17de abril,2026

05 February 2015 Written by 

Cache em destaque: Mal Pica no Tejo - GC4DAR2

Bem vindo/a a esta cache que o leva a conhecer o cais e ancoradouro de Malpica do Tejo, no rio com o mesmo nome, em Castelo Branco.

Uma cache de natureza, em pleno Parque Natural do Tejo Internacional, onde a paisagem é a grande mais valia deste local, e que vale bem a pena a deslocação. Um local onde a floresta se conjuga com o leito do rio Tejo, aqui represado pela barragem de Cedillo.

O local e a História

Estamos naquele que talvez seja dos menos visitados Parques Naturais do nosso país, o do Tejo Internacional, talvez por estar longe dos grandes centros urbanos e fora das rotas turísiticas, é um dos Parques que partilhamos com Espanha. Aqui, num local que não é de passagem e onde só vai quem realmente quer conhecer, há imenso por descobrir!

Felizmente que o Geopark Naturtejo veio dar a conhecer alguns dos tesouros que estavam esquecidos nesta região beirã do nosso país, mas alguns ainda ficaram por divulgar. Este foi um deles!

Nos arrabaldes de Malpica do Tejo, este é o ponto de contacto desta aldeia de Castelo Branco com o rio Tejo. É aqui que se situa o seu cais e o seu ancoradouro, onde os locais podem navegar nas águas da barragem de Cedillo, mesmo em frente à localidade espanhola de Herrera de Alcântara, e ao seu cais e ancoradouro. É também um dos mais bonitos locais da nossa fronteira com Espanha, onde literalmente a mesma se confunde e onde nos sentimos do lado de cá, quase que desafiando eles, os espanhóis, que estão do lado de lá.

Local de rica fauna e flora, não é de estranhar encontrar por aqui veados, javalis, abutres e outros animais que não estamos habituados a ver no campo.

E porquê se chama a este local Malpica do Tejo? Pois bem, a história está reflectida no nome desta cache, Mal Pica no Tejo, e o local onde está....

Conta-se que há muito, muito tempo, se fixou neste local, nas margens do Tejo e quando ainda não havia barragem, um pequeno povoado. Este povo, gente humilde e nómada, habituados a dificuldades, encontraram aqui um porto de abrigo. Refugiados das guerras e da fome, estavam ali num local onde ninguém os encontrava, ninguém os incomodava, pois tal era a dificuldade em ali chegar, que a unica maneira era pelo reino vizinho de Castela, nessa altura em guerra com o jovem reino de Portugal, e atravessando o rio. Bom, também do outro lado do rio se tinha fixado em tempos um povoado, que na mesma situação deste vivia isolado e longe de tudo e todos. Estes dois povos partilhavam o rio de onde tiravam o seu sustento, e usavam-no para comunicar entre si, partilhando bens e outras mercadorias. Mas, não durou muito tempo que o reino de Castela obrigou o povoado amigo a fechar a fronteira aos nossos, pois os nossos estavam do lado português, do lado do inimigo Portugal. Assim, terminaram anos e anos de sã convivência, e os que antes era amigos eram agora inimigos, mesmo que obrigados. A guerra tinha finalmente chegado ali. Os portugueses tiveram que construir uma fortaleza, uma torre de vigia, a que hoje chamamos a Torre da Atalaia ou Torrinha, pois precisavam de vigiar os seus antigos amigos. Mas....algo de terrivel estava para acontecer: como agora já não podiam trocar bens com o outro lado da fronteira, só podiam alimentar-se com o peixe do rio e alguma caça que por ali havia. E contam os antigos que eles tanto pescaram, tanto pescaram, não tardou a que os pescadores dissessem "o peixe mal pica no Tejo, o peixe mal pica no Tejo, já não há peixe, temos que sair daqui!". E foi por isso, que esse povo abandonou as margens do Tejo e subiu para a colina para fazer um novo povoado, onde hoje é Malpica do Tejo, nome esse que teve então origem na malfadada sorte que tiveram enquanto estiveram nas margens do Tejo...

 

A Cache

Esta é uma cache tradicional que o leva a conhecer o cais e ancoradouro de Malpica do Tejo. Para lá chegar, prepare-se para uma pequena aventura!:)

Dirija-se a Malpica do Tejo e no centro da aldeia vá em direcção ao Rio Tejo. Não deixe de percorrer com calma e aprecie este local onde o tempo parece ter parado. Hoje muitas das casas estão vazias pois os locais em busca de um vida melhor há muito que partiram e emigraram. Ficaram as marcas de um passado não muito longínquo onde se trabalhava a terra e se lutava pelo pão do dia a dia com muita dificuldade. Ao fundo do lugar vai apanhar uma estrada de terra batida que começa a descer em direcção ao vale do Parque Natural do Tejo Internacional. Siga o caminho, e prepare-se para percorrer quilómetros e quilómetros de caminhos por montes e vales, por meio de florestas, até chegar perto do seu destino. Se tem uma viatura ligeira que não seja 4x4 deixe a sua viatura no miradouro antes da descida acentuada para o cais, de onde se tem uma vista priveligiada sobre todo o Tejo e as duas margens. Do outro lado fica Herrera de Alcântara e em baixo fico o cais e ancoradouro dessa mesma localidade, mesmo em frente a nós. Caso seja inverno e o caminho esteja enlameado é preferível deixar o carro antes de começar a descer, a cerca de 1km da cache. A partir daqui vá a pé e desfrute, mas guarde energias e fôlego para a subida no regresso! :)

A cache está junto ao cais flutuante, no cimo da encosta. Se for verão, não deixe de aproveitar para um banho no rio. E também leve um pic nic para desfrutar com a família ou amigos enquanto aprecia a calma deste local. Vá com tempo, aprecie a paisagem e os monumentos. Por fim pegue na cache,  faça o log e desfrute! Do outro lado, em frente do cais, quase a meio do rio, sobressai das águas a antiga construção a que se chama a Torre da Atalaia ou Torrinha. A Oeste do cais, na margem do rio, a uns 50m deste e à direita quando se está de frente para o rio, estão as ruínas de antigas habitações. Se for verão ou o nível das águas estiver baixo poderá visitá-las. Era aqui o local que conto na história acima. Ah, é verdade...a história fui eu que inventei, mas podia muito bem ser verdade! :)

A cache tem logbook, stashnote, um pequeno lápis e algumas prendas. O material de escrita não é para levar, e deixe algo de valor semelhante ao que levar. Partilhe depois a história da caçada no seu log.

Espero que gostem!:)

Esta cache é um tupperware de tamanho Small de medidas +/- 12x8x8cm.

Deixe-a exactamente como a encontrou, colocando-a também da mesma maneira, no mesmo local e bem tapada. Verifique que não está a ser observado enquanto retira e coloca a cache no sítio. Do seu cuidado depende a boa saúde desta cache. Obrigado.

Geocache: Mal Pica no Tejo

 

 

 



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