jasafara Escreveu: Vê lá ó fundamentalista do NAO se recebes aqui uma fatwa de algum fundamentalista do NÃO-NAO...
Deixa-me lá esclarecer uma questão. Não sou a favor nem contra o AO. É um assunto para o qual sou indiferente mas que acredito na opinião dos entendidos, vulgo Academia de Ciências & Governo representado por quem de direito. Na minha opinião (de burro ignorante na matéria), é um assunto que não merece tanta discórdia. Não consigo encontrar qualquer problema em deixar de escrever os sons que não pronuncio, de retirar o hífen ou escrever os meses em minúsculas; até poupa o ambiente ao consumo menos tinta.
Diz-me com toda a verdade, acreditas mesmo que a situação irá ser alterada? Não o foi no passado, e ninguém morreu por isso - nem mesmo a cultura, irá ser agora?
Como disse anteriormente, resumo-me mesmo à minha insignificância. Vozes de burro não chegam ao céu.
Mas vá faço uma adenda à minha afirmação: Se algum dos leitores pertencer à Academia de Ciências, ao Governo ou tiver alguma participação directa no assunto está fora do grupo dos insignificantes.
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Valente Cruz Escreveu: Partilho contudo da opinião que as mudanças não deveriam ter sido forçadas por decreto lei; deveria existir uma entidade realmente independente ao governo com essas competências.
É exactamente a Academia de Ciências de Lisboa que trabalha esta matéria desde 1924. Existem diversos trabalhos e documentos escritos sobre o assunto consultáveis por quem desejar largar argumentos sustentáveis em pressupostos pessoais ignorando questões mais abrangentes.
Não deixa, no entanto, de ser caricata a posição tomada numa boa parte dos defensores anti-acordo. Por um lado acusam que Portugal não tem capacidade de destaque, de iniciativa e evolução, por outro utilizam o exemplo absolutamente rídiculo da ignorante falta de evolução da lingua Inglesa. Meus amigos, quer queiram que não, este é o caminho a seguir. A Academia de Ciências aceitou, os PALOP concordaram, o governo legislou - Ponto Final; resumam-se à vossa insignificância. Não entendo o problema que expõem, desde longa data que a língua portuguesa é determinada por normas legais, muito antes de qualquer um de nós vir ao planeta. Acham mesmo que agora, logo agora, irá mudar?
O Inglês, definitivamente, não serve como exemplo para sustentar a anti-evolução do Português. Para comprenderem do que falo, ouçam o que Edward Rondthaler têm a dizer sobre o assunto.
1) Na linha do que tenho escrito, e apenas por mim falo, Academias de Ciências, com as múmias que sempre compõem este tipo de academias, bem podiam ser rasgadas em mil bocadinhos e atiradas ao ar. Tal como os doutos que escrevem leis e as ensinam, está-se a falar de pessoas totalmente cegas à realidade práctica do mundo real que as rodeia, agarradas a princípios teóricos que vão discutindo entre sim, perpetuamente. Conferir poder a este tipo de pessoas resulta geralmente mal, na tomada de decisões que têm de ser seguidas em toda a sua absurdez. Vê-se muito em tempo de guerra, quando generais desligados da realidade do teatro de operações tomam decisões de gabinete que sucessivamente comprometem a integridade dos homens e o sucesso da missão... ainda agora ao ler Os Fantasmas do Rovuma tive uma mão cheia de exemplos riquíssimos deste problema.
2) Não sei do que o Chico ou o Quim acusam Portugal. Eu sei que esta linha de acção, de procurar perseguir o inalcancável, é caquética (lá está, esta palavra por acaso fica bem associada à Academia de Ciências). Faz-me tão bem lembrar a obsessão pela manutenção do Império, enquanto Britânicos e outros, paulatinamente, se iam livrando dos seus. Os resultados, esses, depois viram-se em 1975. Agora, à falta de possibilidade de pretensões territórios, persegue-se a quimera do império linguístico. As consequências não serão certamente tão trágicas como as de 1975. Para já, é só aborrecer um país inteiro (tirando uma mão cheia de rapazes alegres que parecem não se importar com nada).
3) "Ponto Final; resumam-se à vossa insignificância." - Não era mais ou menos isso que o Comandante da Região Militar de Lisboa disse ao Capitão Salgueiro Maia? Boa filosofia.
4) Muito antes de eu vir ao mundo não se podia votar, o pessoal que desagradava aos musculados era deixado em masmorras escuras para os anos que lhe sobrava de vida e muito mais coisas desagradáveis, que pelos vistos foram mudadas. De resto, não há-de ter sido muito antes de eu ter vindo ao mundo que o Português passou a ser regulado (erro meu, regulado deveria ser... mas o que é, é determinado) por normas legais. Não consta contudo que nos idos setecentos, o poderio e a projecção de Portugal fossem menores e que o pessoal não se entendesse.
5) Vou deixar o Edward em paz, porque na realidade, neste contexto, estou-me a borrifar para o inglês. Com o mal e o bem dos outros posso eu. E, de resto, do mundo anglo-saxão não vejo grande motivo de inspiração.
ajsa Escreveu:Deixa-me lá esclarecer uma questão. Não sou a favor nem contra o AO. É um assunto para o qual sou indiferente mas que acredito na opinião dos entendidos, vulgo Academia de Ciências & Governo representado por quem de direito. Na minha opinião (de burro ignorante na matéria), é um assunto que não merece tanta discórdia. Não consigo encontrar qualquer problema em deixar de escrever os sons que não pronuncio, de retirar o hífen ou escrever os meses em minúsculas; até poupa o ambiente ao consumo menos tinta.
Diz-me com toda a verdade, acreditas mesmo que a situação irá ser alterada? Não o foi no passado, e ninguém morreu por isso - nem mesmo a cultura, irá ser agora?
1) Considerando o anterior "post", quem diria......
2) Quando há questões que não competem a especialistas mas sim ao povo comum, temos um problema. Geralmente, o problema é mais inverso. Há poucas coisas em que o povo de facto devesse ter voto na matéria. A língua de todos, que usam todos os dias, é uma das raras excepções. Não há nada de que se ser especialista assim. O que o povo faz é o que está correcto, por definição. Sempre achei de um rídiculo a toda a prova aqueles programas de "consultas de português" em que uma múmia, de idade ou de mente, levava 10 minutos a discorrer sobre a consistência do emprego de uma palavra em determinado contexto.
O meu blog geocachiano: http://papacaches.wordpress.com
The town of Maynooth in collaboration with the Engineering Regiment No. 1 (Pontinha) opened on 25 April 2001, the Command Post of the Armed Forces Movement. This space is located on the premises of the Headquarters Pontinha where from 24 to 26 April 1974, were gathered the officers who commanded all operations of the Revolution of April 25. By dignifying this space and creating conditions to support visitors, the aim is not only the recovery of the place, but especially its dissemination to the public school and all those who show an interest in the events that marked the history of our country . Given that this is where the MFA led operations, suffered in times of uncertainty, the regime arrested the champion, met the Junta of National Salvation, ordered the release of political prisoners, wrote the majority of press releases, noticed, finally, that the movement had triumphed, it is intended that in the operating room, maintained as it was during the April 25, 1974, visitors are transported to that time and realize the importance of the events that took place there.
Olha, que surpresa!!! NOT! Até porque um outro geocacher já me tinha dito que ele tinha projectos para os mesmos locais onde tinha arquivado as outras... e, voilá, levanta-se o véu! No entanto, não estava à espera que o assunto fosse o mesmo, para pior, como se lê... ou não.