebido, como convém. Alguns minutos depois, e largado a maquineta das coordenadas, lá a encontrei, a outra maquineta, bem menos sofisticada, mas bem mais curiosa e surpreendente. Fiz o teste com sucesso e aquilo até parecia uma caixinha de surpresas, com direito a bolinha laranja e tudo. E para acabar em beleza, até tive direito ao bate-cu da praxe, mesmo em cima de um maduríssimo medronho que me deixou marca no sim senhor.
No regresso, o caminho seria bem mais fácil, a descer por estrada. Como a próxima investida seria aos “GRAFÍTIS”, ainda passaria mais uma vez pela casa do clã dinis-costa. Só para chatear. Agora, sim, já se percebia qualquer coisa do inquilino que até se dignou descer cá abaixo e dar a mesma tampa:
- Tenho a roupa suja de ontem ter andado no meio do mato.

Siga para a casa abandonada. É um lugar estranho que até o gps parece não gostar. Salvam-se as obras de arte aí patentes já que o receio de haver inquilinos no lugar é bem grande. Depois de uma breve busca, a leitura dos logs levou-me para o andar superior. Parecia destinada ao insucesso. Porém, insisti na leitura de novos logs que me deram uma certeza: estava no piso térreo e, pela imagem da descrição, naquela divisão. Confirmou-se: tão descarada que ela estava ali sempre vigiada pela presença daquele amigo de olhos tristes.
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Não costumo agradecer as caches. Se narro as minhas desventuras para as encontrar, é porque acho que elas merecem o tempo que gasto a escrever as minhas estórias.
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