Ligando os dois picos mais altos da Madeira, este é um trilho formidável que inclui túneis, alguns declives acentuados e paisagens fabulosas do maciço montanhoso central.
Este trilho tem a particularidade de ligar os dois picos mais altos da ilha da Madeira, o (Pico Ruivo 1861m) e o Pico do Areeiro (1817 m), percorrendo parte da área do Maciço Montanhoso Central, área integrante da Rede Natura 2000. É um percurso na sua versão mais extensa (Este) de 7 Km (com uma duração de 3h30m) e de 5,6km (com uma duração de 3 horas) na versão mais curta (Oeste) com início no Miradouro do Pico do Areeiro e fim no Pico Ruivo.

Este percurso tem início junto à Pousada do Pico do Areeiro, a escassos metros existe o miradouro do Ninho da Manta, local onde supostamente a ave de rapina com o nome comum de Manta (Buteo buteo), nidificava. Daqui é possível observar o vale da Fajã da Nogueira onde nidificam os Patagarros (Puffinus puffinus), São Roque do Faial e grande parte da Cordilheira Montanhosa Central.
Neste local ocorre a nidificação da espécie endémica Freira da Madeira (Pterodroma madeira), considerada a ave marinha mais ameaçada da Europa.

Para atingir o Pico Ruivo, é contornar o Pico das Torres por uma subida íngreme através de uma escadaria escavada na rocha e posteriormente uma descida. A parte mais difícil deste trilho é a subida final até à Casa de Abrigo do Pico Ruivo.
Ao longo do percurso, são encontradas várias grutas escavadas nos tufos vulcânicos onde o gado se refugiava e que serviam de abrigo aos pastores. São também observadas diversas espécies de aves, das quais se destacam as espécies e subespécies restritas à Macaronésia: o Canário (Serinus canaria), o Corre-caminhos (Anthus berthelotti madeirensis), a Andorinha-da-serra (Apus unicolor) e outras subespécies restritas ao Arquipélago da Madeira, Pardal-da-terra (Petronia petronia madeirensis), Tentilhão (Fringilla coelebs madeirensis) e o Bisbis (Regulus ignicapillus madeirensis).

Nesta área predomina o urzal de altitude, uma das florestas da Madeira e a vegetação de altitude, caracterizando-se pela presença de vários endemismos da Madeira, destacando-se a Urze da Madeira (Erica madeirensis), Violeta da Madeira (Viola paradoxa), Orquídea das rochas (Orchis scopolorum) e a Antilídea (Anthyllis lemanniana).
Chegando à Casa de Abrigo do Pico Ruivo, fim deste percurso, encontra-se a vereda com acesso à Achada do Teixeira, dando assim continuidade à caminhada. Neste local existe uma formação rochosa basáltica designada popularmente por “Homem em pé”.

Fonte: Visit Madeira
No dia 26 de Julho de 2013, três geocachers (Prodrive, Hulkman e Prodrive Jr) percorreram esse percurso na sua versão curta, com saída pela Achada do Teixeira. Por motivos de segurança, a versão longa que dá acesso ao Pico das Torres e à cache Twin Peaks (GC3EJ5T) encontrava-se encerrada.
O percurso é de uma beleza ímpar com os trilhos esculpidos em ravinas de 300 metros de altura. Há corrimões de segurança ao longo de praticamente todo o percurso, mas mesmo assim todo o cuidado é pouco.

Poucos dias depois de termos efetuado o percurso houve um acidente fatal com um adolescente francês que se descuidou e acabou por falecer após uma queda de 300 metros. Não foi o primeiro caso. Durante o resgate os bombeiros encontraram na base do precipício outro corpo, vítima de outra queda.
Convém não facilitar, mas cumprindo as regras básicas de segurança, digamos que é um percurso de risco moderado baixo.
Ao longo do percurso é possível visitar algumas caches super-favoritadas e Nomeadas dos Prémios GPS: A Earthcache PICO DO ARIEIRO (GC2YG7H), a tradicional Pico Arieiro (GC1DW8D), Pico Ruivo (GC1DXZJ) e 1861 (GC3VWGT).



