[Peniche] Pequena história das suas caches


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Mensagem Post: #1 a sábado 26 mar 2016, 11:30 

[Peniche] Pequena história das suas caches

Já que o Rui não nos tem contado histórias conto eu.

E sem ser amigo de Peniche :)

Ora então. No início foi o...MAntunes . Povoador de vários concelhos foi também o que colocou a primeira cache em Peniche nos idos de 2003.

(tradicional-) Furna Que Sopra by MAntunes (archived)

que mostrava um buraco que soprava.

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Texto original também recuperado pela V2 desta cache que eu ontem tive oportunidade de fazer.

Entre Peniche e o Cabo Carvoeiro existem vários pontos pesca, contemplando o mar e e permitindo banhos de sol em lugares adequados, nomeadamente; Tromba, Carreiro do Inferno, Carreiro da Furninha, Paços de D. Leonor, Cova de Dominique e Furna Que Sopra.
Neste último, coloquei um cache para que você procurar.
Porquê este lugar e porquê colocar uma cache num lugar com bela vista para o mar? Afinal, há milhares de lugares como este em qualquer costa ... Este tem um prémio. Se você for lá (no local exacto onde pode encontrar uma varanda) num dia de vento, nublada e (por que não?) chovendo com ondas turbulentas no mar ... Você vai saber o porque do nome de "Furna Que Sopra"! Aproveite.
Se não pode escolher um dia assim ... e é só pegar um dia ensolarado e luminoso e ... aprecie!
Depois ou antes do cache, não perca Papôa. Uma pequena península no norte da península de Peniche. Terá que atravessar duas pequenas pontes mas a caminhada vale a pena!

A bold a minha experiência ;)

Em 2004 o Tetra deixou o seu legado geocachiano (são as suas únicas caches enquanto owner) por estes lados.

(tradicional-) Barragem S. Domingos (Peniche) by Tetra, num pedaço de água rodeado de terra por todos os lados...
(tradicional-) Ilha das Berlengas (Peniche) by Tetra, num pedaço de terra rodeado de água por todos os lados...

As Berlengas ficam para outra história. Só notar que na altura ele colocou lá uma cache e apropriou-se da ilha (a cache chamou-se simplesmente Ilha das Berlengas :)). As caches agora para se distinguirem têm de ter outros nomes mais elaborados ;)

A cache das Berlengas já a tinha feito há uns anos. Ontem fiz a da Barragem. E troquei esta GC6 que me levou bastante tempo por várias nomeadas GPS 2015 :)

O que o owner recomenda

(Circuito garantido e testado)

Estacione o carro em N39º20.029' W009º19.165', virado para a barragem, siga pela estrada de terra que se apresenta à sua direita, 200m à frente é o sitio para entrar na barragem caso vá de kayak ou com qualquer embarcação NÃO motorizada, caso contrário siga, mais uma vez virado para a barragem, pela estrada que se apresenta do seu lado direito. Siga sempre por essa estrada, já muito perto da cache, vai passar no ponto N39º19.455' W009º18.342' indicado para montar a sua cana de pesca e tentar a sua sorte ao Achigã, caso tenha licença. Ao totalizar aproximadamente 5km, deverá estar a 20m da cache. Sugestão para pic-nic perto do ponto N39º19.284 W009º18.329, caso não hajam muitos mosquitos.

O que o Cláudio fez :)

O que eu fiz (e que recomendo ao MAntunes que faça) embora implique violar grosseiramente um sinal de trânsito motorizado proibido é seguir devagarinho e percorrer o estradão que contorna a barragem. Eu num ligeiro baixo não não consegui fazer o percurso completo e tive de voltar para trás a bem mais de metade do percurso mas mesmo um ligeiro mais alto transporia o troço sem nenhum problema.

Seja a pé, de bicicleta, de carro (ilegal) ou de embarcação não motorizada é sem dúvida um belo passeio.

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O container tem muita humidade e precisa de uma manutenção mas o logbook ainda é o original!

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2005 ficou reservado para o HDV que georeferenciou a Gruta da Furninha e/ou Cova de Dominique.

(tradicional-) Furninha [Peniche] by HDV (archived)

Para quem acha que as polémicas no geocaching são coisa recente é só deliciar-se com as notes de 2007 [:D]
Ah e o ponto está livre ;)
Só agora tive oportunidade de apreciar o romance mas conto em breve ir conhecer o local :)

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Pena a página ter os links para as fotos quebrados. Belo exemplo de uma página muito informativa!

Em próximo post os anos 2006 ou 2007 aka anos manchanegra e as últimas GC6 do concelho (que ontem também visitei [^]).
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Mensagem Post: #2 a sábado 26 mar 2016, 11:54 

Re: [Peniche] Pequena história das suas caches

@Gustavo. E não foste visitar a gruta (e estás quase 9 anos menos novo [:D])... mas estiveste perto ;)

nota (para os que não lêem as páginas das caches) : A cache não estava na gruta mas sim no Carreiro da Furninha a cerca de 200m lá por baixo não muito longe de Marrocos :)

nota2 : Hawaii fica um bocado longe de Marrocos e noutro oceano :)
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Mensagem Post: #3 a sábado 26 mar 2016, 23:35 

Re: [Peniche] Pequena história das suas caches

jasafara Escreveu:2005 ficou reservado para o HDV que georeferenciou a Gruta da Furninha e/ou Cova de Dominique.

(tradicional-) Furninha [Peniche] by HDV (archived)

Para quem acha que as polémicas no geocaching são coisa recente é só deliciar-se com as notes de 2007 [:D]
Ah e o ponto está livre ;)


Será que está mesmo livre? ;-)
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Mensagem Post: #4 a domingo 27 mar 2016, 01:14 

Re: [Peniche] Pequena história das suas caches

correiart Escreveu:
jasafara Escreveu:2005 ficou reservado para o HDV que georeferenciou a Gruta da Furninha e/ou Cova de Dominique.

(tradicional-) Furninha [Peniche] by HDV (archived)

Para quem acha que as polémicas no geocaching são coisa recente é só deliciar-se com as notes de 2007 [:D]
Ah e o ponto está livre ;)


Será que está mesmo livre? ;-)

O local onde a cache estava no Carreiro da Furninha acho que sim. A gruta é que está tapada pela
(tradicional-) [085.PNC] - Varanda de Dominique [Peniche] que nem sequer lhe faz referência e é mais de aventura.
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Mensagem Post: #5 a domingo 27 mar 2016, 01:55 

Re: [Peniche] Pequena história das suas caches

Vais lá resgatar a dita? ;)
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Mensagem Post: #6 a domingo 27 mar 2016, 12:39 

Re: [Peniche] Pequena história das suas caches

RuiJSDuarte Escreveu:Vais lá resgatar a dita? ;)

Não me parece que haja nada para resgatar. Embora tivesse lá ficado algum tempo depois de arquivada o HDV retirou-a pouco depois do found do Lopesco.
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Mensagem Post: #7 a segunda 28 mar 2016, 12:54 

Re: [Peniche] Pequena história das suas caches

2006 foi o ano em que o manchanegra georeferenciou as duas extremidades da baía do Baleal.

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No lado direito o Baleal propriamente dito. No esquerdo a Papôa.

(tradicional-) Baleal [Peniche]

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(tradicional-) O Naufrágio do San Pedro de Alcantara [Peniche]

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Duas páginas muito interessantes, formativas e informativas.

A primeira colocada muito longe do ponto original (lembrado por um waypoint) muito mais perto da extremidade da península mas que acredito que no Verão seja um mar de muggles. Na data e hora em que lá fui foi fácil passar de carro para a península e estacionar sem problemas mas deu para intuir o que será o cenário em época alta...

A outra tem uma página bem apropriada a uma letter :) Uma cache é um "tesouro", mas aquele barco transportava um tesouro a sério.

E muito interessante a cache ser referida aqui.
E aqui mais um link com muita informação interessante

9 anos depois estas duas caches tiveram companhia de duas outras dos ericeirapirates.

(unknown-) A LEVEZA DO SER
(unknown-) U-107 - der Wolf und die Katze

Ambas (as GC6 e as do ano passado) são caches que mostram mais ou menos o mesmo cenário mas as semelhanças ficam-se por aí.
Interessante comparar o realismo descritivo de umas com os cenários ficcionados das outras.
Quem quiser pode aprender muito quer com umas quer com outras (por exemplo aprendi umas coisas sobre São João da Mamora e como se diz gato em alemão :)).
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Mensagem Post: #8 a terça 29 mar 2016, 12:19 

Re: [Peniche] Pequena história das suas caches

Olá e espero que não fiquem surpreendidos pelo meu post.

Peniche tem uma pequena história das suas caches e é pena que pelo menos três delas (GCW5H3, GC14VBY e GCX69C) que visitei como "Gato Maltês" tenham mudado o seu estatuto.
Descobri isso porque na tentativa de revisitar as suas páginas surgiu-me o "aviso" (THIS IS A GEOCACHING PREMIUM MEMBER ONLY GEOCACHE - The owner of this geocache has marked it as Premium-Only.)

Respeito o que cada owner faz e a forma como gere as caches que coloca, mas acho muito pouco ético, se é que existe ética nesta actividade, que alguém adopte uma cache que era acessível a todos, e de seguida a coloque apenas acessível à "elite".
Também gostei da forma rápida como as notas que deixei em cada uma das caches acima referidas foram rapidamente eliminadas sem explicação alguma.

"Fiquei surpreendido ao tentar aceder à página desta geocache que visitei e registei como "found it" em 01ABR2013 e a mesma ser agora PMOC.
Tendo esta geocache sido adoptada e o seu dono anterior a ter colocado como acessível a todos, acho pouco ético que agora não o seja.
No seguimento do que tenho feito em situações idênticas, irei apagar o meu registo, uma vez que não concordo com a mudança de estatuto da mesma."
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Mensagem Post: #9 a terça 29 mar 2016, 12:32 

Re: [Peniche] Pequena história das suas caches

ArturGomes Escreveu:...No seguimento do que tenho feito em situações idênticas, irei apagar o meu registo, uma vez que não concordo com a mudança de estatuto da mesma."

Lamento. No mínimo peço-te que coloques aqui os logs para não se perderem completamente.
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Mensagem Post: #10 a terça 29 mar 2016, 12:42 

Re: [Peniche] Pequena história das suas caches

#581 - 14:35

Após a satisfação de ter conseguido vencer o desafio de encontrar o contentor de uma cache com tantas caras azuis de semblante triste, eu e o geobernas dirigimo-nos até esta menina.

Com os dois gps a indicar o mesmo GZ com uma precisão quase milimétrica, lá seguimos nós a dica, mas do recipiente nem sinal. Como existia uma “cama” mesmo perfeita e com aspecto de ter tido lá um “habitante”, ainda pensei que o contentor tivesse desaparecido. Eis que, enquanto olhava para o farol, vislumbro um outro local que talvez estivesse mais de acordo com parte da música do Jorge Palma – “Encosta-te a mim”. E estava mesmo, pois bastou olhar com mais atenção e ela rapidamente apareceu.

Como tinha vindo de uma varanda espectacular e, apesar de esta paisagem também ser fabulosa, não conseguir superar a anterior, a descrição deste relato não é tão emotiva.

Um farol, não é somente uma casa da luz, como a definição em inglês quer fazer parecer aos mais simplistas. Um farol é um guia e a sua luz um braço infindável de orientação para quem ousa desafiar os horizontes mais sombrios.

Na minha vida segui alguns, não colocados em promontórios ou outras elevações, mas sim estrategicamente colocados ao longo da estrada sinuosa que a vida vai desenrolando diariamente a quem se propõe vivê-la. Uns brilham mais alto, agora junto aos pequenos corpos celestes que à noite brilham no firmamento, outros continuam sem interrupção a guiar-me para um porto seguro. Obrigado!

Obrigado ao owner pela cache e pela partilha do local e do conhecimento.

OPC-TFTC
NO TRADE

#583 - 15:48

As histórias e relatos de naufrágios são temas que me cativam e me levam a estimar cada vez mais os heróis do mar, que navegam nos largos oceanos.
Há séculos atrás, os verdadeiros heróis dos descobrimentos percorreram milhares de milhas náuticas para levar o nome de Portucale aos quatro cantos arredondados do planeta. Hoje, são muitos mais os que navegam por esses sete mares para que o alimento oriundo dos oceanos abasteça as nossas mesas.

Depois de ter deixado estampadas, no lado sul, três carinhas sorridentes que me tinham alimentado largamente o espírito, e como tinha planeado, era agora a altura de tentar a sorte no lado norte da península penicheira.

O local onde se inicia o percurso parecia um parque de estacionamento de um centro comercial, tal era o número de veículos ali parados.

Seguindo o gps, lá fui caminhando e apreciando os tons ora avermelhados de um lado, ora amarelados do outro, com que o solo e as rochas me iam presenteando. Ao fundo, no horizonte, o até então azul do céu ia sendo mastigado apressadamente pelas cores acinzentadas que normalmente precedem as tormentas.

Apressei o passo, na esperança de acabar esta aventura com a roupa seca e sem necessidade de correrias desenfreadas naquele sinuoso terreno de sobe e desce avermelhado. Ainda cheguei a pensar que esta fosse uma cache do tipo interactiva, e que me fosse dada a oportunidade de experimentar na pele as sensações húmidas de uma valente chuvada tocada a bom vento. Mas não. Tudo não passou de um ligeiro ameaço para ver se eu completava a demanda em menos tempo.

Chegado lá próximo do local onde o “xis” não marca o local, foi procurar pelo solitário monte que rapidamente apareceu. A tampa do recipiente está partida e após ter registado a visita, recoloquei-o de forma a proteger o seu interior da chuva. Contudo, é muito possível que entre humidade.

Após tirar umas fotos e apreciar a envolvente, ainda fiquei um pouco por ali a contemplar a paisagem, mas depois o cinzento do céu estava com um ar de que iria cumprir a prometida ameaça, pelo que em andamento decidido me resolvi a voltar.

Obrigado ao owner pela cache, pela partilha do local e pelo conhecimento proporcionado.

OPC-TFTC
NO TRADE

#605 – 15:50

Tal como as pessoas, também as palavras têm família, pelo que, para mim, não foi difícil vislumbrar o significado do topónimo “Baleal” quando o li pela primeira vez.

Ao imaginar as lutas desiguais e injustas, entre os gigantes serenos e os bravos ocupantes das pequenas cascas de nós, que acabavam por inocentemente, tingir de púrpura a arena do combate, a tristeza ensombrava e ainda ensombra o meu espírito. Só de pensar que o ciclo ganancioso que levou praticamente à extinção de algumas espécies destes belos, calmos e magnânimos seres, é obra da tão reclamada evolução, sinto vergonha de pertencer à estirpe humana. Mas, e felizmente, este Baleal da actualidade não é hoje sinónimo de chacina mas pelo contrário, e ainda bem, de recreio, diversão e alegria.

A tarde estava convidativa e astro rei, em estilo exibicionista, era dono do pleno azul celeste. Nem uma nuvem manchava a cor imaculada a que os sinónimos britânicos atribuem tristeza.
Atravessando o tômbolo em modo descontraído e caminhando em direcção à ilha, o que eu suspirei por uma prancha de bodyboard. Se a noroeste desta estreita passagem o vento penteava meigamente as perfeitas ondas, a sudeste da mesma praticamente não se notava, pelo que a ondulação ritmada do oceano também tinha um semblante muito atractivo. À conta destas abençoadas tentações, bem que desejei a valiosa tábua, mas de nada me valeu, pelo que continuei a caminhada na direcção que a electrónica seta me indicava.
Rapidamente cheguei ao ninho, esconderijo, casa, abrigo ou mesmo lar do receptáculo desejado e num ápice o descobri.

O local, como toda a extensão da costa penicheira, é de beleza extrema e cativante. A cache não lhe fica atrás. Mas, ainda bem que uma geocache não é só um contentor! Porque se o fosse, afirmaria aqui a pés juntos e sem fazer figas que esta é uma cache ligeiramente infeliz. Eu tentei alegrá-la um pouco, mas não levava comigo nenhum dos logbooks de emergência e deixei a minha visita registada num dos muitos pedacinhos de papel que vagueiam no interior do contentor.
Ainda lhe sussurrei umas palavras meigas, mas ela fez ouvidos de mercador e manteve o mesmo ar, pelo que presumo que seja necessária a presença do seu progenitor para que ela possa rejubilar de novo.

Após o cerimonial da praxe, e depois de tudo devidamente arrumado, preparei-me para ir aprender mais sobre as maravilhas que a mãe natureza nos oferece para contemplar.
- Sim… sim senhora professora, já estou a ir! – Disse eu à beldade de ar juvenil e alegre que ali ao lado, a uns escassos metros, me chamava para a sala de aulas onde o tema principal seria a geologia. E o que eu adoro aprender!!!

OPC – TFTC
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