17de abril,2026

19 July 2015 Written by  Luís Freitas

À Descoberta De - Levadas da Lombada, na Madeira

Levadas da Lombada, por Luís Freitas

 


Partida / Chegada: Solar dos Esmeraldos (Lombada / Ponta do Sol)  
Total Percurso: 10.000m
Duração do Percurso: 4h
Nível de dificuldade: Médio

Altitudes:

 

  • Solar dos Esmeraldos (300m)
  • Levada do Moinho (300m)
  • Levada Nova (400m)
  • Solar dos Esmeraldos (300m)

 


Ao receber o convite para escolher um percurso na Madeira para esta edição da GeoMagazine, a primeira dificuldade foi escolher um dos vários percursos que rasgam as montanhas e os vales desta bela ilha. Depois de conjugar uma série de factores, optei inicialmente por uma longa caminhada de 20km por alguns dos recantos mais isolados da ilha, que culminavam com a descoberta da cache Lombo do Barbinhas. A equipa estava convocada, tudo pronto, mas um alerta amarelo começou por provocar algumas desistências. Éramos agora apenas três, e no ponto de partida deparámo-nos com ventos muito fortes e alguma chuva, pelo que decidimos alterar os planos.
A Madeira e os seus microclimas são uma caixinha de surpresas, e enquanto na serra o tempo era pouco convidativo a passeios, bem mais junto ao mar o sol brilhava, e tínhamos um autêntico dia de verão. Optei então por convidar os resistentes a acompanhar-me na realização de duas caminhadas mais curtas, a Ribeira da Madalena e as Levadas da Lombada, destacando na GeoMagazine esta última. É uma multi-cache com 4 stages, onde cada stage tem as coordenadas para a seguinte.
A nossa aventura começa num pequeno largo, ornamentado com bonitas árvores, no Solar dos Esmeraldos. Este solar,  do século XVI, quando a cana sacarina era a cultura dominante naquelas terras, foi construído com os dinheiros da grande produção açucareira. João Esmeraldo mandou construir a maior e mais faustosa casa solarenga do mundo rural madeirense e, à beira do solar, uma capela em honra do Espírito Santo.  


Após um pequeno lanche e uma observação atenta de um novo monumento que marca a luta do povo local pelo direito à água, dirigimo-nos até à primeira stage, que está localizada num antigo moinho de água, actualmente desactivado mas onde ainda se pode observar parte do mecanismo. Após alguns minutos de procura, o filipespell consegue encontrar a cache com a coordenada seguinte. Partimos então para a nossa caminhada que começa mesmo atrás da capela. Percorremos a levada e logo nos primeiros metros encontramos uma pequena derrocada que danificou parte do percurso. Com alguma ginástica conseguimos transpor este obstáculo e seguimos caminho até à stage seguinte.

 

 

 

O início do percurso é marcado por alguns terrenos cultivados e pelo profundo vale em que a Ribeira da Ponta do Sol serpenteia, pelas montanhas, desde a sua imponente origem até ao mar. À medida que vamos avançando, as marcas de presença humana são cada vez menores e a vegetação começa a ficar mais densa. Já distraídos com tudo o que nos rodeava, as stages quase que ficavam esquecidas. Por estarmos já bem no interior do vale, o sinal parecia não ajudar e a segunda stage ainda deu luta, sendo necessário consultar o spoiler. Já a stage 3 foi facilmente descoberta, novamente por filipespell. Luckytuna, o geocacher que raramente escreve logs, estava mais concentrado em registar todos aqueles momentos com a sua máquina.

 


Este percurso tem a vantagem de ter duas levadas paralelas que percorrem o mesmo vale, permitindo a realização de um percurso circular. Entre ambas, apenas uma diferença de cerca de 100m de  altura. Chegou a altura de abandonar a antiga Levada do Moinho, e de subir até à Levada Nova, assim chamada por ter sido uma construção mais recente, datada de 1964. Recentemente foi alvo de melhoramentos, com protecções ao longo de todo o percurso.

 

Para encontrar a stage 4 fomos até a origem da levada, onde observámos por momentos a grande quantidade de pedras de diferentes tamanhos e formas que descansam no leito da ribeira, esperando que a água as volte a moldar e as leve para o seu destino final, as famosas praias de calhau da ilha.  Já com as coordenadas e indicações finais, fizemos uma pequena pausa para encontrar uma cache mistério que se encontra no mesmo percurso, a “HiddenWaterfall TB & Geocoin Hotel Madeira”. Após as buscas, dedicámos algum tempo à exploração da zona e às habituais fotografias.

 

Prosseguimos o nosso caminho até àquele que é o ponto alto desta levada, uma das imagens de marca da ilha e ponto final desta multi-cache: uma bela cascata que ao longo dos anos moldou, através da erosão, rochas com durezas diferentes, dando origem a uma imagem magnífica. Aqui demorámos mais um pouco, com inúmeras fotos e alguns momentos de contemplação. Ficávamos lá horas mas tínhamos de continuar. Ligámos as lanternas e atravessámos  o único túnel deste percurso, com 200m, em bom estado, e onde podemos caminhar confortavelmente. Pouco depois, um pequeno curso de água cai sobre o percurso. Com cuidado, passamos junto à rocha pois mais vale um duche do que uma queda.

 

O restante percurso presenteou-nos com boas paisagens. As protecções são essenciais já que esta levada é bem mais alta e poderia provocar vertigens. No final voltámos a encontrar os “poios” e ao encontrarmos a estrada terminámos descendo novamente até ao largo onde se notava um maior movimento de pessoas. Era hora de missa e o padre estacionava com dificuldade mesmo em frente ao meu carro. Chegámos mesmo a tempo de dar um valente grito! Por segundos não saía de lá com um toque abençoado no carro.

Fica aqui a ideia de que na Madeira há sempre a possibilidade de um bom plano B.
A grande variedade de oferta, a diferentes altitudes e em diferentes pontos da ilha, deixa-nos sempre a pensar “Tanto para fazer, tão pouco tempo para fazê-lo.”
Um agradecimento especial ao filipespell e o luckytuna que, mesmo com as ameaças do clima, arriscaram e com certeza chegaram a casa com a satisfação de conhecer mais dois recantos da sua ilha, e até ganharam uma corzinha na cara do sol que se fez sentir ao longo do dia.

 

In GeoMagazine, Edição #1

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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