
October 21, 2007 by vsergios
Foi um fim-de-semana em grande.
O pai da João fez 60 anos. As três filhas prepararam uma surpresa muito gira. Comemorar esta bela ocasião em família e com os amigos durante um fim-de-semana sempre em festa. O local da festa demonstrou ser o melhor que se pode ter… uma Aldeia inteira para uma grande família, mais de 40. A Aldeia da Mata Pequena, mesmo aqui encostada ao Penedo do Lexim.
Foi muito giro. Vivemos uns dias em aldeia comunitária. Dumas casas para as outras, a partilhar as refeições, o trabalho. Os passeios a pé pelos montes foram também uma constante, vários grupos se aventuraram pelos trilhos… alguns perderam-se.
Em suma, foi divertido do principio ao fim, e melhor que tudo, foi muito giro ver o aniversariante feliz, sempre muito feliz, junto de quem mais gosta.
Quanto a mim, tinha o Penedo do Lexim em vista há muito. Fico agora contente por nunca ter cá vindo anteriormente em tantas oportunidades que se proporcionaram. É que este passeio da aldeia ao Lexim fez-me sentir da terra. Fez-me sentir um aldeão com uma imensidão de espaço saudável e bonito à volta.
Foi no Domingo à tarde, depois de uma bela refeição de mão de vaca cozinhada para e pela comunidade. Foi demais. Era necessário descarregar energias. Peguei na tecnologia (uiii, coisa tão distante), num bastão de caminhada e ala monte acima. Pelo caminho encontrei outro aldeão. O Sérgio, um primo. Em ocasiões anteriores já lhe tinha transmitido o que era o Geocaching… aliás, foi em casa dele que vimos a reportagem dos Sup3rFM & Cruella da sic. Ele, como amante da tecnologia e mais ainda de passeios pela Natureza, em geral de BTT, ficou desde então com vontade de participar nesta actividade. Que bela oportunidade era esta agora. Meia volta e toca de ir no sentido do Penedo, os dois.
Pelo caminho a conversa foi muito agradável, assim como as pausas para as centenas de fotos. O Sérgio gosta muito de tirar fotos. O casal de águias que ali “mora fez-nos várias demonstrações dos seus espectaculares voos. Deveria haver ali uma corrente de ar quente ascendente que fez uma água voar em círculos com um ou dois bateres de asa… subiu subiu até se tornar num ponto no céu.
O tempo estava uma maravilha, era uma bela tarde de Outono com o ar puro a deliciar-nos os pulmões.
Chegados a escassos 50 metros, o percurso até ao penedo mostrou-se bem delineado e foi bastante fácil dar com o objecto de estudo desta minha primeira Earthcache. Impressionante. Como ex-aluno entusiasta de Geologia no secundário, tive aqui oportunidade de recordar vários temas de estudo, principalmente os Vulcões e toda a actividade dos mesmos. Acho que os Vulcões, com a sua actividade “espectáculo” fascinam muita gente e leva muita gente a estudar estes fenómenos muito mais a fundo. Ainda bem.
Gostámos muito de explorar o penedo. Tem uns caminhos muito giros pelos arbustos e no seu topo os horizontes são encantadores. Encontrámos lá um casal em cima. Quero acreditar que estavam a fazer “bird watching”.
De volta à aldeia decidimos ir por outros caminhos. Encontrámos uma fonte, uma aldeia mais pequena, uns campos ardidos há muito pouco tempo, e fartámo-nos de andar. Foi muito agradável. O percurso deve ter sido, no total, de cerca de 4 a 5 kms.
Eu fiquei encantado com esta cache e o Sérgio ficou encantado com o Geocaching. Como tem um nSeries da Nokia começou desde então à procura de um GPSr BT e software… e… registou-se no geo@com com um amigo e são agora o cachteam, já com algumas aventuras logadas.
Bem, muito mais havia para dizer… mas saliento uma vez mais, e sem querer ser muito chato, que foi um dos melhores passeios que tive no Geocaching.
Obrigado bastante.
Vitor Sérgio com o Sérgio da cachteam



