Provavelmente já sabes que falo da Regra dos Terços uma vez que esta é provavelmente a regra de composição mais conhecida mas, por incrível que pareça, é ao mesmo tempo ignorada apesar de ser extremamente simples.


Se observares com atenção as imagens seguintes, acredito que facilmente irás perceber a diferença da aplicação da regra dos terços colocando o elemento principal sobre um ponto de interceção ou coloca-lo pelo meio. Repara como a Beatriz na primeira imagem transmite a clara ideia que está a observar-te dando uma clara ideia de movimento, dinâmica. Já na segunda imagem ela perde-se pela fotografia obrigando-te a um esforço visual para ficares com a mesma ideia.




As linhas horizontais podem ainda ser utilizadas para dar maior dinâmica à fotografia de paisagem. Se quiseres dar maior ênfase a um céu dramático como a primeira fotografia deste artigo no Ilhéu das Cabras - Terceira, coloca a linha do horizonte no terço inferior da composição e se, pelo contrário, queres sobressaíra a paisagem, como o caso desta fotografia nas Portas do Rodão, coloca a linha do horizonte sobre o terço superior da composição. A reter, um horizonte centrado resulta numa imagem sem vida.

Como deves imaginar a regra dos terços não é a solução mágica para uma boa fotografia e naturalmente possui limitações. Existe diversas situações que não apresentam qualquer linha para fazer o alinhamento ou ponto especial para colocar numa interceção, mas dentro do possível faz para que a composição não fique centrada.
A fotografia não tem de ser sempre assim, seguidora fiel das regras, e quando isso acontece tens o que os artistas denominam por criatividade. Não percas uma boa oportunidade só porque não podes seguir as regras dos terços e estás mesmo convencido que poderás estar perante aquela fotografia.




