prodrive Escreveu:Acho que estão a faltar uns exemplos práticos para perceber até onde a nossa liberdade poderá ír

Vou tentar dar um exemplo com o meu entendimento. O Jasafara depois corrigirá se eu estiver a ver mal a coisa.
Imagina que vais provar bolos e atribuir-lhe uma classificação de 1 a 10. Tens 10 bolos para provar. Mesmo que esses 10 bolos sejam excepcionais, só por uma coincidência fora do comum mereceriam todos nota 10. O que sucede é andarem a maioria no intervalo 4-7 e haver um ou outro mais fraco e um outro melhor.
Agora tu vais votar.

1º bolo
Provas, achas que ele é fantástico, mas ainda tens a esperança que possa aparecer algum melhor: pimba, 8 pontos.

2º bolo
Provas, eh pá, ainda é melhor que o 1º. Como ainda faltam 8 e apesar destes serem muito bons, pode aparecer um melhor... pimba, 9 pontos!

3º bolo
Provas, é bom, mas é ligeiramente menos bom que o 2º, mas também é ligeiramente melhor que o 1º. Não podes dar 8,5 logo ficas ali a pensar entre um o 8 e o 9, mais uma trinca... pimba, 8pontos!

4º bolo
Provas, ui é o melhor de todos que provaste. Pimba, 10 pontos!
E agora? Ainda faltam 6 bolos e já deste a pontuação máxima... e se aparecer um bolo melhor que o 4º? E se aparecer outro que ainda é melhor que o que era melhor que o 4º? Vai tudo corrido a 10? Mas ai estás a dar notas iguais a bolos que mereciam notas diferentes...
O que te faz o método do Jasafara?
Oh pá diz-te que se quiseres dar um 10 ao quinto bolo, tens que baixar as notas dos outros. E se no sexto quiseres dar um 10, tens que voltar a baixar.
Mas, atenção... como tiveste que baixar as notas dos primeiros, provavelmente a nota do 1º bolo (que era o pior para ti) poderá já ser 6 ou 5. Isso
não obriga ao 2º provador de bolos a dar-lhe uma nota parecida. Para o 2º provador esse até pode ser o melhor bolo e dar-lhe 10.Não pode é depois achar que os outros todos valem 10.
O que eu entendi disto foi mais ou menos isto... agora o Jasafara já diz de sua justiça.