Não sei o que terias em mente com esse repto, mas as histórias vão surgindo espontaneamente quando algo as acciona, como foi o caso do teu comentário.

Tocaste num ponto que daria muito que falar, porque durante muitos anos ouvia muita gente dizer que "lá fora é que é bom", "lá fora é que se faz bem".
Eu tenho muito orgulho em ser português. Penso que aquela máxima de que só damos valor às coisas quando as perdemos ou nos afastamos delas, nunca se deu bem comigo, talvez por causa da tal influência que tive dos meus pais. Por exemplo, se eu for perguntar a 10 pessoas em Leiria quando foram visitar o castelo pela última vez, 8 dirão que não se lembram ou que nunca lá foram. No entanto, ele está ali à frente de todos, todos os dias. É uma questão de educação e de saber como e porquê valorizar o que é nosso.
Somos o país mais antigo do mundo no que às fronteiras fixas diz respeito e isso dá-nos uma riqueza que não tem paralelo. A história, a cultura, a arquitetura, o folclore, a gastronomia, a natureza, a variedade paisagística e as pessoas, fazem deste país uma pérola que, permitam-me a ousadia, poucos portugueses conhecem e valorizam. Claro que as coisas hoje estão diferentes, o turismo é um grande motor económico e os jovens, essencialmente, começam a aprender e a reconhecer que, aquilo que têm na sua aldeia, cidade ou região e que não existe em mais nenhuma parte do mundo, deve ser compreendido, preservado e divulgado.
Bom, já me alonguei demais.
Um dia destes, encontramo-nos por aí algures junto de um tupperware e trocamos mais impressões a este respeito.
