
July 11, 2009 by MAntunes
"Caminhada solitária arrebenta as pernas"
Vindo do alto do Borrageiro, comecei finalmente a descer e a moer os joelhos. A caminhada já era longa (início em "Cascata do Arado", "My Blue Lagoon", "Rocalva", "Heart of Darkness", alto do Borrageiro e esta cache) mas hà caches que nos deixam vontade de voltar e já não é a primeira vez que volto a esta. Verifiquei que estava tudo em ordem e deixei uma folha com textos de Miguel Torga para os próximos visitantes apreciarem - eu, por mim, ando a ler os Diários dele. ![]()
Depois, foi continuar a dar cabo dos joelhos e descer a Geira Romana até à Portela de Leonte e caminhar a estrada asfaltada até à Vila do Gerês onde cheguei pelas 22h15, depois de ter começado a caminhar pelas 09h30 na Cascata do Arado. Foi uma caminhada de encher a alma e moer as pernas mas que eu já devia a mim mesmo. Quem corre por gosto...
Obrigado, novamente, por esta excelente cache. Está tudo em bom estado. E obrigado Gerês por me seres tão atractivo. Em Outubro cá estarei de novo a caminhar os teus trilhos, dessa vez, com amigos.
In: Textos de Torga
MAntunes

September 15, 2007 by MAntunes
Mais uma visita a esta excelente cache, desta vez a caminho da HofD.
In: geocoin
MAntunes (neste momento, já no Borrageiro com:
Silvana, Drager, Sagitario, clcortez, HDV e MCA)

August 13, 2007 by MAntunes
Esta cache era um dos meus objectivos nucleares durante a nossa presença no 2º Acampamento@PT. :-)
Na noite anterior, durante o jantar, ainda combinámos vir com três outros companheiros mas eles estavam todos 'rotos' e ficaram a dormir mais um bocado. :-)
Assim, lá fomos estrada acima a caminho da Portela de Leonte e fomos bafejados pela sorte de vermos um grupo de garranos (acompanhados por um guarda do PN) estrada acima.
No local das coordenadas parámos, enchemos as garrafas de água, obtivemos os dados para calcular o próximo ponto e ainda andei feito tó-tó a procurar a mesa com a data. Como não a encontrava, nem espreitando para dentro da casa do guarda, fui perguntar aos portageiros da Mata da Albergaria mas, antes de sequer falar com eles, já um me perguntava; "Geocaching?". "Vi-o a andar por ali a procurar qualquer coisa e já vi outros". Pois é pessoal; o Mundo já sabe que nós existimos. ;-) Eles também não sabiam onde estava a mesa e eu comecei a desconfiar que estava a ser tó-tó mesmo e que devia era pôr pernas ao caminho que a mesa haveria de aparecer. Isso foi-me confirmado pelo guarda que vinha atrás do garranos, que entretanto chegaram a Leonte; '"sim, hà uma mesa lá em cima com uma data".
Pernas ao caminho e comecei logo por moderar os rapazes, Filipe e João, que iam a acelerar logo no início; "700 m distância / 200m de subida...". disse-lhes eu.
Como tinha lido a descrição da cache, apercebi-me da geira Romana e chamei a atenção deles para ela, explicando o que eram geiras e estradas Romanas.
A subida não teve muito mais histórias excepto o caminhar calmo mas constante, com o apreciar da natureza envolvente e, na parte final, a graça de vermos montes de pedras a indicar caminho onde ele é ...evidente. No topo, os montes de pedras multiplicam-se e em alguns locais até confundem em vez de ajudarem a indicar caminho. :-) Parece que hà pessoal que passa por ali e deixa um montinho de pedras para assinalar a sua passagem.
Chegados ao prado, admirámos a beleza e contraste do mesmo em relação aos arredores e detectámos uma dupla de pastores que tinha pernoitado na casa-abrigo. Cumprimentei-os e perguntei-lhes pelo gado. Conversámos um pouco e fui obtendo os dados, presentes na mesa, para calcular o ponto final da cache. Entretanto, um deles, ao ver o meu GPSr e a fazer contas, perguntou-me se eu estava ali a fazer alguma melhoraria para o Parque. Disse-lhes que não, sorrindo, que era apenas turista a fazer um percurso pedestre e que o GPSr era apenas para ir a determinados locais e para não me perder. "Andam por aí muitos...". Concretizou um dos pastores.
Após algumas fotos, incluindo uma incursão do Filipe até um bebedouro do gado cheio de girinos, rumámos ao local da cache e encontrámo-la após algum tempo de pesquisa e de comer algumas barritas e beber água. Ao princípio esperámos um pouco que os pastores deixassem de olhar para nós e depois eles desceram em direcção a Leonte. Enquanto estávamos a logar, caíu uma neblina muito escura sobre nós, com céu também muitos escuro e alguns pingos de água; vi logo que não daria para ir ao "Pé de Cabril" ainda nesse dia conforme tinha intenções. É que ir para locais remotos, no alto da montanha com nevoeiro e chuva, acompanhado por dois 'cabritos' adolescentes não me pareceu boa ideia. Decidi então que iríamos passar o resto da tarde nas Pozas del Rio Caldo, em Espanha, para os moços se banharem e o João sair de Portugal pela primeira vez.. Entretanto, passaram pelo prado dois caminhantes que iam em passo acelerado e a falar animadamente. Seguiram em direcção e Este e não olhavam para nenhum 'telemóvel esquisito' por isso não eram geocachers. Cabe aqui um parênteses para referir que os vi novamente, 5 horas mais tarde, quando conduzia na estrada da Mata da Albergaria em direcção a Leonte, vindo da Portela do Homem. Ainda penso eu que faço caminhadas com o geocaching. Tá bem, tá! O que eu faço não deve passar de aquecimento para aqueles dois! ;-)
Logada a cache e como já não íamos ao "Pé de Cabril", o Filipe quis subir ao pico mais alto que se avista do Prado. Disse-lhe que podíamos tentar mas não prometia nada porque iria decidir no local se era seguro subir ao topo. O João preferiu ficar num morro um pouco acima da cache e nós os dois lá fomos, pelo caminho andado uns minutos antes pelos dois caminhantes. No pico, abordámos o rochedo de várias maneira e, quando já tinha decidido que era perigoso de mais, lá vimos uma fenda, tipo a da Calcedónia, que nos permitiria subir, ancorando as pernas e as costa para progredir por ali acima. Pico alcançado, segundo o Ozi, a 1215m. Gritos paravalhóides soltados e vimos aparecerem os nossos três companheiros que tinham ficado a descansar os ossos um pouco mais, durante a manhã. :-) Mais umas fotos e uns gritos e descemos.
No prado, confraternizámos um pouco com o Trifaísca, touperdido e Limão (onde estão as fotos de grupo?), e enquanto eles iam à cache, nós dirigimo-nos ao bebedouro do gado, não para beber água, não somos gado ;-) mas para o Filipe nos mostrar os girinos e uma rã já adulta. :-)
Começámos a afastarmo-nos mas verificando se os nossos três companheiros encontrava a cache. Ainda mandei uma bocas, tipo; "touperdido, estás frio!" - ele estava a afastar-se do local da cache - e "Trifaísca, estás morno!" mas só ouviram a primeira frase. :-) Assim que eles encontraram a cache, fomos mesmo embora, monte abaixo, que a fome apertava e o almoço estava lá em baixo no carro.
Descido o monte, com algumas fotos pelo meio e o avistamento de um lagarto que, segundo o João, era "assim", afastando as mãos até uma distância de aproximadamente 20cm, chegámos ao carro e um dos portageiros perguntou-nos se tínhamos conseguido ao que respondi que sim e que a mesa era mesmo ao lado da casa-abrigo.
Almoçámos junto a uma mesa de pedra no início do estradão que vai para o "Pé de Cabril" e perto de uma placa de homenagem ao Mestre Pintor Arthur Loureiro, que imortalizou o Pé de Cabril nas suas obras (eu reparo em tudo, não reparo? ;-) ) e dirigimo-nos ao Rio Caldo, indo pelo caminho óbvio; Mata da Albergaria e Portela do Homem. Pelo meio ainda abrandei (não parei!) na ponte do Rio Homem para mostrar o ínício do caminho que leva às "Aranhas" e 'ameaçei' os moços que qualquer dia levo-os lá. ;-) Vou ver como eles se comportam nas próximas caminhadas - é que o João é capaz de não aguentar queles últimos 7 kms a descer sobre pedras rolantes...
E sobre esta cache (bem, a tarde) não hà muito mais a dizer; passámos a tarde a banhos nas pozas do Rio Caldo e foi mergulhar durante três horas até os moços estarem satisfeitos.
Com tanta conversa e porque já passaram alguns dias, não me lembro se troquei prendas mas se o fiz, escrevi no logbook. :-)
Muito, muito obrigado por esta cache! :-))
Não é preciso dizer o "muita fixe, muita nice!" pois não? ;-)
(seguem-se algumas fotos)
MAntunes, Filipe & João





