jasafara Escreveu:pjnsoares Escreveu:prodrive Escreveu:Os maiores beneficiários da construção da barragem serão os empreiteiros que a construirão, a EDP que explorará todos os seus recursos e os bancos que financiarão o projecto. Já sem mencionar aqueles que receberão as luvas e as comissões.
Infelizmente estou totalmente de acordo com a afirmação do Prodrive.
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Não demonizando os primeiros e esperando que se possa vir a viver num País em que os segundos vão rapidamente para a cadeia, também estou de acordo. Poderá gerar algum emprego local e alguma dinamização do comércio local, mas julgo que muito menos e a custos muito mais elevados do que uma aposta forte num Turismo de qualidade que permitisse preservar a cultura, hábitos e paisagens, conseguiria. É complicada a conciliação entre Turismo de Qualidade e Turismo de Massas, mas com certeza que é possível.
Mas também precisamos de Energia, para manter os nossos hábitos de Vida e Consumo. É complicado...
Vejamos o exemplo do Alqueva.
Antes da barragem isto já era o fim do mundo, agora continua a ser mas pelo menos já temos água!
Existem diversas ideias de turismo aproveitando o grande lago mas se a barragem demorou um quarto de século a ser realidade pelo andar da carruagem o turismo como fonte importante de riqueza para a região parece estar a milénios.
Repara neste exemplo grosseiro:
Quanto tempo demoras a chegar a uma daquelas caches fantásticas existentes na Serra da Arrábida (partindo de Lisboa), meia hora?
Pois bem, imaginamos que tens um meio fantástico de chegar a Moura. Daqui queres ir fazer uma cache em Barrancos.
Sabes quanto tempo demoras a chegar apesar da distancia ser mais ou menos a mesma?
Parece que Barrancos está a fugir e nunca mais lá chegas.
Se não existem meios de comunicação que aproximem as populações, como querem que se desenvolva seja lá o que for?
Há uma linha, ou o que resta dela, que poderia unir as localidades do interior Alentejano a Beja mas as populações têm de ter obrigatoriamente carro ou então arranjar empregos que saiam às 17:00 porque às 17:20 parte o último autocarro diário. Mais, se tiveres a infelicidade de adoecer ao fim-de-semana e necessitares de hospitalização, o melhor é adiares o estado para segunda ou então ires a pé.
O turismo de qualidade é de facto bom, muito bom mesmo. Tal como é outros projectos, mas as comunicações são primordiais.
No caso do Tua, a barragem é, eventualmente, o trampolim para o caminho de ferro.