sergiomdias Escreveu:Não vou acrescentar nada, mas só para que conste que deste lado também está mais um português de gema que está em completo acordo com o Novo Acordo Ortográfico! A língua muda e a nossa até é das que tem mais mudado ao longo dos tempo.
A língua evolui sem dúvida, mas não é forçadamente nem com base em interesses económicos. A língua muda com o tempo, com as pessoas, com a história. Não é com meia dúzia de maltrapilhos que nem o próprio AO souberam redigir decentemente. Nem vou entrar nesta guerra, se não nunca mais saio daqui.
Foi isso que escrevi antes, mas deve ter sido com tinta invísivel. A língua muda, mas quem a faz mudar é o povo, lentamente. Não é por decreto de lei. Esta, quando surge, deverá confirmar a evolução efectuada. Não me chocaria nada que se reformulassem gramáticas e se eliminassem os "ter-se-ão" e outras coisas mais complicadas separadas por muitos traçinhos que ninguém usa. Porque de facto, ao longo de décadas de evolução cairam no desuso. Agora, obrigar por decreto um país inteiro a mudar a forma como escreve a sua língua, enfim...... haja quem goste.
O meu blog geocachiano: http://papacaches.wordpress.com
Pois olha que eu não... Não sou grande artista da escrita mas vou continuar a escrever como sempre escrevi... Dúvidas quando as há, vou verificar num dicionário. Depois temos o flip que permite verificar algum texto com ou sem AO.
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“There’s something out of place – let’s go and poke it with a stick.” – The Doctor (Amy’s Choice episode)
A discussão do AO dá "pano para mangas". Concordo que as alterações tenham sido forçadas por outros interesses - pelo menos assim parece - mas acho que a língua portuguesa é desnecessariamente complexa: existe, ainda, demasiada acentuação; concordo com a eliminação das consoantes mudas; a utilização do hífen deveria ser ainda mais reduzida; "ç", "s", "ss", "c" são formas a mais para se ler "s" (acho inclusive que o "ç" poderia ir de férias ); deveria haver uma maior aproximação entre aquilo que se lê e o que se escreve (por exemplo, Viseu não deveria ter deixado de ser Vizeu), entre outras. A língua deve evoluir no sentido da simplicidade, havendo uma aproximação entre a oralidade e a escrita, respeitando as normas estruturais.
Partilho contudo da opinião que as mudanças não deveriam ter sido forçadas por decreto lei; deveria existir uma entidade realmente independente ao governo com essas competências.
Valente Cruz Escreveu: Partilho contudo da opinião que as mudanças não deveriam ter sido forçadas por decreto lei; deveria existir uma entidade realmente independente ao governo com essas competências.
Valente Cruz Escreveu: Partilho contudo da opinião que as mudanças não deveriam ter sido forçadas por decreto lei; deveria existir uma entidade realmente independente ao governo com essas competências.
É exactamente a Academia de Ciências de Lisboa que trabalha esta matéria desde 1924. Existem diversos trabalhos e documentos escritos sobre o assunto consultáveis por quem desejar largar argumentos sustentáveis em pressupostos pessoais ignorando questões mais abrangentes.
Não deixa, no entanto, de ser caricata a posição tomada numa boa parte dos defensores anti-acordo. Por um lado acusam que Portugal não tem capacidade de destaque, de iniciativa e evolução, por outro utilizam o exemplo absolutamente rídiculo da ignorante falta de evolução da lingua Inglesa. Meus amigos, quer queiram que não, este é o caminho a seguir. A Academia de Ciências aceitou, os PALOP concordaram, o governo legislou - Ponto Final; resumam-se à vossa insignificância. Não entendo o problema que expõem, desde longa data que a língua portuguesa é determinada por normas legais, muito antes de qualquer um de nós vir ao planeta. Acham mesmo que agora, logo agora, irá mudar?
O Inglês, definitivamente, não serve como exemplo para sustentar a anti-evolução do Português. Para comprenderem do que falo, ouçam o que Edward Rondthaler têm a dizer sobre o assunto.
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ajsa Escreveu:...Ponto Final; resumam-se à vossa insignificância...
Que arrogância caro António Interessante que ainda ontem estive ali ao lado a ver umas ricas polêmicas relacionada com lavagem de viaturas e em que a coisa azedou Ainda bem que as divergências foram sanadas e estamos aqui todos Vê lá ó fundamentalista do NAO se recebes aqui uma fatwa de algum fundamentalista do NÃO-NAO...
ajsa Escreveu:É exactamente a Academia de Ciências de Lisboa que trabalha esta matéria desde 1924.
Pois, eu sei, mas aquilo que transparece é que este acordo foi mais político do que se calhar deveria e daí a minha referência ao "realmente independente". De qualquer forma, e ainda em relação a este AO, não só concordo com ele na generalidade como acho sinceramente que poderia e deveria ter sido mais profundo. Agora, mais alterações, só daqui a algumas décadas.
ajsa Escreveu:...Ponto Final; resumam-se à vossa insignificância...
Que arrogância caro António
Vá, deixa lá que eu também estou metido no mesmo grupo, dos insignificantes sem importância.
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