No que diz respeito ao geocaching foi fraco como era previsível, mas marquei quase todas as cidades e locais de interesse por onde passei.
Visitei quase tudo o que tinha previsto (e muito mais) mas faltou-me os dois locais referenciados em Talin (museu/hotel KGB e prisão/urbex). A passagem por Sigulda e pelo Gauja National Park foi também rápida de mais pois já sai de Riga muito tarde. Quanto aos open-air museus fiquei-me pelo da Lituânia e o que o
Torgut escreveu em relação ao de Tallinn aplica-se tal e qual ao de Vilnius. É só mesmo mudar o nome. Assim com os devidos direitos de autor passo a relatar
---O de Vilnius, contudo, terá sido o menos bem conseguido dos que visitei. O primeiro problema prende-se com a gestão de espaço. O terreno em que está instalado é verdadeiramente enorme, e a direcção optou por dispersar as casas de forma acentuada. Consigo imaginar que a intenção seria criar separações invisiveis de forma a transportar o visitante de região para região, de forma simbólica. Mas não se compreende que depois, em algumas áreas, as casas estejam até bastante próximas. O resultado disto é que o visitante tem que andar bastante para percorrer toda a exibição e em boa parte dos percursos não tem nada para ver, sem desprimor para o bonito bosque.
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O segundo problema é a escassez do espólio. É um museu com uma grande área mas sem muita coisa para mostrar. O que tem é interessante, verdade. E está muito bem legendado. Mas quando comparado com outros museus do tipo, o de Vilnius é bastante pobre. O terceiro problema é que apesar de ter pago um bilhete integral, muitas das casas estavam fechadas, o que também não é admissível em termos comparativos. Fora isso, gostei de passear aquele bocado. Achei especialmente interessante o quartel de bombeiros (aqui e na descrição do open air museum de Tallinn vinha a seguir, "com uma recreação perfeita de ambiente e uma casa, já relativamente moderna, decorada muito bem". Como não visitei todas as casas não posso jurar que não houvesse também uma casa assim mas se havia não a vi...e o quartel de bombeiros deixava a desejar...). A escola e a loja, que são locais sempre pictorescos em museus deste tipo estão muito fraquitas.
Distinguiria isso sim a igreja e um dos moinhos como pontos altos. O de Kaunas não me deu para encaixar no programa porque decidi ir a Trakai (e não me arrependi!) mas pelo que aqui ficou escrito deverá mesmo ser o melhor.
Um dia a mais teria sido apreciado e com mais dois teria podido ter conhecido melhor o interior dos países (embora além das capitais tenha passado e visitado pelo menos as segundas cidades da Lituânia, Letónia e Estónia). Os seja além das conhecidas Vilnius, Riga e Tallinn, passei por Kaunas, Daugavpils e Tartu.
edit: relendo melhor a descrição do Torgut, até que a frase "É um museu com uma grande área mas sem muita coisa para mostrar. O que tem é interessante, verdade." não é completamente verdade. Ou seja a área é enorme e tem muita coisa para mostra, mas muito do que mostra não é muito interessante...Muitas casas estavam fechadas e das abertas raras eram as que tinham interiores mobilados verdadeiramente interessantes. Quanto aos "figurantes" que noutros open air museus dão vida aos espaços aqui resumiam-se a uma senhora vestida de camponesa mas que destoava do espaço e da figuração por ter passado o tempo todo em que esteve sobre minha observação ao telemóvel
![Big Smile [:D]](./images/smilies/icon_smile_big.gif)
No Skansen Open-Air Museum - Stockholm que é o único outro que visitei havia imensos figurantes (ferreiros, farmacêuticos, padeiros, etc, etc, etc...)