Para variar das PRs mais perto de casa e "mais pequenas", como tinha praticamente o dia todo livre, mandei-me para algo mais longe/longo (dentro do razoável).
Assim, aproveitando que me faltava "picar" o Concelho da Lourinhã, vim fazer uma das três PRs locais, a dedicada à luta contra os franceses, LNH PR3 Pelos Caminhos da Batalha do Vimeiro.
Com cerca de 17.500 quilómetros, é um percurso circular pela zona sul do dito concelho e está (mais ou menos) bem marcado nos dois sentidos.


Devido ao facto de que "Serão atravessados vários aglomerados populacionais de 4 freguesias, duas do concelho da Lourinhã - Vimeiro e Santa Bárbara e duas do de Torres Vedras Maceira e A-dos-Cunhados onde foram desempenhados papéis importantes no desenrolar dos combates então travados que opuseram o exército inglês, coadjuvado por algumas unidades militares portuguesas, comandado por Wellesley e o exército invasor francês sob o comando de Junot, representante de Napoleão e detentor na altura do poder militar e político em Portugal." sugiro veemente que se leve o folheto imprimido (http://www.cm-lourinha.pt/Download.aspx?x=b98bc774-e314-4b22-939c-78b51007eefc)
porque sem ele, é "apenas" mais um passeio por caminhos/trilhos agrícolas e florestais e à excepção dos Monumentos no Vimeiro, nenhuma outra indicação relativa às batalhas existe nesses locais.
A CML sugere o início/término do passeio no Vimeiro mas eu não... ![]()
Visto que o "Ponto Alto" é mesmo essa zona, eu comecei uns quilómetros mais à frente, na zona do Talefe, referenciado tanto no Folheto como no Geocaching, e segui a direcção oposta ao Vimeiro, para os lados de Toledo.


Vou-me abster de comentar os factos históricos, que neste contexto interessam pouco, mas reforço a necessidade de se levar essa informação para o terreno.
Temos então oito quilómetros de caminhos agrícolas e florestais, quase sempre fora das (pequenas) povoações até chegarmos à zona da Ventosa e que se passam muito bem, pelo menos numa manhã amena de Outono, a comer uma Pera Rocha aqui, a fotografar uma teia de aranha ali... Mesmo em Toledo apenas afloramos a localidade seguindo logo para mais um trilho, ainda mal entrados na localidade.


De Ventosa a Fonte Lima temos um pedaço mais urbano que culmina com a passagem pelo interior do chamado "Parque Natural de Fonte Lima", um pequeno pedaço muito bem preservado/recuperado para o Lazer e Usufruto, e que, soubesse eu da sua existência e não tinha parado 200 metros antes a petiscar sentado à beira do Cruzeiro local. ![]()
Local bem simpático sim senhor e onde se encontra o primeiro (nesta direcção, claro) painel com as informações sobre a rota e sobre as batalhas.
E seguem-se mais dois quilómetros só na companhia das aves e afins até à zona da Maceira.

O segundo destes quilómetros é provavelmente o mais bonito dos dezassete da rota em termos Naturais e Geológicos, onde vamos atravessando o vale, sempre junto do ribeiro, e que nos leva até ás Águas do Vimeiro, à entrada da Maceira. É uma zona que, só vendo... ![]()
Ai fiz uma coisa que não é habitual ao percorrer as PRs, fiz um desvio para fazer (mais) uma cache... mas era mesmo uma Cache e estava ali, a meros 400 metros, dentro de uma toca, guardada por um Texugo. ![]()
Que zona lindíssima! De modo a passar um pouco mais de tempo por lá, acabei por parar para almoçar... pizza fria é almoço! Acabei por parar e por acrescentar meia hora a um timing que já estava a ficar apertado. Por causa disso não procurei mais nenhuma das outras que também estão na to do list nesta área.


Temos na Maceira o segundo painel da Rota e com o passo um pouco mais rápido chega-se ao Vimeiro propriamente dito num instante!


Agora é subir, subir, subir, por ruas, ruelas e travessas até ao Monumento comemorativo do centenário da batalha com os seus painéis de azulejos e o Centro de Interpretação. Tudo muito interessante e onde se passam mais umas dezenas de minutos a contemplar a coisa. Acabei por ficar com pena de não ter feito um desvio até ao Soldado lá em baixo, na rotunda, mas pensava que não teria grande interesse...
e não está incluído no trajecto da Rota, não percebo porquê. A rota escolhida para se aceder ao topo apresenta uns azulejos bastante bonitos com o nome das ruas (o que aliás acontece um pouco por todo o lado aqui) mas acredito que as ruas para o lado desse outro monumentos também os tenham.


Deixado o Vimeiro para trás, outros quatro quilómetros de Pomares e afins separam-nos do ponto inicial e não voltaremos a ver outro tipo de civilização até lá... Foi um ponto muito bem escolhido para parar o carro e iniciar o passeio!
Se bem que com as chuvas talvez seja melhor não ir até tão perto de onde passa a rota com um carro baixinho como o meu.

E Caches... caches... existe um PT dedicado à Rota, com algumas espalhadas pelo percurso, do qual destaco a do VG e a que está no Monumento em si. Apesar desta não ser um espanto de cache, está bem localizada.
E recomendo algumas das que estão na zona da Maceira, claro! São fáceis de lembrar visto que têm algumas dezenas de Favoritos. Não sei se serão mesmo das boas visto não ter feito nenhuma dessas... a Cova do Texugo sim, é Bem Boa! Existem outras mas como não as levei no GPS nem sequer sem em que zonas estarão.


