Vai aqui alguma confusão no ar.
Não creio que tenha havido nenhum alargamento das zonas de protecção total do parque. O plano de ordenamento actual foi aprovado pela
Resolução do Conselho de Ministros n.o 141/2005 e está em vigor desde essa altura.
É aí que são definidas as várias zonas de protecção do parque nomeadamente as zonas de protecção total:
SECÇÃO II/Zonamento/SUBSECÇÃO I/Áreas de protecção total/Artigo 12º/Âmbito e objectivos
1—As áreas de protecção total compreendem os espaços onde predominam sistemas e valores naturais e paisagísticos de reconhecido valor e interesse, incluindo formações geológicas, paisagísticas e ecológicas, com elevado grau de naturalidade, que assumem, no seu conjunto, um carácter de excepcionalidade, bem como elevada sensibilidade ecológica.
2—No PNA as áreas de protecção total integram formações vegetais singulares de carrascal arbóreo, áreas de ocorrência de endemismos
florísticos locais e nacionais e de avifauna com estatuto especial de conservação e correspondem à mata do Vidal, mata do Solitário, mata Coberta Nascente, mata Coberta Poente e arriba sul do cabo Espichel.
(o bold é meu)
Ou seja, estas zonas há muito que são ZPT e não houve nenhum alargamento agora. O que acontece é que não haveria uma forma gráfica e clara de identificar estas zonas e agora há.
Os recentes relatos de geocachers abordados por guardas do parque terão chegado à atenção dos revisores, e existindo agora uma forma de identificar estas zonas (ver
Planta de Síntese) agiram em conformidade. Da forma mais correcta, a meu ver. Os owners das caches em causa, como pessoas conscientes que são, e estando agora no conhecimento de que as suas caches estavam numa ZPT fizeram o que era lógico. Arquivaram as caches.
Comentários como os que li, onde dizem que não "nos" deixam caminhar na Arrábida não fazem qualquer sentido. Eu não sou técnico, mas se estas zonas foram definidas com um estatuto de protecção máximo, acredito que a intenção é proteger. Independentemente de os geocachers serem ou não amigos do ambiente, há muitos sítios em que a presença humana causa realmente impacto. Também convém ter em atenção que o caso da Arrábida e do Gerês são algo distintos entre si, pelo menos assim me parece; no PNPG a área (km2) ocupada pelas ZPT é muito maior, enquanto que no PNA é muito mais localizada. Há ainda muitas zonas onde é possível caminhar e apreciar a serra.
Em relação à cache do Arco da Pombeira, está em análise pois a ZPT começa precisamente naquela zona. Poderá ser encontrada uma solução para a manter, ou não. Em todo o caso os acessos estão definitivamente fora... é assim que começam os boatos

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Há no entanto muito a fazer e a melhorar no que diz respeito à protecção da área do PNA.