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Pintelho found The Lost Nazi Mine [Arouca]
01 March 2013 Written by  Pintelho

Pintelho found The Lost Nazi Mine [Arouca]

Found it Pintelho found 2 The Lost Nazi Mine [Arouca]


O dia era de alegria.

Afinal de contas, não é todos os dias que juntamos duas milestones tão redondas num único momento.
Para o anjomaco eram 2.000. Para o julioverne, 1.000 tesouros encontrados.
Para os restantes, um pretexto para visitar ou revisitar Rio de Frades e as suas minas de volfrâmio abandonadas.
Assim foi.
Era ainda bem cedo quando o k!nder me apanhou. Destino: pastelaria, para tomar o pequeno-almoço.
O resto do grupo, esse, ainda dormia.

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À hora marcada, já de barriga cheia, eis que eu e o k! nos apresentamos nas coordenadas combinadas mas... não havia ninguém. Por incrível que parecesse, os tipos que foram ao pequano-almoço foram, ainda, os primeiros a chegar.
Aos poucos, porém, todos se foram aproximand e, pouco depois, fazíamos uma paragem técnica, ainda em Braga, para apanhar a autoridade 20 ver e tomar café.

 

 

Claro está que geocacher que se preze confia cegamente no seu GPSr e, portanto, fomos pelo caminho mais longo, pois os mapas ainda não reconhecem a nova CREP.
Tudo bem. Afinal de contas, ainda nos faltava "qualquer coisinha" de estrada de montanha...
Após algumas peripécias e muito riso, eis-nos chegados a Rio de Frades.
Quanto não valeu a experiência do k!nder por estas bandas para que, enquanto todos estacionavam os cachemobiles na aldeia, o Gueu seguisse por aquela inclinada estrada acima Icon Smile.

Os valentes quatro mosqueteiros ainda esperaram uns bons minutos pelo resto da trupe, enquanto fazíamos macacada numas máquinas que por lá repousavam.
E por falar em trupe, esta foi composta, todo o dia, por:

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Anjomaco (o homem da festa);
julioverne (também ele em festa);
20 ver;
PECGrupe (os 4);
Foscacap;
Gueu
Pintelho
andrea_r (teve que aturar a maluqueira do marido);
buscaterra;
k!nder (arrastado de casa pelas orelhas).

 

Era então, hora de fazer a curta caminhada entre o local onde os mais espertos estacionaram e a Perdida Mina Nazi.
A caminhada é curta, cerca de 200 ou 300 metros até à entrada. Não é particularmente fácil, dado que o xisto predominante na região se torna escorregadio com as chuvas (ainda me valeu um bate-cú no regresso).
Pelo caminho, entre uma e outra fotografia, dei por mim a pensar no ambiente que aquela serra viveu no início da década de 40 do século passado. Um mundo em Guerra, e aquela "ilha" de paz podre. De um lado, alemães a explorarem o volfrâmio. Do outro, ingleses a explorarem o mesmo minério, sem agressões. Um cenário digno de um filme, sem dúvida.
Foi, então, absorto nestes pensamentos que dei com a entrada da mina.

 

Antes de entrar, alguns comentários, uma foto de grupo, a preparação das lanternas e "toca a andar".
Um a um, entrámos no reino dos nazis.

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A humidade era mais que muita, e das paredes e teto da mina chovia, literalmente, uma água com um cheiro doce. O chão, húmido tinha alguns perigos, mas não muitos, mesmo para um frontal fraquinho como o meu.
Aproveitei para fazer o trajeto de ida a filmar. Lentamente, porque gostava de imaginar as condições em que ali se minerava o material para a guerra, ia fechando a fila.
Pouco a pouco, a luz ao fundo do túnel tornava-se maior e, nos metros finais, até foi possível desligar o frontal.
Excelente, embora "straightforward".

 

Do outro lado, nem vi a cache ser encontrada. Os grupos grandes têm esse problema. Há sempre algum entusiasta que não espera. Mas vá, diga-se em abono da verdade, a cache era o menos importante, e aproveitei para fotografar o rio que ali corria, a bela cascata, a chamar para um mergulho e, lá no alto, mais uma mina, o nosso objetivo seguinte.
Atirados os foguetes, batidas muitas chapas, e desfrutada a paisagem paradisíaca a nossos pés, estava na hora de regressar.

Mais uma vez, deixei-me ficar para o fim.
Desta vez, deixei os olhos habituar-se à escuridão e aproveitei para explorar os corredores laterais de uma mina que faz, mais ou menos, uma cruz.

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Quando saímos, já a maioria do grupo esperava, ansiosa.
Era hora de regressar, com o sentimento de missão cumprida.
Não me apetecia, confesso, regressar ao século XXI, pelo que fui aproveitando para, ao fundo, fotografar as ruínas das casas que serviam de apoio aos mineiros, e onde haveríamos de aloçar, horas depois.
Para já, era tempo de seguir pelo caminho do carteiro, embarcar numa nova aventura, e procurar uma engraçada letter.

Obrigado a todos os companheiros de aventura pelos bons momentos e, claro, aos Cacheiros, por esta fabulosa cache Vencedora!

Favoritada, sem margem para dúvidas.



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