Muito tempo passou desde a última vez que por aqui estive a publicitar uma cache minha, e claro que isso implica que muitas coisas se passaram entretanto, como é normal. Foram publicadas outras caches entretanto e que não foram aqui destacadas, ora porque não houve oportunidade de aqui o vir fazer, ora porque ficou no esquecimento.
Muito recentemente aconteceu algo que já não acontecia há algum tempo: ter um projecto de uma cache colocada (mas não publicada) e ser questionado por haver um geocacher com um projecto no mesmo local. A última vez que aconteceu resultou na cache
"anquanto a lhéngua fur cantada", uma cache que é um projecto dos geocachers ZéSampa e J.Greg e como eu tinha também um projecto mais antigo para aquele local acabou por ser uma cache criada pelos 3, que inclusive ganhou o Prémio GPS para o distrito de Bragança em 2016, logo a parceria foi vencedora

Agora aconteceu num local muito mais urbano que a ponte medieval sobre o rio Angueira, em plena área metropolitana do Porto, em Vilar de Andorinho. Não é muito comum "aproximar-me" com caches colocadas tão perto dos meios urbanos, mas este local estava sem cache (na verdade até tinha cache, mas já lá vamos) e merecia ser georeferenciado. Estou a falar da recente publicação, a cache
Qta. dos Condes do Paço Vitorino.
Ora, a história começa em Junho de 2015, quando os Geocachers de Gaia (grupo muito activo de geocachers no concelho de Gaia desde 2012, criando inclusive um GeoTour pelas 22 freguesias do concelho de Vila Nova de Gaia, algo inovador na altura, mal sabiam eles que isto viria a ser um "produto" da GS) desactivou a
cache que tinham neste local, e que representava a freguesia de Vilar de Andorinho no GeoTour, em homenagem ao recém falecido geocacher D3vil (Roberto). A cache na verdade estava bem de saúde e por lá ficou, sendo inclusive encontrada várias vezes até ser desactivada pelo revisor, acabando por ser arquivada, sem que os owners a tenham reactivado.
Acabei por descobrir este local não através do Geocaching mas sim por ser um local histórico, abandonado, em ruínas, e com elevado valor patrimonial. Assim, quando o visitei a 1ª vez (em finais de 2015) já não tinha cache activa e pensei então em ali colocar uma cache, quer para georeferenciar este local quer para homenagear a cache antiga e os seus owners, pois confirmei que a cache ainda lá estava e resolvi voltar a dar vida e continuidade à mesma (mesmo container, mesmo sistema para a tirar), tendo em conta até os 22 favoritos que a cache antiga tinha. Assim, foi criado um listing para esta cache, sendo alterada e recolocada algum tempo depois.
Bom, e depois o resto é história: passou muito tempo desde que a cache foi colocada e não publicada, até que agora os geocachers Os Malheiros colocaram uma nova cache no local e me obrigarem a dar andamento ao projecto.
Tal como já tinha acontecido na "anquanto a lhéngua fur cantada", depois de conferenciar com os owners do novo projecto foi dada prioridade ao projecto deles, essencialmente por duas razões: proximidade física do local (eu estou em Lisboa e o Carlos Malheiro está a 5min da cache) e porque ele está muito mais activo que eu para assegurar a devida manutenção da cache. Ainda assim foram dados inputs de ambos para a criação da página da cache, de forma a enriquecer o conteúdo da cache.
Desta forma, convido-vos a visitar a mesma numa passagem pela zona do Porto/Gaia e esperemos que gostem!
