Logs épicos


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Mensagem Post: #41 a sábado 27 set 2014, 21:28 

Re: Logs épicos

O que foste desencantar. lol :)
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Existem várias formas de contribuir para que isso aconteça e qualquer uma delas é válida e apreciada por nós.
Para mais informações sobre como ajudar o Geopt e porquê, consulta este tópico.
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Mensagem Post: #42 a sábado 27 set 2014, 21:58 

Re: Logs épicos

ajsa Escreveu:O que foste desencantar. lol :)

No total 12.481 caracteres. Ultrapassa largamente os parâmetros definidos :)
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Mensagem Post: #43 a sábado 27 set 2014, 23:00 

Re: Logs épicos

[off-topic]Os logs online por detrás das fotografias abaixo não são épicos, mas sem dúvida são bastante importantes para o geocaching em Portugal[/off-topic]

ppinheiro, clcortez, btrodrigues e dfelix na (tradicional-) Last Home of Gertrude [Mafra] em 1 de Maio de 2003.

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Na sequência de ter feito a cache (tradicional-) 5^H9 years - Quinta dos Travassos [Loures] ;)
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Mensagem Post: #44 a domingo 28 set 2014, 15:32 

Re: Logs épicos

O log de hoje não é bem épico e está separado em várias notes ao longo de um mês. È ao mesmo tempo a crónica de uma morte anunciada e o exemplo de como na página de uma cache temática faz sentido ir publicado notícias relacionadas com a mesma.

A cache é/era a (tradicional-) Quarteto, perto da sala de cinema que os lisboetas amantes de cinema e com mais de 40 anos bem conheceram.

Na página pode-se ler um bocado da história do cinema e no final esta citação.

Em 2005 aquando da comemoração dos 30 Anos, Bandeira Freire afirma que, “Gostava que o Quarteto não morresse, ou que eu morresse antes dele, se não se encontrar uma solução“

Mas infelizmente o seu desejo não se concretizou, e assim em primeiro lugar foi noticiado o fecho definitivo do complexo.

Como adenda à note dos rifkindsss, segue noticia de 24 de Março de 2008 do DN e recorte do mesmo dia do CM.

Ana Filipa e Frederico

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CM - 24/03/2008


Pedro Bandeira Freire entregou definitivamente na semana passada as chaves do cinema Quarteto ao senhorio e, para o fundador do primeiro espaço multissalas de Lisboa, com esse gesto fecha-se também uma etapa da sua vida. Contudo, admite associar o seu nome um projecto que recupere o espírito original do espaço. "Isto se aparecer alguém que se chegue à frente..."

O cinema Quarteto que nasceu numa garagem da Rua Flores de Lima, na freguesia de Alvalade em 21 de Novembro de 1975, com "quatro salas, quatro filmes" ficou a escassos cinco anos de completar 35, quando a 16 de Novembro do ano passado o espaço foi coercivamente encerrado na sequência de uma vistoria da Inspecção-Geral das Actividades Culturais. Por não reunir todas as condições de segurança, nomeadamente, saídas de emergência em número suficiente, sistema de detecção de incêndios, revestimento de paredes e pavimento com materiais inflamáveis, o Quarteto teve de encerrar. Mas as necessárias obras para a reabertura não chegaram a acontecer.

"Estou cansado", disse ao DN Pedro Bandeira Freire, não escondendo o desalento de quem, durante anos lutou contra a corrente e que agora encara um desafio da mesma natureza como "um desperdício de energia". E explica porquê: "Hoje, da forma como está estruturada a nossa sociedade nunca faria o Quarteto. É tudo muito complicado. Telefonamos para os bancos e é tudo muito difícil..." Apesar dos pesares, Bandeira Freire ainda deixa escapar uma réstia de esperança. "Se surgir alguém interessado, que se chegue à frente com a intenção de renovar o espaço, capaz de recuperar o espírito original do Quarteto, exibindo filmes de cinematografias alternativas, diferentes das dominantes no mercado mais comercial, serei capaz de associar o meu nome a esse projecto. Mas tem de ser alguém com muita vontade de trabalhar", avisa.

Recordando os anos 80 e 90, como os melhores do Quarteto, o empresário e cinéfilo traça um retrato amargo do início do declínio daquelas salas. "Foi quando os 32 distribuidores que existiam passaram a seis e eu deixei de poder escolher os filmes que queria exibir e passei a comprar os americanos que me impunham".

Com o desaparecimento do Quarteto restam os cinemas King, de Paulo Branco distribuidor e exibidor. "Mas não se sabe durante quanto tempo. Parece que querem transformá-lo nas garagens do Hotel Lutécia", conta ao DN Fernando Lopes, realizador de "Nós por cá todos Bem", estreado numa das salas da Rua Flores de Lima. "A Câmara de Lisboa tem que perceber que a cidade é também habitada pela alma das coisas e o Quarteto é um espaço emblemático que deve ser preservado como tal", defende o realizador, depositando alguma esperança no actual ministro da Cultura, "que é cinéfilo" e nos cidadãos, que se devem mobilizar.

A informação da eventual classificação do Quarteto como espaço de interesse cultural por parte da autarquia não foi possível confirmar até à hora de fecho desta edição apesar de contactada a vereadora com o pelouro da Cultura, na Câmara Municipal de Lisboa, Rosália Vargas.

part1

Depois a notícia do internamento do seu fundador

Este log com muita pena nossa, que melhore!

Ana Filipa e Frederico

13.04.2008 - 11h09 Lusa

Fundador do cinema Quarteto em estado considerado grave em Santa Maria

O fundador do cinema Quarteto, Pedro Bandeira Freire, que há três dias sofreu um acidente vascular cerebral, está hospitalizado no Serviço de Medicina Intensiva de Santa Maria (Lisboa) em estado considerado grave, disse fonte médica.

A morte de Pedro Bandeira Freire chegou a ser anunciada por uma fonte próxima do proprietário do cinema Quarteto - também realizador, dramaturgo e poeta -, informação que foi desmentida pelo filho, que admitiu o internamento do pai em estado considerado grave, escusando-se a adiantar outros pormenores por preferir manter reserva da vida privada.

Há cerca de um mês, Pedro Bandeira Freire, 68 anos, entregou as chaves do Cinema Quarteto, que fundara em 1975, depois de, em Novembro passado, aquele complexo de quatro salas ter sido encerrado pela Inspecção-Geral das Actividades Culturais, que detectou falhas ao nível da segurança.

Fundador da livraria Opinião, Pedro Bandeira Freire foi autor de vários livros de poesia e teatro, tendo publicado em 2007 o volume de memórias "Entrefitas e Entretelas".

Foi ainda letrista, jurado em festivais de cinema nacionais e estrangeiros (como Berlim) e colaborador da imprensa, rádio e televisão, exercendo inclusivamente funções de consultor de cinema na RTP.

Estreou-se na realização com a curta-metragem "Os Lobos" (1978) e foi actor em "A Crónica dos Bons Malandros" (1984), filme realizado por Fernando Lopes com base no livro homónimo do jornalista e escritor Mário Zambujal.

Foi ainda argumentista em "A Balada da Praia dos Cães" (1987), longa-metragem de José Fonseca e Costa a partir do romance com o mesmo nome de José Cardoso Pires.

part2

seguido pelo anuncío do seu falecimento.

Com muita tristeza!

Ana Filipa e Frederico


LUSA 2008-04-16 13:10:02

Morreu Pedro Bandeira Freire

O fundador do Cinema Quarteto, Pedro Bandeira Freire, de 68 anos, morreu hoje, em Lisboa, no Hospital de Santa Maria, onde estava internado, disse fonte da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA).

O corpo de Bandeira Freire estará em câmara ardente na Galeria Carlos Paredes da SPA, em Lisboa, de onde sairá o funeral sexta-feira às 12:00 para o Cemitério dos Olivais.

Pedro Bandeira Freire sofreu a semana passada um acidente vascular cerebral, tendo sido internado no Serviço de Medicina Intensiva do hospital lisboeta.

part3

Uns dias depois a sua elegia

1939-2008
Pedro Bandeira Freire
Ele já não mora no Quarteto

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Público 17-04-2008 1ª parte


17.04.2008, Sérgio C. Andrade, Jornal Público

Aos 68 anos, o coração parou o fio da vida do fundador do Quarteto. Foi uma vida intensa, vivida intensamente em múltiplos palcos, para além dos do multiplex que marcou toda uma geração de cinéfilos em Lisboa, e que agora está encerrado. Freire não sobreviveu à morte do seu cinema

Desta vez, Pedro Bandeira Freire não teve oportunidade de citar Mark Twain: "A notícia da minha morte foi deveras exagerada". Há uma semana, a Lusa noticiara a sua morte, na sequência de um AVC. Mas o desmentido surgiu logo a seguir: afinal, o fundador do Cinema Quarteto tinha sido internado de urgência no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e aí permanecia em coma. Ontem, veio a confirmação oficial da morte. Pedro Bandeira Freire (1939-2008), desta vez, não conseguiu sobreviver ao AVC. O seu corpo está em câmara-ardente na Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), de onde amanhã, pelas 11h00, sairá para o Cemitério dos Olivais, onde será cremado.

Ao nome de Pedro Bandeira Freire surge de imediato associado o do Quarteto, o primeiro multiplex existente em Lisboa (junto a Entrecampos), e no país. Mas se Freire teve nesta vertente cinéfila de exibir a principal causa da segunda metade da sua vida, foi também um homem de muitos outros ofícios, sempre com o cinema, o espectáculo e as artes como denominador comum. Foi escritor e livreiro, dramaturgo e actor, argumentista e realizador, jornalista e consultor, crítico e programador. Mas foi, acima de todo, "um homem que tinha uma voracidade enorme de viver", recorda Lauro António, um seu amigo de há muitos anos.
Vizinho do Quarteto e do Café Vává, ali bem perto, o realizador de Manhã Submersa recorda que, quando Pedro Bandeira Freire fundou o Quarteto, ele próprio geria outra sala, o Apollo 70, "numa cumplicidade e competição" que tinham em comum "a mesma paixão pelo cinema". Com Lauro António, Freire viria também a ter uma das suas aventuras no grande ecrã, fazendo de rei em A Bela e a Rosa (1984), adaptação duma versão popular portuguesa de A Bela e o Monstro - um ano antes, tinha feito também uma figuração, sentado numa mesa do Vává, na curta-metragem Paisagem Sem Barcos, outro filme de Lauro António para a série televisiva Histórias de Mulheres.

Ainda no cinema, Freire foi actor em Crónica dos Bons Malandros (1984), de Fernando Lopes, e argumentista de Balada da Praia dos Cães (1987), de José Fonseca e Costa. Antes, tinha também experimentado a realização, com a curta-metragem Os Lobos (1978).

Referindo-se à faceta multifacetada da sua vida, António-Pedro Vasconcelos acha que Pedro Bandeira Ferie foi "um exemplo típico do português que fica aquém daquilo que podia ter sido e de ter feito", em virtude da "pequenez do nosso país, que puxa sempre para baixo". O realizador de Call Girl diz também que lamenta não ter podido contar com ele como actor num filme seu. "Pensei muitas vezes em convidá-lo; ele tinha boa cara, e era um homem muito divertido, mas a oportunidade não surgiu", refere António-Pedro Vasconcelos, chocado com a notícia da sua morte. "Ainda na semana passada estive sentado a seu lado, numa sessão na SPA, onde ele fez uma intervenção muito divertida e muito justa."

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Público 17-04-2008 2ª parte


17.04.2008, Sérgio C. Andrade, Jornal Público

A importância do Quarteto

Para o autor de O Lugar do Morto, o Quarteto fica, assim, como "a principal realização" da vida de Pedro Bandeira Freire, uma sala que viria a marcar a vida cinéfila de toda uma geração.

Freire idealizou o projecto do multiplex antes do 25 de Abril de 1974, "ainda no tempo da outra Senhora", como gostava de recordar. Mas foi só depois de Abril que foram criadas as condições para a sua abertura. A inauguração fez-se já no ocaso do Verão Quente de 1975, a 21 de Novembro, quatro dias antes do movimento político-militar que viria a instaurar a democracia no país, depois da Revolução dos Cravos - curiosamente, num dos cartazes mais conhecidos do 25 de Abril, a criança que coloca um cravo no cano de uma G3 segurada por um militar é o seu filho Diogo, um dos dois que Freire chegou a dizer que tinha - o Quarteto era o segundo.

Foi nesse complexo de quatro salas-estúdio que toda uma geração viveu intensamente a arte do cinema, e a emergência dos novos realizadores que começavam a marcar uma nova era, depois do fim do cinema clássico americano, e quando a verdadeira dimensão dos cinemas novos podia finalmente ser desvendada em Portugal.

Pedro Bandeira Freire orgulhava-se de ter revelado no país a importância de autores como Jacques Rivette, Jean-Luc Godard, Rainer Werner Fassbinder, ou Martin Scorsese, de quem estreou no Quarteto Taxi Driver (1976), que lhe tinha sido apresentado na distribuidora como "um filme de um "gajo" que andava de táxi em Nova Iorque", contou ele ao PÚBLICO, aquando do 30.º aniversário do multiplex.
Mas o Quarteto não foi só templo do cinema. Freire também o tornou palco de outra arte que o apaixonava, o teatro. Carlos Avillez encenou aí, na viragem das décadas de 1970-80, uma versão de Jack, o Estripador, de Isabelle Huppert, com Zita Duarte e Ana Zanatti. "Foi um mês de lotações esgotadas, sempre à meia-noite, porque ele era um homem que cultivava a noite", recorda o encenador, para quem Freire traduziu também uma peça de Jean Genet, Alta Vigilância, levada à cena no Teatro Experimental de Cascais.

Raul Solnado, que privou com Freire quando ele escreveu textos para o concurso da RTP A Visita da Cornélia (1977), recordou-o, à Lusa, como "um homem muito doce e amável, que escreveu excelentes peças de teatro com alguma complexidade". Entre as peças de que foi autor, contam-se Teatro Nome de Jogo, Todo um Elenco, Amor Próprio (esta com Orlando Neves).

***

Fundador do Quarteto gostava do cinema e da vida acima de tudo

17.04.2008, Eurico de Barros, Diário de Notícias

Pedro Bandeira Freire, que morreu ontem no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, aos 68 anos, na sequência de um acidente vascular cerebral sofrido há alguns dias, e que em 1975 fundou o Cinema Quarteto ("4 salas/4 filmes"), o primeiro multiplex português (e de Lisboa), era a última pessoa a querer que o evocassem com ar sério, voz embargada e lágrimas a escorrer pela cara abaixo. Por isso, começo por o recordar com uma história das dele.

Quando, pouco depois do 25 de Abril, se estreou em Portugal A Religiosa, de Jacques Rivette, foi o Quarteto que recebeu o filme "maldito" (esteve um tempão em cartaz). Calhou o próprio Rivette vir a Portugal e Bandeira Freire acolheu-o cortesmente no cinema. Mas o cineasta francês lá viu (ou julgou ver) qualquer coisa mal na projecção, e começou a moer o juízo a Bandeira Freire, que não conseguia divisar nada de errado na forma como o filme estava a ser mostrado. Até que, perdendo a paciência, virou-se para Rivette, apontou-lhe a porta do cinema gritando "Dehors! Dehors!" ("Rua!Rua!"), e conduziu-o para fora do edifício, meio empurrado, meio arrastado. Quando alguém lhe disse, "Ó Pedro, mas tu puseste o Rivette na rua? Estás maluco?", Bandeira Freire respondeu: "Pois pus! Ele é o Rivette, mas o cinema é meu!".

Numa das orelhas do seu livro de memórias Entrefitas e Entretelas, o também poeta, autor de teatro, rádio, televisão e de livros de máximas, argumentista, realizador (de duas curtas metragens), actor, letrista de canções, fundador da Livraria Opinião, jurado de festivais de cinema, grande amante de cinema e bon vivant consumado, deixou a biografia feita de forma tão completa e concisa, que é impossível não nos auxiliarmos das suas próprias palavras.

Nascido em 1939, antes da II Guerra Mundial, Pedro Bandeira Freire era, por isso, "material robusto e do melhor". Após quase ter terminado "com esforço e tenacidade" o Colégio Miitar (era o "57"), licenciou-se em "Gestão de Sentimentos", com "Mestrado de Relações Públicas" e doutoramento "em Filosofia de Vida. Não tendo habilitações para fazer alguma coisa de útil (o mesmo é dizer que não sabia nada de nada), dedicou-se a fazer um pouco de tudo. Uma das suas grandes qualidades - a preguiça!". Trabalhou em distribuidoras de filmes e na TAP, escreveu em jornais e revistas, fundou uma livraria e um cinema - o Quarteto, onde divulgou anos a fio o melhor do cinema mundial e foi, durante muito tempo, campeão absoluto da cinefilia e da cultura cinematográfica -, publicou livros, peças de teatro ("12 peças e meia, mais 4 do que o filme do Fellini", a Sociedade Portuguesa de Autores vai lançar uma inédita na sua colecção de teatro), e foi "amestrado, caricaturado amado e odiado, representado, jurado, letrista, premiado, censurado, enganado e fez os possíveis, embora sem obter resultados, para ser feliz". E gozou muito, sempre, imensamente, a vida, tanto como os filmes.

Há cerca de um mês, em plena "crise de consumismo e de cinefilia", Pedro Bandeira Freire entregou as chaves do Quarteto, após as quatro salas da Rua Flores do Lima terem sido fechadas pela Inspecção-Geral das Actividades Culturais, por apresentarem falhas ao nível da segurança. (Espera-se que o Quarteto não tenha o triste destino de tantas outras salas de cinema de Lisboa, e que quem de direito faça o que é preciso, e se exige, para o manter aberto, a passar filmes e com público).

O corpo de Pedro Bandeira Freire está em câmara ardente na Galeria Carlos Paredes da Sociedade Portuguesa de Autores, de onde sairá amanhã, às 12.00, para o Cemitério dos Olivais. Vai custar mesmo muito não o voltar a encontrar e ouvir dizer: "Tás bom, ó doutor? Tens visto alguma coisa de jeito?".|

***

Perda de entusiasmo

Carlos Avillez, como outros amigos de Freire, admitem que o seu coração tenha agora sucumbido também ao "desgosto" resultante do encerramento do Quarteto, em Março. Numa vistoria feita em Novembro de 2007, a Inspecção-Geral das Actividades Culturais detectou lacunas estruturais - falta de saídas de emergência, de extintores de incêndio e de acesso para deficientes -, e mandou fechar a sala. O próprio Pedro Bandeira Freire, que na altura tinha a sala alugada a um cineclube, admitiu as falhas. "Mas não tenho dinheiro para reabrir e o meu entusiasmo para lutar por um cinema marginal, que não é visto, já não está disponível", dizia há pouco tempo o exibidor, que decidiu mesmo entregar as chaves ao município. O gesto mobilizou a cidade, e a Câmara de Lisboa admitiu então classificar o Quarteto como "espaço de interesse cultural".

Paulo Portas, reconhecido cinéfilo, era um dos frequentadores do Quarteto, e chegou a escrever um artigo a lamentar a situação da sala, apesar de reconhecer os seus problemas. "Era um lugar de culto para a cidade, que com o tempo se veio a degradar, mas faz falta, porque passava cinema que já não podemos ver noutro lado", diz o líder do PP ao P2. Sobre Pedro Bandeira Freire, Portas acrescenta que o conhecia apenas dos intervalos das sessões. "Encontrávamo-nos quando eu ia lá, e ficávamos a falar dos filmes."

E Pedro Bandeira Freire, frequente frequentador dos festivais em todo o mundo - chegou a ser jurado no de Berlim --, gostava mesmo muito de falar de filmes, dos quais ele dizia: "Há filmes bons e maus; os bons são os melhores".

(Um)a história da sua vida pode ser lida nas suas memórias, Entrefitas e Entretelas (ed. Guerra e Paz).

part4, part5, part6 e part7
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Mensagem Post: #45 a segunda 29 set 2014, 13:17 

Re: Logs épicos

Hoje um log épico no colectivo.
No dia 10 de Junho de 2008 um conjunto de geocachers foram pedalar para Grândola para comemorar uma milestone de um deles.
O log do que fazia #1.000 quase que é épico e junto com qualquer um dos outros logs individuais ultrapassa os 7.500 caracteres.
Mas no conjunto perfazem 20.673 com três logs muito bons e três para o mais pequeno.

Temos assim

Geocacher1 (o padrinho) : part1, part2
Geocacher2 (o de bike :shock: julgava que só andava de RR...) : part3, part4, part5
Geocacher3 (o pianista) : part6 part7
Geocacher4 (o 1/3 de) : part8
Geocacher5 (o budista zen) : part9
Geocacher6 (o dos quase 2.000 dias) : part10

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Et Voilá. Parabéns, man.

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Sou perdido mas encontrei uma mina! de água fresquinha (inclui os não geocachers Malcata & Noronha)

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Não é para aqui? Tou perdido

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E faltava o Costa...

A cache infelizmente foi arquivada depois de começar a receber logs destes...
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TB
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Mensagem Post: #46 a segunda 29 set 2014, 13:48 

Re: Logs épicos

Muito bom! [^] Devia ser uma cache memorável
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Mensagem Post: #47 a segunda 29 set 2014, 16:06 

Re: Logs épicos

adenda: como o dono do log referido no final do post do "Nunca percas o Norte!!" é um atento leitor do (geopt-) e/ou do @PT verificou que tinha cometido um engano e rápidamente o corrigiu.
Assim o log simbólico da despersonalização da cache no meio num PT passa a ser este.
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Mensagem Post: #48 a terça 30 set 2014, 01:24 

Re: Logs épicos

O log da Linha do Douro já chegava, mas juntando o da La Ruta de Los Túneles - Barca d'Alva fica 2x épico (15.319 caracteres).
O autor é o homem do grelhador na Geo-Churrascada :)

Um, numa aventura no Douro 1/2

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inicio

Como é que se faz um log numas caches como esta?
Se eu escrever simplesmente que é uma cache 5 ESTRELAS tenho a certeza que quem já a fez concordará comigo e tudo o mais são simples pormenores.
No meu caso os pormenores começaram exactamente no dia da publicação destas duas caches complementares e a leitura da sua apresentação recordou-me que já tinha ouvido algo sobre uma linha férrea de Espanha até à fronteira mas desconhecia por completo a real extensão do percurso possível de fazer pela linha abandonada e as características, logo nesse dia explorei os link sugeridos e mais alguns com que me fui cruzando e logo sugiram duas certezas:
1 - Tenho que fazer estas caminhadas
2 - Tenho que fazer a linha do douro de comboio.

Como logo estas duas caches se tornaram o assunto corrente de conversa da comunidade “geocachiana” conhecida, comecei a ver os grupos e as data que começavam a surgir no horizonte, os vários planos que se iam formando
O plano de 27/7 pode vir a ter bastante calor pela frente (voltarei a este assunto)
O plano de Setembro não tem horas de dia suficientes para a caminhada de dois dias que eu tinha em vista.
Os logs do FTF e as fotos que os acompanharam vieram materializar a minha imaginação e tornar mais premente a minha vinda ao Douro, começou então a preparação mais séria preparar o itinerário e descobrir por exemplo que o comboio que parte do Pocinho às 17:32 chega ao Porto Campanha às 22:49, 2 minutos depois da saída do último alfa para Lisboa (talvez seja esta uma forma de incentivar o uso do transporte público, provocar a descoordenação de horários para que as viagens durem mais tempo). Era tempo de explorar outras alternativas, surge então a hipótese do regresso ser feito de expresso a partir de Vila Nova de Fozcoa no domingo sai um às 17:55, perfeito permite usar o dia inteiro na caminha, mas não seria assim tão fácil porque num sábado só é possível chegar ao Pocinho de comboio às 17:11 o que inviabilizava chegar a Barca de Alva ainda no mesmo dia e acampar estava fora de questão, não só pela bagagem extra com também pela necessidade de pernoitar num local com electricidade para poder recarregar o PDA/GPSr/telemóvel.
Começou então o assédio aos owners da cache (obrigado pela paciência) com todas a questões que me lembrava e testando com eles todos os planos que ia formulando até chegar ao plano final:
- Numa Sexta-Feira sair de Lisboa no comboio alfa das 06:09 e chegar ao Pocinho às 12:40
- Começar a andar prevendo uma média global de 3km/h (em terreno normal faço normalmente 8Km/h)
- Chegada a Barca de Alva o mais tardar às 22:30 jantar na pensão e pernoitar.
- Saída para o segundo percurso, La ruta dos túneles às 07:00.
- Hora limite para chegar a Fregeneda 13:00 entretanto coordenado com o táxi para estar na estação a essa hora e partir para Fozcoa a tempo de apanhar o expresso às 14.40
- Chegada a Lisboa às 20:30
Tempo de caminhada 16 horas para 48 km tempo total 38 horas, restava então estabelecer a data, por disponibilidade de trabalho e familiar a escolha recaiu no dia 4/7.
Com o plano definido, foi altura de publicita-lo, mas sem adesões à vista resolvi leva-lo em frente sozinho, mesmo uma adesão declarada de um colega acabou por não se concretizar devido a uma lesão.
Na semana que antecedeu a data a expectativa foi aumentando e mesmo tendo que acordar às 04:45 consegui fazê-lo sem uso de despertador.

Chegado à zona da expo e depois de escolhido o local para deixar o carro foi altura de mais uma estreia: Pela primeira vez entrei na estação do oriente usei as bilheteiras automáticas porque a hora era ainda imprópria para as venda de bilhetes de forma tradicional, com o comboio a partir à hora, o nascer do sol foi presenciado perto de Vila Franca de Xira e o resto da viagem foi aproveitado para reler as paginas da cache e preparar no PDA uma folha de calculo que me permitisse validar todas os cálculos necessários para progredir até encontrar o container da cache.
Chegado a Campanha à hora certa, chovia e foi tempo para um reforço alimentar numa pastelaria fronteira à estação, uma bica (cimbalino) e uma torrada (aqui é servido um prato de pequenas fatias de pão). De volta à estação era tempo de entrar na composição estacionada na Linha 1 com destino à Régua e ligação ao Pocinho (na prática e o mesmo comboio fez a totalidade do percurso sob dois números diferentes) e se primeira parte da viagem decorre na área metropolitana numa sucessão de lugares incaracterísticos mas assim que a linha se aproxima do rio a viagem transfigura-se e finalmente encontro a beleza que sempre me foi descrita por quem já percorreu esta linha, A paisagem inicial, urbana vai lentamente sendo substituída por pelos campos e encostas revestidas dos vinhedos cujo o fruto produz o vinho mundialmente famoso, o rio ora largo e calmo ora mais estreito e agreste é frequentemente rasgado pelas embarcações tradicionais ou por outras modernas dedicadas ao novo eldorado da zona: o turismo. A minha carruagem é maioritariamente ocupada por turistas que vão regressar de barco, procuram simplesmente fazer um passeio, ou vão de férias para algumas das muitas quintas com oferta de turismo de habitação. Pouco a pouco a carruagem vai ficando vazia até que só sobro eu e o rjinunes que veio almoçar ao Pocinho para garantir que eu ia mesmo fazer as caches (ou tentar-me convencer do contrário :) ) e por essa altura já o revisor, cedendo à curiosidade, resolveu trocar a informação de qual o melhor restaurante do Pocinho pela pergunta se iríamos voltar para o Porto no mesmo comboio. Pelo ar espantado com que recebeu a minha resposta, que ia seguir até Barca de Alva, percebi que não devem ser muitos os passageiros a continuar viagem pelas próprias pernas.
Com o comboio a cumprir o horário na chegada ao Pocinho ainda aproveitei para tomar uma bebida energética ancestral conhecida por sopa e abastecer-me de água para o resto do dia, feitas a despedidas dos companheiros de circunstancia saí com o conselhos de cautela com as cobras e silvas, das primeiras vi a pele; as segundas deixaram-me algumas marcas na pele.

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souvenirs?

Chegado ao primeiro ponto e recolhida a informação necessária para encontrar o segundo foi altura de testar o terreno e tentar encontrar o melhor ritmo de caminhada, a primeira hora decorreu a bom ritmo uma vez que a linha nesta primeira parte apresenta-se quase limpa e rapidamente cheguei à estação do Côa onde fiz a primeira paragem para manutenção, uma refeição ligeira à laia de almoço e troca de meias por umas secas, reconfortado no estômago e nos pés o passeio prosseguiu a um ritmo mais calmo porque as dificuldades aumentavam (ligeiramente) mas também porque a paisagem convidava cada vez mais à contemplação tendo por banda sonora unicamente os ruídos da natureza, nenhum ruído feito pelo homem atingiu o fundo do vale durante toda a tarde.
O resto da busca decorreu sem sobressaltos aproveitando cada ponto para fazer um intervalo para manutenção e dupla e por vezes tripla verificação dos cálculos numa cache deste tipo não há lugar para erros e se bem que um DNF não seria o fim do mundo mas um found é a cereja no topo do grande bolo que é o passeio e assim por volta das 18:30 estava a colocar o meu nome no log book e era altura para mais um lanche, foi também por aqui que terminou o meu stock de água, nada de preocupante porque o beeline mostrava Barca de Alva a cerca de 4km, mas com as curvas do rio a distancia aumentou para perto do dobro e mesmo com o fim dia a ideia de não ter água começava a fazer-me sede e como quem deseja sempre alcança, perto de (N 41 01.7362, W 006 57.3475) encontrei um fontanário com uma torneira, quando me aproximei verifique que a torneira estava estragada mas mesmo assim o tanque estava cheio, reparei que ao lado estava um depósito coberto com uma bomba que aparentemente abastecia a casa no cimo do monte e na lateral tinha uma saída de descarga de nível imediatamente foi feita a análise da água: visualmente (tinha bom aspecto). Olfactivamente (não apresentava odores estranho). Por ultimo o paladar (estava fresca e soube deliciosamente bem) e mais importante que tudo, a cobaia não desenvolveu qualquer reacção adversa.
Já com o final do passei à vista não valia a pena abastecer-me para mais tarde, mas mesmo assim só cheguei a Barca de Alva às 20:30 uma vez que nesta parte final o mato chega a esconder a totalidade da via.

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Barca de Alva by night

Não tinha banda nem o presidente da Junta me ofereceu a chave de Barca de Alva à chegada (só uma porque aquilo é mesmo pequeno) mas a pensão ali ao lado e o banho que se seguiu soube melhor que qualquer comissão de boas vindas. Depois do jantar, regado com mais 1,5L de água, foi altura de passear pela a aldeia para ajudar a digestão e como o dia já ia longo em tempo e distancia foi chegada a hora de procurar descanso porque o dia seguinte prometia.

In Dado, porta chaves + TB
Out Bolsa + GC
E claro TFE (Thanks for Everything)

Um, numa aventura no Douro 2/2

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Espanha é do outro lado

Novo dia, nova caminhada.
Depois de recuperado do leve passeio no dia anterior, ainda o dia despontava já eu estava distraidamente a tirar fotos da estação de Barca de Alva que pela sua dimensão e parque edificado é a estação por excelência para se visitar e tentar, fechando olhos, reviver o buliço do dia a dia quando o comboio ainda corria por estes carris, a zona de passageiros, parque habitacional, edifícios de mercadorias, cocheiras de locomotivas e restantes infra-estruturas de apoio. Foi ainda possível ver duas aves de rapina no seu voo matinal.
Mas era tempo de me dedicar ao objectivo do dia, percorrer os 17 km até Fregeneda, com a promessa de um percurso mais fácil e mais deslumbrante liguei o GPSr à procura das coordenadas iniciais e descubro que já tinha passado o GZ por 500m (a ruta passou a ter 18km), corrigido o erro e com as coordenadas intermédias carregadas no GPSr foi então altura de iniciar realmente o percurso com a travessia da ponte sobre o rio Águeda e entrar em Espanha, logo nestes primeiros metros surge a amostra das características do percurso para o resto do dia, pontes e túneis, túneis e pontes. Ainda tentei usar o passeio lateral da ponte mas neste lado da fronteira os passeios são feitos com travessas de madeira e estas já não inspiram muita confiança pelo que a melhor opção acaba mesmo por ser a viga metálica que ainda permite usar o corrimão para aumentar a confiança na travessia e logo depois da ponte surge o túnel Nº20 e com ele as constantes guardiãs das entradas, as famigeradas silvas, única dificuldade de todo o percurso, que apesar deste lado da linha ter sido abandonado há mais tempo está mais limpa o que permite uma caminhada a um ritmo superior.
A paisagem é contrastante em cada lado da fronteira, enquanto em Portugal as encostas apresentam-se ainda cobertas de vinha, do lado espanhol predomina o abandono e o aspecto selvagem onde a única actividade detectável é a criação de gado em estado livre ou o pastoreio, esta ultima actividade só perceptível pelos abrigos espalhados pelo percurso. Pouco a Pouco o Águeda vai-se tornando mais estreito, e perdendo a imponência da sua foz transfigura-se numa ribeira que serpenteia o fundo do vale. Às pontes sucedem-se os túneis onde a temperatura baixa a valores quase invernís, mas em vez de monotonia cada metro é uma descoberta de pormenores da linha ou da paisagem. De súbito entre dois túneis o GPSr avisa que o ponte intermédio é logo ali mas olhando em redor é-se levado a confirmar as coordenas recolhidas no 1º ponto (através de foto) até que olhando para a hint tudo faz sentido, mesmo assim estive quase perto de abandonar a procura e registar ali o DNF mas ao fim de 15min e depois de ter procurado em todos os locais possíveis apareceu o tupperware com o papelinho mágico que me colocava de novo na busca da cache e com optimismo renovado voltei a andar na linha (literalmente).
Mais à frente surge um conjunto impressionante um túnel desemboca numa ponte em curva que termina na entrada de outro túnel, é nesta ponte que deve ser escolhida a viga do lado interior da curva, sempre se poupa um passo de cerca de 80cm no vazio a uma altura considerável.

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A ponte é uma passagem... para o outro túnel

São já 10:30 quando me aproximo do ponto final da cache e mais uma vez olho incrédulo para a seta que aponta o local mais improvável e enquanto mentalmente insulto o sadismo de quem escolhe aquele sitio, lanço-me à escalada do penedo que se em contra à minha frente (claro que cinco metros ao lado estava uma subida suava que me lavava exactamente ao mesmo ponto). Aqui apesar da incerteza do GPSr quanto ao local final, a cache foi fácil de encontrar, isto para quem vai à procura de algo, depois do log e da indispensáveis trocas, era chegada a altura de recuperar forças com um pequeno almoço de fruta simpaticamente fornecida pelo restaurante na noite e anterior.
Mais uma vez o local escolhido para a cache é de uma beleza ao mesmo tempo agreste e sublime que apetece gravar na memória, mas com hora marcada para chegar era altura de me por novamente na linha, uns quilómetros mais à frente surge o referido túnel dos morcegos, perceptível quando ao entrar surge uma curva que elimina qualquer réstia de luz e o frontal só consegue iluminar a travessa seguinte e estas pouco a pouco vão se tornando brancas, ao mesmo tempo que as pedras soltas vão sendo cobertas com o que inicialmente parece terra, ruídos cada vez mais estridentes vão ecoando pelas paredes e o terreno começa a subir ligeiramente até que os ruídos atingem o ponto mais alto e a subida termina, para a frente o ruído diminui até que surge novamente a linha com as suas travessas e depois de uma curva lá está a saída do túnel dos morcegos (seguindo a indicação do Cláudio eu não os incomodei e eles fizeram o mesmo em relação a mim.).
Com o passar do tempo os quilómetros foram-se esgotando e quando reparei estava já na entrada do túnel Nº1 (N 40° 58.2575 W 006° 50.5476) onde os restos de uma estação de bombagem e o forte ruído da água a cair deu indicação para mais uma paragem, depois de analisada (ver método de analise no log da cache GC1BRPH), optei por trocar a água morna que levava por esta mais fresca e fiz-me ao ultimo túnel e à prometida caminhada de 25 minutos para o atravessar. Logo à entrada percebi que este era também um túnel com ruído, por todo o lado escorre água que é recolhida e encaminhada para o tanque de onde me tinha abastecido, no interior deste túnel a temperatura baixa ainda mais e a ligeira aragem leva-me a questionar se ainda estamos no Verão, mas a duvida é dissolvida logo à saída quando reencontro o sol do meio-dia com a estação de destino já à vista mas aqui pouco tempo tive para explorar a estação porque quando me preparava para chamar o táxi chegou o sr Andrés que talvez adivinhando que eu estava adiantado em relação ao horário combinado resolveu também aparecer mais cedo, só sobrou o tempo necessário para a foto final.
Daqui restava-me rumar a Fozcoa e apanhar o expresso de regresso a Lisboa.

In Peixe magnético + dado + TB
Out Mola + TB
E claro TFE (Thanks for Everything)

P.S. que me desculpem os owners destas caches por ter tomado tanto espaço no log e os restantes, descansem, porque tão cedo não consigo produzir logs com este detalhe

part1, part2, part3, part4, part5

Um log muito interessante que faz recordar que muitas vezes a preparação e a viagem até... o que se vai seguir já faz bem parte da história ;)
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Mensagem Post: #49 a terça 30 set 2014, 19:26 

Re: Logs épicos

jasafara Escreveu:A cache infelizmente foi arquivada depois de começar a receber logs destes...

Sim! Mas não só... o facto de incentivar logar uma cache que na realidade não estava lá e não aceitar manutenção não abonava muito a favor...
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Mensagem Post: #50 a terça 30 set 2014, 19:29 

Re: Logs épicos

IDILIO49 Escreveu:
jasafara Escreveu:A cache infelizmente foi arquivada depois de começar a receber logs destes...

Sim! Mas não só... o facto de incentivar logar uma cache que na realidade não estava lá e não aceitar manutenção não abonava muito a favor...

Publicito um log épico e tu vais pegar é nisso [:D] Mas concordo.
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