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PMARQUESLB found "Pit Stop"
19 December 2013 Written by 

PMARQUESLB found "Pit Stop"

Já com as coordenadas nas mãos desde que este enigma foi publicado, só hoje houve oportunidade para fazer a visita. Nessa altura, quando vi onde era a GZ, o pensamento que me ocorreu foi que seria mais um motivo para voltar a um lugar onde já tinha estado, e seria também um 2 em 1!!
Entretanto, por várias vezes fui ao Faial “fazer caixinhas” nestas semanas e por várias vezes disse para mim: “Aida não é hoje, mas um dia destes vou outra vez até aí !!!”. Durante meses e meses sabia que tinha de cá vir, foi uma questão de tempo, muito tempo 


Hoje preparei a máquina para a dura prova, sabendo que haveriam no entanto algumas “pit stops” pelo caminho antes da “verdadeira”, o que efectivamente veio a acontecer  !! Só que fiz uma má escolha de pneus, montando um “set” muito usado e antigo. Tinha chovido na noite anterior nesta zona e eu não sabia. Como tal, o piso apresentou-se escorregadio e eu apresentei-me de “slicks” para este circuito do Geocaching. O sentimentalismo sobrepôs-se à razoabilidade, e querendo prestar uma homenagem às minhas primeiras Berg (hoje em dia encostadas às boxes, mas sempre em estado de prontidão para uma “intervenção rápida” se for necessário), levei-as de novo lá acima quase 10 meses depois!!

Para não haver dúvidas, ao chegar ao estacionamento perguntei a uns “comissários de estrada” qual o melhor acesso para chegar à “Pit Stop”, pelo que me indicaram várias alternativas, mas recomendando uma ali mesmo ao lado. Ainda numa fase inicial do desafio, o circuito apresentava-se em obras camarárias, pelo que tive literalmente de pedir licença para passar. Lá fui subindo pelo circuito acima, mas chegou a uma altura em que fiz uma errada opção de percurso e desviei-me inadvertidamente do trilho principal . Naturalmente o matagal ia invadindo cada vez mais a pista, chegando inclusivamente a dar com um beco sem saída num ponto onde praticamente só cabia este que vos escreve. Toca a engrenar a marcha-atrás, manobra lenta e algo problemática dado o estado escorregadio do piso, mas concluída sem “aranhões na pintura” .

 

Alguns minutos depois lá dei com o circuito outra vez, neste local muito visível e não passível de enganos. A partir daqui foi sempre em frente, mas por diversas vezes tive de recorrer ao uso de bloqueios de diferencial, pois como já referi várias vezes, o piso estava mesmo escorregadio, e nestas condições toda a tracção disponível nunca é demais. E chegara a altura da 1ª “pit stop”. Não a verdadeira mas uma necessária… muito necessária . O motor aqueceu demasiado e a paragem provisória foi mesmo necessária, aproveitando-se para “deitar água no radiador” para não correr riscos de queimar a junta da cabeça  !! Com a temperatura já mais baixa, arranquei para a etapa final do circuito, na expetativa de só ter de parar na verdadeira “Pit Stop”. Mas só que a determinado ponto a paisagem envolvente ao circuito era tão esplendorosa que o piloto distraiu-se e parou em plena pista para observar a paisagem. E ao olhar com mais atenção interrogou-se: “O que é aquilo lá em baixo?? Será que afinal não estou na direcção da “pit stop” correta?? ”. Só depois lembrou-se que ao objecitvo final estava ainda a algumas centenas de metros adiante, e lá arrancou para a última perninha desta aventura de “tirar a respiração”, literalmente  !!!! E foi então que ao virar na ultima curva chegou à original, a única, a “PIT STOP”!! Agora faltava somente descobrir aquela peça da engrenagem a que chamam “container”, sem a qual não fazia sentido nenhum vir cá (pelo menos para mim  !!). Seguindo a dica e sobretudo o GPS ele apareceu pouco depois. Missão cumprida, visita registada , era tempo de voltar à base… mas seria mesmo esse o próximo destino  ?? O piloto não me respondeu e arrancou disparado para destino incerto afirmando que voltaria a passar neste local daqui a uma meia hora… onde terá ido ?


Mas a verdade é que cumpriu a sua promessa, só que agora surgia outro pequeno problema: enfrentar a descida ingreme e escorregadia como o cerro madeirense !! A maior parte da descida foi feita em 1ª ou 2ª velocidade e a acelerar, como mandam as regras do TT (acho eu…) quando se enfrenta um lamaçal descendente e corre-se o sério risco de perder o controlo da máquina. Como tinha pneus slicks montados (as Berg prestaram um grande serviço no meu 1ª ano como geocacher, mas desta vez não inspiravam grande segurança devido ao desgaste do piso), maior ainda era o risco de sair disparado do trilho correto. Com cuidado fui descendo, por vezes recorrendo ao uso de cintas (leia-se braços  ) para não deslizar descontroladamente. Mas o momento do despiste não tardou , e quando descia um degrau sem cintas de apoio, não consegui evitar um deslize prolongado e deu-se um Capotanço !! Fiquei deitado em cima de uns arbustos, mas a mochila que trazia às costas amorteceu a maior parte da queda, e mais uma vez não houve “riscos na pintura”, só lama pastada na carroceria em quantidade razoável  !! Faz parte  !! Até voltar ao “parking” ainda se passaram largos minutos, sempre com atenção redobrada. Perto do fim voltei a passar pelos funcionários camarários que referi no inicio, que devem ter pensado “O que é que este gajo terá ido fazer para ali?” … mas lá cheguei ao final da corrida, sempre com a satisfação de ter cumprido aquela “Pit Stop” obrigatória!! 



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