Agora que a agitação da nossa viagem até Dahn já passou, saboreamos tudo o que de bom por lá passámos e tentamos fazer com que o de menos bom não se repita.
No final da viagem, o saldo é sobejamente positivo.
O João trouxe uma medalha de bronze do campeonato do mundo e encontrámos perto de 50 caches de óptima qualidade e um Mega-Evento (Mega mesmo) onde num logbook de parede descomunal deixaram o seu nickname, cerca de 950 geocachers... Uauuu!!!
Infelizmente a participação da Cris no campeonato terminou ao terceiro dia por lesão no ombro, sendo esse um dos aspectos menos risonhos.
Outro, foi a evidente dificuldade em encontrarmos água sem gás engarrafada... aquele pessoal gosta muito de gases

Após uma visita a Pirmasens, no regresso à Pousada decidi fazer um punhado de caches em ambiente florestal e tudo estava a correr à mil maravilhas... até que para fechar a tarde, me aventurei a visitar a Kleiner Maiblumenfelsen.
http://www.geocaching.com/seek/cache_details.aspx?guid=aa14753c-f17a-473e-b0ac-88de9b3bb1e1Os estradões de acesso ao topo da colina e ao maçico rochoso eram apenas de utilização pelos bombeiros e guardas-florestais, mas fazendo tábua rasa à sinalização, fui subindo até onde o meu rasteirinho me permitiu... ficando a cerca de 300 metros em linha recta da cache, bem lá nos píncaros.
A partir daí fui continuando a seguir os trilhos que em ziguezague iam subindo a encosta... e estreitando cada vez mais, pelo meio de pinheiros e carvalhos com envergadura que por cá não temos. Isto faz com que as copas das árvores esteja muito alta e filtre a luz solar, dando uma ideia de ser mais tarde do que realmente é.
A inclinação dos trilhos e o solo arenoso fazem com que a progressão seja também mais lenta e os tais 300 metros em linha recta, rapidamente se tornam num passeio de cerca de 2km até aos rochedos. Chegado lá acima ofegante, percorri toda a plataforma rochosa a apreciar a paisagem e quase esquecia o objectivo que era encontrar o esconderijo da cache... ainda deu alguma luta, mas o facto do contentor ser de boas dimensões (uma das boas surpresas de cachar por estas bandas), acabou por facilitar a busca.
Log feito e regresso pela frente.
Aqui começou a verdadeira aventura...
Tive a peregrina ideia de fazer um corta-mato, encosta abaixo, na direcção de onde tinha deixado o cachemobile... mais valia ter tido uma diarreia!!
O facto dos trilhos serem muito perto uns dos outros, ainda que em cotas diferentes... aliado ao facto do meu 60CSX mostrar o regresso pelo mesmo percurso, não exactamente em cima do traçado mostrado no ecrã... e a falta de um waypoint de estacionamento, fez com que tivesse de calcular a olhómetro o ponto para onde deveria regressar.
Vai daí, com os devidos cuidados, fui descendo a encosta em linha recta até esse ponto, mais lento ou rápido consoante a inclinação do terreno... e devo ter ido parar a um trilho diferente, aparentemente mais atrás de onde deveria.
Nas duas horas seguintes andei quase à toa, com um GPSr na mão que cada vez mostrava mais riscos tracejados no ecrã, tornando cada vez mais difícil perceber qual trilho seria o certo.
Entre encontros imediatos com um veado que mais assustado que eu, soprou pelas narinas uma sonora golfada de ar, antes de me virar as costas e continuar desabridamente mata adentro... e dar com algumas instalações militares quase camufladas na floresta... aparentemente desertas, lá consegui dar com o lugar onde tinha deixado o carro... quando o anoitecer já não era só ilusão da densa copa das árvores.
Ufa!!!
A maratona de 5 horas até Mendig a cerca de 200km para participar no fantástico Mega-Evento Noite dos Vulcões... é outra aventura... fica para depois
http://www.geocaching.com/seek/cache_details.aspx?guid=76af771f-1bbd-4ffe-a5cc-6c7bb33e5694