Claro está que geocacher que se preze confia cegamente no seu GPSr e, portanto, fomos pelo caminho mais longo, pois os mapas ainda não reconhecem a nova CREP.
Tudo bem. Afinal de contas, ainda nos faltava "qualquer coisinha" de estrada de montanha...
Após algumas peripécias e muito riso, eis-nos chegados a Rio de Frades.
Quanto não valeu a experiência do k!nder por estas bandas para que, enquanto todos estacionavam os cachemobiles na aldeia, o Gueu seguisse por aquela inclinada estrada acima
.
Os valentes quatro mosqueteiros ainda esperaram uns bons minutos pelo resto da trupe, enquanto fazíamos macacada numas máquinas que por lá repousavam.
E por falar em trupe, esta foi composta, todo o dia, por:

Anjomaco (o homem da festa);
julioverne (também ele em festa);
20 ver;
PECGrupe (os 4);
Foscacap;
Gueu
Pintelho
andrea_r (teve que aturar a maluqueira do marido);
buscaterra;
k!nder (arrastado de casa pelas orelhas).
Era então, hora de fazer a curta caminhada entre o local onde os mais espertos estacionaram e a Perdida Mina Nazi.
A caminhada é curta, cerca de 200 ou 300 metros até à entrada. Não é particularmente fácil, dado que o xisto predominante na região se torna escorregadio com as chuvas (ainda me valeu um bate-cú no regresso).
Pelo caminho, entre uma e outra fotografia, dei por mim a pensar no ambiente que aquela serra viveu no início da década de 40 do século passado. Um mundo em Guerra, e aquela "ilha" de paz podre. De um lado, alemães a explorarem o volfrâmio. Do outro, ingleses a explorarem o mesmo minério, sem agressões. Um cenário digno de um filme, sem dúvida.
Foi, então, absorto nestes pensamentos que dei com a entrada da mina.
Antes de entrar, alguns comentários, uma foto de grupo, a preparação das lanternas e "toca a andar".
Um a um, entrámos no reino dos nazis.

A humidade era mais que muita, e das paredes e teto da mina chovia, literalmente, uma água com um cheiro doce. O chão, húmido tinha alguns perigos, mas não muitos, mesmo para um frontal fraquinho como o meu.
Aproveitei para fazer o trajeto de ida a filmar. Lentamente, porque gostava de imaginar as condições em que ali se minerava o material para a guerra, ia fechando a fila.
Pouco a pouco, a luz ao fundo do túnel tornava-se maior e, nos metros finais, até foi possível desligar o frontal.
Excelente, embora "straightforward".
Do outro lado, nem vi a cache ser encontrada. Os grupos grandes têm esse problema. Há sempre algum entusiasta que não espera. Mas vá, diga-se em abono da verdade, a cache era o menos importante, e aproveitei para fotografar o rio que ali corria, a bela cascata, a chamar para um mergulho e, lá no alto, mais uma mina, o nosso objetivo seguinte.
Atirados os foguetes, batidas muitas chapas, e desfrutada a paisagem paradisíaca a nossos pés, estava na hora de regressar.
Mais uma vez, deixei-me ficar para o fim.
Desta vez, deixei os olhos habituar-se à escuridão e aproveitei para explorar os corredores laterais de uma mina que faz, mais ou menos, uma cruz.

Quando saímos, já a maioria do grupo esperava, ansiosa.
Era hora de regressar, com o sentimento de missão cumprida.
Não me apetecia, confesso, regressar ao século XXI, pelo que fui aproveitando para, ao fundo, fotografar as ruínas das casas que serviam de apoio aos mineiros, e onde haveríamos de aloçar, horas depois.
Para já, era tempo de seguir pelo caminho do carteiro, embarcar numa nova aventura, e procurar uma engraçada letter.
Obrigado a todos os companheiros de aventura pelos bons momentos e, claro, aos Cacheiros, por esta fabulosa cache Vencedora!
Favoritada, sem margem para dúvidas.

