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12 September 2016 Written by  Geo.leo

Caminho dos Pescadores - Rota Vicentina

A Rota Vicentina é uma rede de percursos pedestres no sudoeste de Portugal, constituído pelo Caminho Histórico, que vai de Santiago do Cacem ao cabo São Vicente, pelo Caminho dos Pescadores, que começa em Porto Covo e termina em Odeceixe, com cerca de 80 quilómetros.

Depois de fazer o caminho histórico com cerca de 230 quilómetros, de bicicleta e em autonomia, há dois anos (http://blogfragoselas.blogspot.pt/2014/09/rota-vicentina-setembro-2014.html), desta vez decidi-me por fazer os caminhos dos Pescadores, também em autonomia, na companhia da minha esposa Manuela.

O caminho dos pescadores é sempre junto ao mar, seguindo os caminhos usados pelos locais para acesso às praias e pesqueiros. Trata-se de um single track percorrível apenas a pé, ao longo das falésias, com muita areia e por isso mais exigente do ponto de vista físico.

Um desafio ao contacto permanente com o vento do mar, à rudeza da paisagem costeira e à presença de uma natureza selvagem e persistente.

Chegámos a Porto Covo um dia antes de iniciar o caminho, onde ficámos no parque de campismo com condições muito razoáveis e aproveitamos o dia para descansar e conhecer a aldeia.

A primeira etapa foi entre Porto Covo e Vila Nova de Milfontes. Esta é a etapa das praias, em que se caminha ao longo dos extensos areais das praias da Ilha do Pessegueiro, Aivados e Malhão, e descobrindo ainda pequenas enseadas desertas que foram uma autentica surpresa pela sua rara beleza. É, no entanto, um percurso cansativo, dada a sua extensão e o piso sempre de areia. 

Demorámos cerca de sete horas a fazer esta etapa. Muita atenção aos mantimentos e água para o percurso visto não existir maneira de nos podermos abastecer durante toda a etapa.

Ao longo desta etapa foi possível constatar a diversidade de formas absolutamente fantásticas que as praias assumem. Praias protegidas por rochas antigas, escuras, que resistem gloriosamente à erosão, formando falésias e ilhotas (a que os locais chamam palheirões). Praias como a dos Aivados, de calhaus rolados, arredondados pela erosão do mar. Praias em que as dunas fósseis descem até ao mar deixando-se trabalhar por ele em rendilhados surpreendentes, como na praia do Faquir ou do Farol. Praias de areia, em suave transição desde o cordão dunar, como o Malhão. Praias com bicas de água doce, vinda da serra por caminhos subterrâneos, justificando o nome de Milfontes.

A biodiversidade das dunas é notável, mostrando todo o seu esplendor, com uma profusão de cores, aromas e formas absolutamente espantosas. Estas plantas têm adaptações perfeitas para este meio hostil, com um solo pobre, mais de seis meses sem água e ventos fortes e salgados.

Mesmo plantas como o pinheiro, o alecrim ou a esteva, adquirem aqui formas diferentes e melhor adaptadas às condições severas. Algumas destas espécies são endémicas da costa sudoeste e não se podem encontrar em mais nenhum local do mundo.

Em todo o percurso desde porto Covo a Odeceixe existem cerca de 40 caches disponíveis (sem contar com as Premium member), e sem grandes desvios da Rota, estando a maioria delas nos trilhos. No entanto e neste primeiro dia é onde se pode fazer a grande maioria, com 20 caches disponíveis de Porto Covo a Vila Nova de Milfontes.

Nós já tínhamos feito algumas a quando do evento FotoSafari II - Costa Vicentina [GC45Y03], mas ainda assim estavam muitas por fazer.

 

Começámos a caçada com a “Porto Covo” [GC2ZW2M] dos AlmargemTeam, cache que não encontrámos porque estava (mesmo) desaparecida, no entanto localiza-se no largo da localidade e num local muito agradável, com vista para a igreja.

Ao sair de Porto Covo e já do outro lado da enseada e do porto de pesca, está a “No lugar de Porto Covo #2 - Version 3.0” [GC1FQAT] do Team  canais, uma cache com uma vista magnifica para a aldeia de Porto Covo.

A seguir à praia da Ilha do Pessegueiro encontramos a “Forte do Pessegueiro” [GCNVB0] dos GlorfindelPT & Elektra, uma cache de 2005 e que nos dá a conhecer o forte da Ilha do Pessegueiro num local com uma vista fantástica para a ilha.

Uns quilómetros mais à frente, a praia de Aivados e a “Aivados [VN1000Fontes]” [GC1EV45] do vsergios. A cache leva-nos a um local onde se avista toda a praia com uma faixa enorme de seixos, uma daquelas vistas únicas da Costa Vicentina.

Depois veio a praia do Malhão e a sua respetiva cache: “O miradouro da praia do Malhão” [GC6B20F] do Team  migaspt, uma cache num dos locais que mais gostámos, com os novos passadiços que nos levam até às arribas e nos dão uma perspetiva soberba da praia.

E eis que, entrámos em território dos vsergios, btrodrigues e MightyReek, estes três conhecidos geocachers colocaram uma serie de 9 caches que nos levaram até perto de Milfontes. Estas caches estão todas em locais magníficos e muito interessantes que, para quem queira fazer só este powertrail muito acessível, vale bem a pena por toda a envolvência natural e paisagens brutais, que só mesmo na costa Vicentina se podem disfrutar. As caches são:

- “Furada do Norte [Milfontes Powertrail #0]”( GC1EXZJ);

- “Angra da Barrela [Milfontes Powertrail #1]”( GC1EXZY);

- “Catorze [Milfontes Powertrail #2]”( GCXQ8F);

- “Burca [Milfontes Powertrail #3]”( GC156QQ);

- “Baía do Burdo [Milfontes Powertrail #4]”( GC156CZ);

- “Praia da Angra da Cerva [Milfontes Powertrail #5]”( GC156RW);

- “Ponta do Landeiro [Milfontes Powertrail #6]”( GC156CP);

- “Ponta da Galhofa [Milfontes Powertrail #7]”( GC1FJQQ) e

- “Baía da Boleia [Milfontes Powertrail #8]”( GC1FJMZ).

 

Em Vila Nova de Milfontes existem outras seis:

- “O Arcanjo de Milfontes” (GC2KQ8W) do AlmargemTeam;

- “A Ver Milfontes” (GC2W2VR) do AlmargemTeam;

- “Cais ao rio” (GC2W2VY) do AlmargemTeam;

- “Igrejas de Milfontes” (GC3P1W3) do AlmargemTeam

- “Pelo Mira em Milfontes” (GC32RWG) do Team auGuiça e, finalmente,

- "Mil Fortes" [V.N. Mil Fontes] (GC1A2FE) do Team Limão,

Esta última a única que fizemos nesta localidade, mas que valeu bem a pena pelo local e sobretudo pelo conhecimento que a cache nos dá sobre o Forte de São Clemente. 

No segundo dia partimos de Vila Nova de Milfontes para mais uma etapa de “apenas” 15 quilómetros até Almograve, a única localidade sem parque de campismo, mas, no entanto, com pousada da juventude para a qual aconselho fazer reserva anteriormente. Nós, como temos amigos com casa na zona ficámos com eles e fomos recebidos de uma forma espetacular. Trataram-nos com um carinho tão especial que não tenho palavras para lhes agradecer. Um grande bem-haja aos amigos Zé Manuel e Teresa por tudo, nunca esqueceremos esta receção. São pessoas destas que fazem com que estas aventuras se tornem ainda mais especiais.

Esta etapa já a tínhamos feito parte em sentido contrario há uns anos atrás no mesmo evento “FotoSafari II - Costa Vicentina [GC45Y0], mas como na altura não acabámos em Milfontes, não sabíamos que a saída até aos trilhos é chata e monótona. Neste dia o caminho levou-nos às vistas deslumbrantes sobre Vila Nova de Milfontes e o rio Mira, que tem aqui o seu encontro com o Atlântico, num dia de caminhada curto e acessível para que se possa desfrutar em pleno a região. Também aqui é fundamental levar mantimentos para todo o percurso.

A passagem da ponte sobre o rio, em Vila Nova de Milfontes, permite contemplar a foz, a vila e as encostas cobertas de matos mediterrânicos. 

Neste troço pode-se apreciar as marcas do ser humano no litoral. Há sítios onde a vegetação nativa mostra toda a sua diversidade e outros onde ela foi eliminada pela planta exótica mais agressiva do SW – a Acácia. Esta invasora tem potencial para reduzir a biodiversidade das dunas praticamente a zero. Também a agricultura intensiva se estende por vezes até bem perto do mar. No entanto, podemos apreciar outras marcas de presença humana bem mais pacatas, como a pesca artesanal, ou as fábricas de pedra lascada que afloram sob a areia das dunas, vestígios do homem da idade da pedra.

De Milfontes a Almograve existem apenas 4 caches, a “2112-O Templo das Furnas (Syrinx)” [GC2D1W6] do Team Strangedays, cache que não fizemos por estar algo desviada dos trilhos, a “Costa Vicentina - Projecto Alentejo [VN Milfontes]” [GC1E172] dos Geo-Cricket, manelov e ajsa, que é uma das caches que já tínhamos feito há três anos (no evento). É também uma cache que só tem acesso a pé, mas que proporciona um belo passeio. Existe ainda a “Foz do Almograve” [GC4MMNN] do Team grenosaurus123 (cache que não fizemos por estar um pouco desviada da rota e porque já estávamos muito cansados e só já queríamos era chegar a Almograve para almoçar e descansar) e, finalmente, nos lavadouros à entrada da localidade a “Lavadouro do Almograve” [GC37Q8F] do Team auGuiça, também esta feita no evento de há três anos.

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No terceiro dia e a convite do Zé Manuel e da Teresa, ficámos a descansar em Almograve. Aproveitamos para desfrutar da magnífica praia e conhecer uns montes alentejanos para turismo rural com vistas brutais para o rio Mira. Com isto despoletou-se-me a próxima aventura, descer o rio Mira, de Odemira a Vila nova de Milfontes, em canoa.

Claro que os pontos altos foram as belas refeições de peixe ultra fresco e o convívio magnífico com estas pessoas extraordinárias.

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Ao quarto dia demos inicio logo pela manhã à etapa entre Almograve e a Zambujeira do Mar, a maior, com cerca de 22 quilómetros. Mais uma etapa sem abastecimento e, como em todas, raramente se vê alguém. Se bem que nesta encontrámos duas jovens, uma Norte Americana e uma Alemã, com quem meti conversa e que acabaram por me dizer que já tinham estado na Nova Zelândia e na Austrália, mas que confessam que o caminho de costa mais bonito que tinham feito até agora era este. E se alguém compara a nossa costa Vicentina com Países como a Nova Zelândia, é porque de facto o Caminho dos Pescadores é mesmo muito bonito.

Os portinhos de pesca artesanais, as dunas avermelhadas, o perfume dos pinhais  e o espetáculo, único no mundo, das cegonhas que nidificam nas falésias, tornam esta caminhada num verdadeiro bálsamo para os sentidos.

As falésias altas e escarpadas deste troço, apesar de expostas ao vento salgado e teimoso do mar, são local de nidificação de mais de 20 espécies de aves. Vale a pena permanecer em sossego e ir discretamente vigiando a falésia de cima, apreciando o voo das ditas aves junto ao Cabo Sardão.

Neste troço e logo à saída de Almograve está a “O Tesouro Pirata Escondido No Almograve” [GC32ME1] do Team 4Costa, que já tínhamos feito há algum tempo atrás, aquando de uma visita aos nossos amigos. Uma cache que na altura tinha um contentor muito engraçado, num local com vista para a praia.

Continuando no estradão até à Lapa das Pombas, encontramos a homónima, “Lapa de Pombas II” [GC63K1X] do Team pipl, uma cache que nos mostra um dos muitos portos de pesca artesanais fantásticos, todos caracterizados por serem recantos muito bonitos, de nos encherem o olho.

Mais à frente, já no cabo Sardão, está a “The Last Eagle [Cabo Sardão]” [GCWQFK] do Team Limão, uma cache que está num local absolutamente idílico por toda a envolvência natural. A cache fala-nos do último casal de Águias pesqueiras da região, mas vale a pena ficar por aqui algum tempo a apreciar todas as aves que por ali nidificam. Um espetáculo natural que só aqui podemos contemplar.

Um pouco antes do Porto das Barcas (mais um porto artesanal muito bonito), está a “FF08 - The Hidden Bay [Zambujeira do Mar]” [GC1EZFW] do pterogeo, uma cache com uma vista magnifica para a praia do Tonel, que para quem tenha mais tempo, ou que a vá fazer de propósito, vale bem a pena descer até ao gz e disfrutar de mais uma magnifica praia desta costa.

Já perto da Zambujeira do Mar estão as “Xavi 's Fourth one - Naked beach” [GC60EYJ] do Team TP_PT's; “Praia de Nossa Senhora, vista norte” [GC5BTF6] do Team VimaraPeres e a “Um Momento” [GC2EJN4] do Team Metrass.

Uma pequena série de caches seguidas mas que estão afastadas da rota cerca de 100/200 metros. Quando passámos por perto já o cansaço acumulado era muito, o troço monótono (ao lado de uma estrada alcatroada) e o calor que se fazia sentir com alguma intensidade, inibiram-nos de procurar por elas. Aproveitámos as distâncias que teríamos de percorrer até às caches para aproveitar e progredir até à Zambujeira do Mar e ao merecido descanso.

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No último dia completámos a nossa aventura com a etapa “Zambujeira do Mar a Odeceixe”. Foram cerca de 18 quilómetros mas é um pouco menos perigosa e com abastecimento a meio. Uma etapa onde passámos pelas praias dos Alteirinhos, Carvalhal, Machados e Amália. A abrirem caminho até à Azenha do Mar (onde se encontra um porto de pesca natural) e, mesmo para terminar, uma das mais impressionantes vistas de todo o território, a praia de Odeceixe, vista da majestosa Ponta em Branco (e toda a costa Algarvia até ao cabo S. Vivente).

Neste dia, das 8 caches disponíveis, fizemos 3. Na Zambujeira do Mar está a multi “Arribas da Fonte D. Catarina [Zambujeira do Mar]” [GC1ATQ9] do Team smmf, e que começa numa bonita fonte que se avista da Zambujeira, mas, como a fonte está  desviada da rota e depois teríamos que andar a fazer contas, não quisemos perder tempo e ficou por procurar. A outra é a “Xavi Second One” [GC5BB28] do Team TP_PT's, uma cache de terreno 3,5 num palheirão que, por essa razão, também ficou por fazer.

Na praia do Alteirinho, também estão duas caches a “Xavi First One” [GC4J1E0] do Team TP_PT's, uma cache muito idêntica à sua irmã “Xavi Second One”, que também não fizemos, mas aconselho a quem venha de propósito fazer caches a não deixá-la para trás, por estar num local brutal, daío ter sido nomeada para os prémios GPS. A outra é a “FF06 - Alteirinhos [Zambujeira do Mar] (GC15G25) do pterogeo. E esta nem eu sei porque é que não a fizemos, mas passou-me, e assim fica para uma próxima oportunidade (que espero não demore muito).

Antes de chegar à praia do Carvalhal e ainda no alto da falésia encontra-se a “FF07 - Carvalhal [Brejão]” [GC1EZFR] também do pterogeo, outra que não  fizemos, pela mesma razão da anterior, e, também porque neste dia estava muito calor e quisemos avançar o mais possível pelo fresco da manhã. No entanto, o local é magnífico com uma vista fantástica para uma das praias bonitas desta região.

Na praia da Amália, um dos locais que nos deixou atónitos pela sua beleza, encontra-se a “FF01 - Amalia Dream [Brejão-Odemira]” [GC1566W] do… pterogeo, claro. Uma daquelas caches que deve constar em qualquer lista de caches a fazer de um geocacher e, de todas as caches do Team pterogeo nesta região, esta para mim é, sem dúvida, uma das melhores. Desde já fica aqui os meus parabéns e um agradecimento a este Team pela partilha e por nos dar a conhecer este local e a sua historia tão diretamente envolvida com um dos grandes nomes do fado.

A meio desta etapa encontramos as Azenhas do Mar, onde aproveitámos para descansar e reabastecer. Aproveitámos também para fazer a cache que ali se encontra que nos dá a conhecer melhor esta aldeia tão pitoresca. A cache é a “Azenha do Mar”( GC412K1) do Team Sotavento.

Finalmente “acabámos” as caches nesta aventura inesquecível, com a “The Odeceixe Beach” [GCPTXZ] do zoom_bee, e não podia existir melhor maneira de acabar. Para mim uma das melhores caches de todos estes 80 quilómetros que fizemos a pé. Está num local soberbo e com uma vista de nos encher a alma, uma cache imperdível para quem gosta da essência do geocaching.

Fizemos uma pausa na praia de Odeceixe e só depois é que seguimos para o parque de campismo de S. Miguel (fica a cerca de 5 quilómetros), onde chegámos por volta das 17 horas. Nessa noite também encontrámos uns bons amigos acampados no parque… tão bons que sou padrinho da Sofia, filha do meu grande amigo Leão e Anabela. Não podia existir melhor maneira de acabar esta aventura.

 

Só tenho pena de não ter fotos desses momentos, mas o que interessa são os momentos vividos com intensidade nestas aventuras e os momentos que passámos juntos com todos os amigos.

Em Odeceixe ainda está a “Odeceixe Windmill.” [GC3NEAX] do Team alexblack13, cache que já tinha feito aquando da minha aventura nos caminhos históricos. Não obstante, esta encontra-se perto de um moinho que nos dá uma vista fantástica para Odeceixe e para todo o vale da ribeira Seixe.

O regresso era para ser feito de expresso a partir de Odeceixe no dia seguinte, às 9.30h até Cercal do Alentejo e daí de táxi até Porto Covo, onde tínhamos o carro. Mas mais uma vez os amigos Zé Manuel e Teresa, com a sua imensa generosidade, dispuseram-se a ir buscar-nos a Odeceixe, levando-nos a Porto Covo, onde acabamos numa grande almoçarada, como não podia deixar de ser.


Fonte : http://pt.rotavicentina.com/   

 

 

Texto / Fotos: Geo.leo (Leonel Baptista)

Artigo publicado na GeoMagazine#22.



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