22de Abril,2021

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27 July 2016 Written by  Miguelavr

Relatos de Um Novato #5

Cansado da monotonia das caches tradicionais e mais comuns, também conhecidas como rolos de fotografia, ficou decidido que estava na altura de arriscar e elevar a dificuldade. O objetivo era apimentar a atividade e conhecer sítios fora do comum e menos citadinos até.

A primeira foi uma pequena cascata, escondida perto de casa. A cache é de seu nome Cascatas da Ribeira de Casaínhos (GC2326R) e nem imaginava o quanto ia rir com esta pequena aventura.

Acompanhado da companheira de aventuras como em todas as caches feitas, lá fomos nós até à zona, ainda desconhecida na altura. Com um pouco de investigação, a abordagem foi feita pelo terceiro dos dois pontos recomendados. Confuso? Nem por isso, apenas lemos alguns logs que falavam de uma abordagem mais direta e simples e decidimos seguir essa ajuda preciosa. Deixei o carro junto ao campo de futebol localizado ali ao lado, perto do que parecia ser uma estrada nada fidedigna, mas que afinal ia dar a uma pedreira!

Caminhando e continuando a caminhar, chegamos ao primeiro “obstáculo”, um portão. Nada de mais, foi só desviar e passar (claro que, apesar de até poder ser propriedade privada, estava indicado que não havia problemas em passar o portão). Agora sim, já era o tão esperado meio do mato!

Para quem, como eu, ainda não tem muitas caches feitas, toda a experiência estava a ser meio que a “apalpar terreno” e com o maior dos cuidados qual estrangeiro em terras desconhecidas. Com o trilho mais ou menos delineado pelo meio das ervas, o som da ribeira a correr e um passarinho aqui e ali, foi fácil chegar até ao próximo portão, do lado de lá da pequena ribeira. Aqui sim, um desafio maior! Com toda a inteligência associada à experiência, estava ali numa época de chuvas e claro, associado à chuva estão os terrenos lamacentos como aquela rampa à minha frente. Respirei fundo e disse “pronto, agora é que vai ser giro escorregar ao subir isto” e lá fui. Por acaso não caí, mas só pensava era na altura de descer isto de novo.

Já no topo da rampa lamacenta, o som da cascata era muito mais perceptível. “Estamos perto, de certeza”, constatei o óbvio porque a bússola da aplicação também indicava a mesma informação. Um pouco mais à frente estava, supostamente, o local do GZ! Claro que me dispersei imenso do objetivo para andar a fotografar todo o meio envolvente. O ambiente era pacifico, a água caía com toda a força, pequenas poças entre as pedras por onde a água corria e uma vista rodeada de verde.

Sem grande noção do risco, até por cima da cascata eu me coloquei para fotografar e, ao mesmo tempo, procurar a dita cuja que me havia levado até ali. Mais tarde descobri que ela não estava sequer na cascata, mas ao menos tive fotos do local e quase provoquei um AVC à Andreia que só pensava quando é que eu ia cair dali.

Com tudo feito e fotografado, estava na altura de voltar para trás, sempre com o pensamento de “é agora que vou escorregar por ali abaixo”. Apesar do pensamento, não se ouvia outra coisa a não ser risos e entusiasmo na voz por ter feito, finalmente, uma cache mais arriscada do que aquelas a que estava habituado. Descida feita com sucesso e sem cair, mais uma fotos, atravessar novamente a ribeira e depois foi só caminhar até ao carro.

Para quem não estava habituado, nasceu aqui um novo bichinho dentro de mim, daqui para a frente apenas caches que prometam uma experiência mais arrojada!

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