PR17 Parte 2
Uma paragem, bem vinda, na casa do caramujo, foi aproveitada para uma merenda e descansar um pouco, pelo menos as pernas...a língua e o maxilar, não deu para descansar muito, pois as brincadeiras eram uma constante e as gargalhadas não paravam. Uns ao sol, outros à sombra, deliciávamos o respectivo lanche em forma de almoço e ainda fomos presenteados com a chegada de outro grupo que por ali andava a passear e escolheu o mesmo local para merendar.
Após termos saciado a larica que já havia aparecido, ainda houve tempo para alguns membros do grupo explorarem a zona por ali perto, tendo estes, após uma pequena subida íngreme, terem tido a oportunidade de conhecer um pequeno miradouro. Era hora de juntarmo-nos ao grupo e partir, rumo à Encumeada.

Partimos, deixando para trás a beleza do local e a sombra que fez as delicias de quem aproveitou para arrefecer um pouco. À saida, atravessámos logo um "campo" de urzes, cobertas com musgo, o local parecia mágico tal era a sua beleza. Continuando esta nossa viagem, saindo do "local mágico" deparámo-nos com uma lagoa, não tinha água, mas nem por isso deixou de ter o seu encanto.

O bom tempo continuava, e nós seguimos esta nossa caminhada que continuava a nos apresentar belíssimas paisagens, mas nem só as paisagens nos deslumbravam, pequenos pormenores da natureza, também nos chamavam a atenção, cogumelos, plantas, folhas, agua, formações rochosas, tudo era apreciado e fotografado.O percurso completo, é um pouco exigente para os menos habituados a caminhadas longas mas sem duvida que vale a pena o esforço. Somos contemplados com belas paisagens, quedas de agua, tuneis, pequenos vales que fazem lembrar trincheiras mas cobertas com musgo dando um toque de beleza indescritível.





Caminhávamos com rumo traçado aquela que seria a primeira cache a ser visitada neste troço do trajecto,
Vistas Fantásticas, que pelo nome já colocava a imaginação a funcionar imaginando como seria o local. Sem muitas palavras que o possam definir, podemos dizer que a chegada a este local, era digno de um qualquer filme que retratasse uma viagem longínqua e que retratasse a chegada a um local fabuloso, pois era este um dos muitos adjectivos que poderiam ser usados para tentar descrever a beleza do local.
Chegados do meio da vegetação, por entre árvores que antecedem a nossa chegada as "vistas fantásticas", foi possível
observar um longo e estreito caminho com protecção de ambos os lados que claramente fez lembrar um filme com um cenário majestoso, claro que os registos fotográficos não podiam faltar. As surpresas não se ficaram por ai, e uma das maiores surpresas foi depois, atravessar esse caminho que tínhamos pela frente, a paragem a meio era inevitável, as paisagens circundantes eram de cortar a respiração, parecíamos estar suspensos e com uma panorâmica 360º sem igual. Demorámos mais que o necessário para atravessar esta parte do percurso, queríamos observar todos os pormenores da paisagem que nos circundava.
Todos o percurso era feito com alegria, algum cansaço que era recompensado por tudo o que víamos, com as brincadeiras habituais, as poses para as fotos, tudo era de nos por de cabeça para baixo..literalmente, como comprova a fotos que o nosso amigo João, habituado a estas poses, nos proporcionou é caso para dizer: momentos fantásticos.
Seguimos o nosso caminho e agora tínhamos pela frente mais de 800 degraus com inclinação considerável, valia-nos que eram a descer. Saíamos do local conhecido pelos geocachers como, vistas fantásticas, mas não seguíamos para local menos bonito, estes degraus, tal era a sua inclinação, fazia parecer que estávamos a mergulhar para dentro da floresta, até porque, decidimos percorre-los em passo de corrida onde não existia uma competição mas o da frente tentava correr mais que o que vinha atrás pois a inclinação do terreno fazia pensar que se um caísse, quem estava a frente iria cair e em tom de brincadeira, andávamos a tentar fugir uns dos outros para que ninguém acabasse ficando por baixo de ninguém...claro que não queríamos que ninguém se magoasse mas ao fim ao cabo acabou sendo uma motivação extra para não notarmos tanto a descida e torna-la mais rápida, mas não necessariamente mais fácil.
Depois da descida, um pequeno espaço com o trilho minimamente nivelado, permitiu algum descanso ás pernas, que ainda tremiam da descida "alucinante" em modo de corrida, mas não por muito tempo, pois tínhamos ainda uma outra subida pela frente, ainda que mais curta, era também esta, um pouco inclinada e seria o ultimo esforço até alcançarmos novamente a levada.
O rumo agora no gps estava traçado para o gz da cache
Iris, que foi o lugar escolhido para uma pequena paragem para comer mais qualquer coisa e matar a sede. Após o registo feito, seguimos rumo à encumeada, e pelo caminho visitar mais algumas caches:
Arco da Velha ;
Wauwi's Leva e
Hike to Folhadal.
Esta nossa aventura estava a chegar ao fim, 30km de momentos bem passados em boa companhia, paisagens deslunbrantes, quedas de água refrescantes, natureza cativante e sua beleza inconfundível. Chegámos finalmente ás viaturas visivelmente cansados mas satisfeitos, afinal de contas, tudo correra bem e tínhamos testemunhado, não que houvesse duvidas, a essência da beleza da natureza e todo o bem estar que cria a quem gosta de se fazer passear por entre esta.
A aventura já tinha terminado mas o convívio não, e antes de seguirmos para as respectivas viaturas, estávamos a limar as arestas de onde seria a paragem para nos deliciarmos agora com o famoso liquido amarelinho cá da ilha: a poncha. Lembro-me que acabámos saindo de lá já era noite e estávamos ainda mais alegres do que quando chegámos.

