O processo de novos registos esteve algo complicado durante o dia de ontem, dada a curiosidade geral sobre o serviço, devolvendo vários erros aquando a sua conclusão. Foram também encontrados e resolvidos na hora vários bugs, como um que nos deparámos no lançamento do site que, era ao mesmo tempo uma enorme falha de segurança. Nas definições aparece uma linha que indica que o nosso email nunca será divulgado no website mas, ao retirar os dados de uma cache por gpx ou por envio directo para o gps, o campo Owner trazia o email de quem a publicou e não o seu nickname. Isto só durou umas horas, mostrando que a Garmin estava atenta ao feedback dos milhares de utilizadores que tentaram utilizar o site desde o primeiro minuto.
O site em si tem um design simples mas agradável, centrando-se as funções principais em quatro botões, o “Procurar”, “Guia”, “Esconder” e “Log”, perceptíveis não só pelo nome como pela pequena descrição abaixo do mesmo.
A procura de caches pode ser feita segundo a mais variada combinação de filtros, desde por rua, por cidade, país ou coordenada, para além do mapa mundi incluído por onde podemos procurar livremente. Podemos ainda ordenar as caches visíveis na nossa busca pelos mais variados critérios, como nome, dificuldade ou tamanho. Com a zona desejada visível no mapa, basta pressionar um dos botões abaixo para as obtermos.
O primeiro envia todas as caches do mapa para o GPS, o segundo permite efetuar o seu download para o computador em formato GPX. Este, no entanto, não tem o mesmo formato que os do geocaching.com, pelo que o GSAK (versão 7.7.3.36) dá um erro aquando a sua importação. Após a mensagem de erro, o GSAK insere-o corretamente na base de dados, pelo que deverá ser fácil para o Clyde corrigir esta situação, afim deste conseguir reconhecer ambas as fontes.
Uma vez que as páginas das caches não permitem imagens (ou pelo menos não permitiam quando este texto foi escrito), os ficheiros são muito leves e são carregados em segundos. Trazem, no entanto, a informação necessária a qualquer geocacher, como descrição, dificuldade e dica, conforme podem ver na imagem abaixo.
Já que falamos de caches, saltamos a opção “Guia” (onde temos várias explicações de conceitos e utilização do site) e vamos para a opção “Esconder”. Ao pressionar este botão, é apresentada uma página com 4 separadores.
As opções estão bem explicadas, pelo que o processo decorre com alguma naturalidade. Nota para as duas primeiras linhas, onde a Garmin se precaveu e obriga à leitura das guidelines e a confirmar que temos autorização para colocar a cache naquele local, se for caso disso. Quando estamos a preencher os dados da cache, somos também questionados se esta está publicada em outro site e podemos nesta fase inserir o GC da mesma.
O sistema de classificação está bem explicado, podemos ler mais sobre o mesmo no segundo separador do processo de publicação e pressionando o botão abaixo, que está sempre visível na parte superior direita do website.
O terceiro separador da publicação de caches contempla a dica, descrição e tags (palavras chave que substituem os já conhecidos atributos da Groundspeak). Assim que começamos a escrever por exemplo Steal…., as várias opções envolvendo Stealth required aparecem listadas abaixo, permitindo a sua seleção com apenas um clique.
O quarto separador é apenas uma confirmação da publicação e contém um link direto para o nosso perfil e para a cache publicada.
Após a sua publicação e, caso tenham inserido o código GC, verão que os dados estão lá todos, incluindo o último log efectuado no outro site. A nossa cache OX1QH2Y / GC1QH2Y assim que foi publicada, importou automaticamente o último log de 27 de Setembro do geocaching.com
Testámos também colar o código HTML exatamente como está na outra página, não correu muito bem como conseguirão visualizar abaixo.
Para além da ausência já referida das imagens, temos também várias sobreposições de textos.
Voltando aos quatro botões principais, o último permite, como o nome indica (Log), registar as nossas caches encontradas. Este botão, quando pressionado com o plugin Garmin Communicator instalado no nosso browser de Internet, questiona se este pode aceder ao nosso gps para consultar localizações, atividades e/ou contactos, levando a crer que muito possivelmente o plugin importará automaticamente as field notes, caso o dispositivo as suporte. Uma vantagem sem dúvida para os GPS da marca. Quando estiver implementado, veremos se é tão linear assim.
Após escolherem sim ou não, acedem a uma página onde está uma lista temporária de registos (caderno de logs), onde é apresentada a lista criada por nós, pressionando o botão abaixo para cada cache
ou através da importação de field notes (assumimos nós que será assim). Ao percorrer a lista, selecionamos a data, o tipo de registo (similar a Found, DNF e Nota) e o texto do log, para além de uma classificação para a cache que acabámos de encontrar. Para já, não há “Pedir Arquivação” nem “Pedir Manutenção”. Abaixo, podemos ver um mapa com a localização da cache assim como a sua página completa, para termos a certeza que estamos a logar a cache certa.
No topo do ecrã temos uma barra com o nosso nickname (no caso de estarmos com o login feito) e três ligações. No “O Teu Perfil” conseguimos consultar a nossa estatística de caches encontradas/escondidas. No “Definições”, como o nome indica, podemos alterar o nosso email, nick (nome de geocacher), nome real, website etc. Temos também a oportunidade de alterar a palavra-chave definida inicialmente, alterar alguns detalhes em relação ao website (preferências) e importar ficheiros. Vamos falar deste último, saltando o “Encerrar a sessão” que não precisa de qualquer explicação.
Acedendo a este separador, temos duas opções: importar os finds e os hides. Se acedermos ao GSAK e exportarmos as nossas caches num ficheiro GPX, podemos importá-lo para o OpenCaching e apenas teremos de confirmar os dados antes de submeter as nossas caches, facilitando assim o processo de duplicação. Os finds idem, podemos importar um ficheiro GPX criado por nós ou utilizando o MyFinds, para atualizarmos a nossa estatística no site. Até ao fecho deste artigo não consegui, com sucesso, importar qualquer ficheiro, seja de encontradas ou escondidas. Esta funcionalidade deverá ser utilizada com muito cuidado, basta pensarmos num utilizador que importe um GPX com encontradas utilizando a opção de importação de escondidas.
Como pontos de resumo:
- O site está relativamente bem construído mas têm muita coisa a corrigir até ser uma alternativa “séria” ao geocaching.com
- O mapa é um auxiliar importante, permitindo alternar automaticamente entre vista de estrada, satélite ou birdseye mexendo apenas na altitude. Como já havia sido referido num post no blog RavenMaster Thought's, excelente característica para analisar o GZ ou o caminho até ele.
- A publicação de caches é feita rapidamente, até porque aqui ninguém as analisa nem confirma os dados fornecidos. No limite até podem existir duas caches no mesmo local. Veremos até quando isto ficará assim.
- Arquivando uma cache esta desaparece por completo do nosso perfil e deixamos de ter acesso a qualquer informação sobre a mesma. Não sei qual é o automatismo por trás do processo, mas publicámos a cache OX1QH2Y, arquivámos de seguida (confirmando segundos depois que desapareceu realmente) e publicámos novamente com os mesmos dados. Ficou com o mesmo código OX…
- A busca de caches é rápida e permite-nos retirar o número de caches que desejarmos do site, veremos se com utilização intensiva os servidores conseguirão dar vazão a tantos pedidos. Esqueçam o conceito das poquet queries ou gpx por cache, aqui podem inclusive efetuar o download do Mundo inteiro (pouco mais de 2000 caches no fecho deste artigo).
- Apesar de a teoria apontar para utilizarmos apenas o OpenCaching e um Oregon/Dakota/GPSMap 62 graças à liberdade de exportação do site, dispensando qualquer software third-party como o GSAK, aguardamos o suporte deste para os novos GPX.
- Aguardamos a correção do problema ao importar GPX de finds e de hides, facilitando assim uma possível migração/duplicação das caches.
Vamos aguardar pelas próximas correções e novidades, acompanhando passo a passo a evolução do OpenCaching.


