18de abril,2026

28 December 2011 Written by  António Almeida

Fotografar Fogo-de-artifício

Este será o último artigo fotográfico antes de 2012 e faço-o exclusivamente porque se aproxima o final do ano e com ele um momento especial que pode ser extraordinariamente aproveitado para a fotografia – o Fogo-de-artifício!

Não sendo muito fácil de fotografar, com estas dicas vais ver que também não se revelará muito complicado até porque alguns dos princípios essenciais já são teus conhecidos.
Prepara a máquina junta um tripé e força – Feliz 2012!

Estabiliza a máquina

Este é provavelmente o segredo mais importante para boas fotografias de fogo-de-artifício. As velocidades de disparo serão definitivamente lentas (longas exposições) pelo que é fundamental a utilização dum tripé ou qualquer outro meio que assegure a imobilização plena da máquina.

Desliga o Flash

Não existe flash no planeta que consiga iluminar mais que meia dúzia de metros à frente do equipamento e, mesmo que houvesse, o objetivo é conseguir capturar a iluminação do fogo-de-artifício. Utilizar o flash neste tipo de fotografia apenas iria iluminar assuntos que não interessam para nada e inclusivamente até poderão tornar-se inestéticos. Uma careca totalmente iluminada à frente da máquina não é propriamente o melhor cenário de fogo-de-artifício. Lê o manual para saberes como podes desligar o flash.

Abertura

Na fotografia de fogo-de-artifício interessa que exista alguma profundidade de campo pelo que pequenas aberturas seriam interessantes. No entanto, e atendendo à falta de iluminação é conveniente que se abra um pouco mais o diafragma. Eu aconselharia aberturas entre o f/8 e o f/16.

Velocidade

Este é o parâmetro rei para fotografar o fogo-de-artifício sendo inclusivamente mais importante que a própria abertura. Quando falamos de boas fotografias deste tipo esperamos algo que apresente na mesma composição o momento desde a largada de determinado foguete até à explosão no céu. Se conseguires combinar na mesma composição diferentes foguetes de várias cores ou aspetos tanto melhor. Se o teu equipamento permitir, utiliza o modo BULB, ou seja, o sensor irá estar exposto enquanto estiveres a premir no obturador. Neste caso pressiona no momento da largada e mantém até ao final da explosão.
Aqui, um disparador remoto, é de enorme utilidade. Não só evita movimentos na máquina como se torna muito mais confortável.
Se este for o caso, podes ainda fazer algumas coisa interessantes. Arranja um cartão opaco e tapa a lente com ele (segurando-o com a mão, claro). Disparas em BULB antecipando o largar do foguete retirando o cartão neste momento e deixando estar em exposição até ao momento da explosão. Nesta altura tapa novamente a lente e espera por novo foguete repetindo o processo enquanto entenderes e a tua criatividade desejar.
Não tendo a possibilidade de BULB, terás de calcular aproximadamente o tempo que desejas a exposição, 5 ou 6 segundos talvez sejam o suficiente.
Aqui as diferentes tentativas (sem perder muito tempo a observar) serão a resposta para o sucesso. Sê criativo.

ISO

Ainda não falei do ISO mas, neste caso, é conveniente reter que deverás utilizar baixas sensibilidades, ISO 100 ou 200. Não queremos fotografias com ruído. Vê no manual como podes fazer e manter esta definição.

Distancia Focal (Zoom)

Ao fotografar fogo-de-artifício há sempre a tentação de fazer algum zoom para apanhar grandes planos. Isto até poderia ser interessante mas a probabilidade de acertares com o local onde irá rebentar é tão remota que o mais certo seria conseguires grandes planos do céu completamente escuro. Recorda que não deves mexer na máquina pelo que é boa ideia fazer alguns testes iniciais até encontrares o enquadramento ideal. Mais tarde, em casa e com calma e se assim o desejares, poderás fazer alguns recortes.

Composição

Da mesma forma que antes de começar o fogo provavelmente irás procurar o melhor local para o ver, para o fotografar exige exatamente o mesmo. É necessário fazer algum planeamento inicial, testar algumas composições e estudar os resultados.
Não esqueças que o fogo irá acontecer no céu pelo que é conveniente colocar a linha do horizonte no primeiro terço da composição (lembras-te da regra do terços?). Se fizeres este trabalho antecipado não só irás obter os melhores resultados como conseguirás desfrutar do espetáculo em vez de estar sistematicamente a dar atenção ao equipamento.

Modo Manual

Nos artigos anteriores relativos à Abertura e Velocidade, ficou bem claro que ao ser dada a indicação à máquina que se deseja definir a Abertura a velocidade é calculada pelo equipamento e, pelo contrário, definir a velocidade é a abertura que passa a ser calculada. Neste caso de fotografia que desejas definir a abertura e a velocidade a solução passa por colocar o equipamento em modo manual podendo assim fornecer todas as definições sendo elas:

  • Abertura: f/16
  • Velocidade: 5 segundos
  • ISO: 200
  • Flash: Desligado

Feliz Ano Novo!



3 comments

  • Comment Link Paulo
Hercules 30 December 2011 paulohercules

    Artigo muito adequado época em questão.
    Instruções claras e simples.
    Muito obrigado.

  • Comment Link Oscar Migueis 29 December 2011 migueis

    Espectacular!

  • Comment Link NhauTeam 28 December 2011 nhau_team

    Muito bom!!

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