Post: #13 a sexta 30 set 2011, 17:06
por clcortez
Caros,
Tem sido crescente no Geocaching o número de caches que são escondidas em locais sensíveis do ponto de vista ambiental, o que é natural se tivermos em conta que o número de caches e de geocachers tem crescido de forma exponencial.
No entanto, também cresceram de forma (muito) exponencial o número de casos desagradáveis com caches colocadas nesses sítios e que resultaram em danificação do património biológico ou de outro tipo. Alguns destes casos são logo resolvidos com a retirada e consequente arquivamento da cache, mas outros são reincidentes e continuam a haver abusos por parte de owners despreocupados e geocachers que as procuram sem saberem que muitas vezes estão a incorrer numa infracção penal.
Como espeleólogo federado, tenho estado por dentro de alguns dos casos que envolvem o geocaching, como neste em particular, no caso da Rocha da Pena. Devido à estreita ligação que temos com o (ainda) ICNB, soubémos de uma intervenção que foi feita na entrada do Algar dos Mouros à poucos meses, devido à sua iminente derrocada, pelos colegas do Geonauta do Algarve. Como o Geocaching já tem uma dimensão considerável, é fácil encontrar nos meios das actividades relacionadas com a Natureza algum geocacher ou alguém que sabe da existência das caches. O que acontece é que quando se cruzam informações e dados, chega-se à conclusão que alguns dos impactos provocados em locais sensiveis são provocados por geocachers menos cuidadosos. Infelizmente, é uma realidade.
Porque os geocachers colocam caches em sítios com interesse (normalmente....) e porque todos os sítios protegidos ou preservados são sitios com interesse basta juntar as peças e chegar a esta conslusão. Certamente cada um de nós consegue aqui apontar um par de situações que sabe ou conhece deste género.
No caso específico da Rocha da Pena e da Fonte Benémola, o caminho a seguir está correcto, falar com as autoridades e para além de dar a conhecer correctamente o geocaching falar dos benefícios e encontrar em conjunto um solução que sirva a todos, geocachers, entidades competentes pela protecção do espaço em questão, e os outros utilizadores/visitantes desse espaço. No passado, várias situações se resolveram assim.
Penso que neste caso depois da conversa que irão ter com a CMLoulé e ICNB certamente chegarão a uma solução. Teremos de novo as caches ativas, embora com alguns ajustes. Agora, p.f. não usem os maus exemplos dos outros como desculpa para os actos dos geocachers!
Se for preciso, poderei tentar intervior pelo lado do ICNB, mas neste momento estamos um pouco "mal vistos" perante esta entidade, pelos sucessivos "abusos" de colocação de caches em sítios sensíveis e património destruído na procura dessas caches.
E aproveito para alertar que outras situações se podem suceder em breve. Já há cerca de 2 anos que as caches da Serra de Sintra (as que estão colocadas nas minas) estão em risco de serem alvo do mesmo tratamento, porque também estão a ser preturbadas as colónias de morcegos aí existentes. Penso que já aqui uma vez manifestei essa preocupação, mas claro que ninguém quis ouvir.
Estive no seguimento desse tema para colocar aqui um tópico para que fosse identificadas as caches nessas condições, não o cheguei a fazer. Está na altura.
Para qualquer esclarecimento sobre estes assuntos, podem contactar-me para tentarmos encontrar uma solução.
Cláudio Cortez