Paulo_Domingues Escreveu:O "haver muitos" não quer dizer que esteja correcto, apenas que não somos os únicos errados. Mas, nos países, de facto, desenvolvidos, as zonas são demarcadas com pés e cabeça, além de preverem possibilidades e condições para presença humana. E não, marcando "uma bola" no mapa e proibir a entrada e ponto.
Concordo Paulo. Há que ser mais activo, e não apenas apoiar-se no princípio de que o cidadão tem que conhecer a lei e aqueles locais. Por outro lado, como já foi referido pelos agentes da GNR/ICNB na Arrábida, as placas que delimitam essas zonas na Serra são arrancadas por quem insiste em passar. Assim também fica difícil.
capycapy Escreveu:Estou a ver que sim e compreendo. São muitas as situações em que me interrogo sobre a sua forma de actuação
Mas não vejo nos comentários qualquer referência a situações em que o ICNB tenha interferido mais directamente - de forma negativa ou positiva - no geocaching em Portugal (excepto a situação que neste momento está a passar-se na Arrábida). Nas outras zonas do país não há conflitos, histórias de geocachers abordados, caches retiradas...?
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Pelo contrário. Eu, o Bruno e o João, conhecemos situações mais "complicadas" que aconteceram na Arrábida e no Gerês. Também sabemos que houve algumas situações no Parque Sintra-Cascais, todas elas nas Zonas de Protecção Total. Há ainda a situação particular em Loulé, nas suas Áreas protegidas de Âmbito Local -
http://www.cm-loule.pt/menu/167/areas-protegidas.aspx - onde a CM de Loulé contactou directamente a Groundspeak e exigiu que as geocacches publicadas nessas áreas fossem retiradas.
São estas as situações que conhecemos e mediante a informação agora disponível exige acção da nossa parte e também dos proprietários. Como revisores, temos de seguir o que é indicado, no entanto, pessoalmente acreditamos que é contra-producente para a protecção activa destas áreas. Colocar uma cache nos limites destas áreas, identificando trilhos seguros, etc, é garantir que pelo menos alguém, uma vez por dia, visitará a cache e olhará com atenção para a área em questão.
paulohercules Escreveu:Já deixei de ir para o Gerês e, pelos vistos, também vou deixar de ir para a Arrábida...
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Proíbem a "entrada" a quem gosta de passear na natureza para que os "bandidos" possam andar à vontade...

Depois queixam-se que há incêndios porque não conseguem vigiar as "zonas proibidas"...
Em Portugal, proteger = proibir.
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Percebo-te perfeitamente... Eu vi crescer o texto do DL que proibía, por exemplo, o pessoal do BTT andar nos trilhos identificados nos meses mais quentes há alguns anos atrás. O pessoal só anda ali no meio da mata, nas serras, etc, porque AMA aqueles locais e tudo faz para preservá-los! Resolveram correr connosco e depois o resultado é aquele que tu vês.
paulohercules Escreveu:Em alguns locais no Gerês só é proibido se não se pagar.
No entanto se for um habitante local com criação de gado nessas zonas já pode andar por lá com uma viatura TT.
Eu sei que ainda há muitos locais no Gerês onde se pode andar à vontade mas, é uma maneira de mostrar a minha indignação, ou seja, vou gastar o meu dinheiro para outro lado...
É muito mais fácil estar num gabinete, aceder à Internet e solicitar o arquivamento das caches para apresentar trabalho feito, do que patrulhar o terreno...

A minha postura é um pouco como no Geocaching, não gosto, não visito!
Vamos tentar construir um meio de informação com estas Zonas de Protecção Total para que saibamos onde estamos a pôr os pés. Até nisso foi um desafio até há bem pouco tempo. Dos vários contactos que fiz para o PN Gerês e PN Arrábida durante estes anos, não houve qualquer tipo de informação exacta e clara sobre estes locais. No entanto, já se fez alguma luz e já é possível contar com informação fidedigna.
Em jeito de balanço, as ZPT são uma parte muito pequena dos Parques Naturais que temos. São mesmo muito pequenas. Continua a haver muito espaço para caminharmos na Natureza.