18de abril,2026

30 October 2011 Written by 

[Evento] Lisbon Night Geo-Bike Tour – Challenge Edition

Attended Attended por Corvos

"Agora percebemos todos aqueles que já fizeram este evento, quando afirmam ser algo diferente, magnifico e a repetir. Também nós ficámos fãs deste Lisbon Night Geo-Bike Tour, um evento com garantia de prestigio.

Antes de chegarmos ao ponto de encontro, tentámos comer uma fatia de bolo de chocolate, feito à base de camadas de mousse, o seu segredo está no estaladiço tipo suspiro que se intercala ente si acrescido de um delicioso chocolate derretido, e que faz dele o melhor do mundo, mas infelizmente batemos com o capacete na porta.

Com a chuva a dar tréguas, a noite tornou-se magnifica para a prática de qualquer actividade, mas desta em especial. Com o céu limpo, o Sr. vento não apareceu a importunar-nos, no entanto coube ao Sr. frio mostrar os seus dotes, mas tornou-se fraquinho para estes bravos do pelotão.

Quando chegámos já lá estava o quarks, e depois foram chegando um e depois outro, e mais outro e quando já parecia que estávamos todos apareceu mais um. E eis que surge também uma jornalista do “Expresso”, para uma entrevista e roubar alguns retratos do grupo.

Feitas as apresentações e os cumprimentos da praxe, seguiu-se a palestra de quem organiza e já sabe as ratoeiras dos paralelepípedos, dos carris que o amarelo 28 utiliza para atravessar nas ruas. A adrenalina já se tinha apoderado de nós, mas rapidamente seria ultrapassada com as primeiras pedaladas. Sempre que pretendíamos estar presentes neste evento, algo se sobrepunha e não nos permitia participar, mas hoje tudo se conjugou para ser uma noite magnífica.

Dado o tiro de partida para mais este passeio pela república dos corvos, a ideia com que ficamos quando vemos aquela lagarta luminosa a encolher e a esticar conforme as ruas que fomos conquistando, somos uns verdadeiros vaga-lumes, tal era a quantidade de luzes que estavam espalhadas pelo corpo com os reflectores no vestuário, os amarelos nas rodas, a luz branca à frente e a vermelha atrás.

Mesmo tendo um conjunto de desafios com nomes tentadores optámos pelo verdadeiro repto que foi pedalar e apreciar todos momentos que os geocachers faziam para ultrapassar estes desafios.

Talvez o primeiro desafio tenha sido a descida do Parque Eduardo VII, a qual foi concluída em menos de um minuto e já estávamos ao pé do Marque(z) de Pombal, que se encontrava em amena cavaqueira com o seu Leão, por incrível que pareça mantiveram-se de costas para nós, impávidos e serenos.

Cumprido este desafio surgiu-nos atravessar a rotunda, mas o que parece difícil, o Gustavo torna-o fácil, à nossa frente fez com que o nosso pelotão compacto fizesse a circunferência com os carros a pararem à nossa passagem. Perfeito!!!!

Já na porta do jornal, foi vê-los a tirar os jornais económicos, desportivos, diários e a mostrarem-nos como verdadeiros ardinas de Lisboa, pena que nenhum tenha levado o Século, um jornal do outro século.

Antes de atingirmos a Grande vista de S. Pedro, passámos à porta do Pavilhão Chinês, um dos ex-libris da cidade, mas não tivemos tempo de saborear um chá, enfiados nos sofás acolhedores, pois os desafios eram mais que muitos, assim cumprido o desafio e visto o Jardim do Torel do outro lado, pedalámos até ver o outro amarelo da carris, mas em formato ascensor, mais flashs, mais uns dedos de conversa, mais um momento de descontração.

Por incrível que parecesse com meia dúzia de pedaladas e já estávamos no Bairro Alto, com prosas pelo meio. Foi o Cauteleiro que nos chamou para anunciarmos as raspadinhas, pois ele só sabe apregoar "Olha a Grande, compre a Sorte Grande", afinal não saiu a terminação, mas saiu mais um desafio “Chatear o Camões”. Neste, parecíamos uma biblioteca itinerante, tal a quantidade de livros que foram sendo fotografados, que até os góticos pensaram estar noutro planeta. Pena não termos bebido um capilé ou uma groselha, mas a noite não estava para este tipo de bebidas.

Demos um salto como se fossemos umas molas e já estávamos ao pé dos outros dois poetas, que nos aguardam sentados para não se cansarem, mais fotos, mais figuras e mais dois desafios atingidos.
Atravessando os passeios e em sentido proibido dobrámos um par de esquinas e mais dois desafios nos esperavam o Sr da Cabeça de Livro, onde os livros voltaram a ser reis. Outros aproveitam o momento e deram um salto à Opera com gelado.
E eis que surge o outro momento da noite para nós, descer a Rua Garret em contramão e de seguida a mítica Rua do Carmo, que os UHF tão bem cantaram:

“ Rua do Carmo, rua do Carmo
Mulheres bonitas, subindo o Chiado
Mulheres alheias, presas ás montras,
Alguns aleijados em hora de ponta …”

O desafio era Santa Justa e enquanto uns iam até ao final da rua e repetiam mais uma esquina para chegar à Rua Áurea, outros mais destemidos, que tratam os degraus por tu, ultrapassaram-nos num abrir e fechar de olhos.

E como se fossemos um carrossel, mais uma corrida, mais uma viagem eis que pedalámos para a o Arco Triunfal, magnifico, a Rua Augusta era só nossa, Lisboa estava aos nossos pés, os geocachers da noite tinham-na invadido pacificamente saboreando a sua beleza, que por vezes nos escapa no dia a dia.

D. José I, no seu cavalo recebeu-nos de braços abertos, pois não havia viva alma naquela praça, uma vez que o Martinho já tinha corrido os taipais.

“Vá para fora cá dentro”, foi isso que fizemos saímos do Terreiro do Paço e entrámos na Praça do Município e quando menos esperávamos surgiu o Zé Ribeiro vestido tipicamente português, chegando ofuscar os tocadores de capa e batina com a sua guitarra portuguesa, que os Tribo do Trilho trouxeram para abrilhantar o espectáculo da noite.
Depois das fotos da praxe tiradas pelo reporter de serviço João dos Felinos, das risotas, das conversas avulsas, o horizonte apontava para a Merendeira, mas antes ainda passámos pelo celebre cacau da ribeira, desafio que foi ultrapassado quando ainda não o era.

E eis-nos chegados à casa do celebre caldo verde, a fila andava a passo de caracol e o pão com chouriço não se deixava trincar, a noite já tinha entrado pela madrugada e ainda faltava o regresso, motivo pelo qual nos fez pensar encurtar a viagem de volta.

Vimos os Bichos_do_Mato, outro team que nos esquecemos do nome, o Webxxi a prepararem a saída e oferecemo-nos para os acompanhar na derradeira etapa final, aproveitamos para convidar o meninosousa, nosso companheiro de viagem e espectador assíduo dos desafios, que ainda hesitou, mas face ao adiantado da hora e às três noites em claro, aceitou.

Despedidas rápidas ao owner deste evento e ala que se faz tarde. Viramos a esquina e o Largo de Santos à noite parece que não dorme, gente e mais gente e as nossas bicicletas nem conseguiam seguir a sua trajectória, de tal modo que a nossa máquina voadora começou a sentir a inclinação da barriga do D. Carlos quando atravessámos a sua avenida.

Chegados à assembleia tivemos que tomar uma decisão pela direita ou pela esquerda?, pela Rua da Amália ou pela Calçada da Estrela ? Votos na urna e ganha a Estrela à Amália, para mal dos nossos pecados. Cruzámos os carris do 28 e a roda pedaleira, os carretos, as mudanças, as pernas começaram a ter um papel preponderante nesta viagem e até ao Jardim da Estrela ninguém pára, o corpo todo ele aquece de cima abaixo e só paramos ao sinal vermelho satisfeitos de termos afrontado a calçada e atingido o objectivo.

E agora só faltava subir a Rua Domingos Sequeira, hoje desligada das luzes da ribalta, que o cinema Paris ali espalhou. Candeeiros apagados só as luzes dos sete resistentes iluminavam a escuridão, mais uma paragem forçada num sinal vermelho, mais uma viragem à esquerda e o Santo Condestável, também ele já tinha ido dormir.

Contámos 12 km, todos juntos tirámos algumas fotos, agradecemos uns aos outros o esforço desta parte final e desejamos um bom regresso a casa. Nunca estivemos à LASKA.

Um agradecimento a todos os que participaram nesta aventura e um especial obrigadão ao Prodrive pela organização deste magnifico evento. corvos

1105corvos20111028 para 29, da noite para a madrugada"



3 comments

  • Comment Link Valente
Cruz 31 October 2011 Valente Cruz

    Log fantástico!
    Nós, os que não foram ou não tiveram oportunidade de ir, cá ficamos entretidos com a descrição e a lamentar a ausência.

  • Comment Link Paulo
Hercules 31 October 2011 paulohercules

    E depois admiram-se de haver logs minimalistas!
    Após ler uma narrativa destas qualquer um fica envergonhado para escrever um log mais elaborado. :D

  • Comment Link JoãoGouveia 30 October 2011 Felinos

    Realmente os logs dos Corvos são qualquer coisa de outro mundo! Tive a oportunidade de conhecer o Corvo e de lho dizer pessoalmente!!! Continuem, são uma inspiração!

Login to post comments
Geocaching Authorized Developer

Powered by the Geocaching API..
Made possible through the support of Geocaching Premium Memberships, the API program gives third-party developers the opportunity to work with Geocaching HQ on a full suite of integrated products and services for the community. API developer applications are designed to work with the core services of geocaching.com and provide additional features to the geocaching community.

Geocaching Cache Type Icons © Groundspeak, Inc.
DBA Geocaching HQ.
All rights reserved. Used with permission..

Connect

Сыграйте на покердом. Вы сможете тут победить. Это точно...
Disfruta de más que un simple juego en winchile. Puedes ganar aquí...
Aproveite o cashback semanal de até 20% nas suas apostas no wjcassino777.org, sem complicações.

Newsletter