
Chegado o dia, estava combinado às 9.30h em Porto de Mós, e para além de mim e do Manel estaria o Pedro Cardoso com a esposa, Clara e o pequenote. Juntar-se-ia também um geocacher que vive em Porto de Mós e que é amigo da família Cardoso, sendo tal como eles biólogo.
Acabei por ter que preparar o dia para poder estar mais descansado o resto da tarde, o que me fez sair mais tarde de Lisboa. Voando em direcção à Mina da Bezerra, onde comecaria a caminhada, por Rio Maior e depois pela serra por caminhos secundários cheguei ao ponto inicial quase 2h depois dos colegas se terem encontrado. Tinha mais de 1h de atraso, mas estava disposto a recuperar o avanço.
Ainda para ajudar uma retroescavadora esteve uns quantos minutos a abrir um buraco para um poste ocupando toda a estrada, o que ainda me atrasou mais. Mas o objectivo estava traçado: apanhá-los no máximo junto à cache.
Tinha também levado a máquina de filmar para apanhar algumas imagens da Rota agora transformada em Ecopista. Desde os tempos do velho caminho de balastro e mato que não o atravessava, estava por isso curioso para ver como tinha ficado depois das obras.

Estacionado junto ao campo de futebol da Bezerra, começo a descida, primeiro ainda umas centenas de metros no alcatrão, e depois finalmente o início da Ecopista, agora com um portão que evita a passagem a veículos motorizados. Notório o investimento que aqui se fez, só em sinalizadores LED no chão nem quer imaginar quanto foi...
Devo admitir que os primeiros quilómetros foram feitos num misto de passo acelerado, marcha, e corrida ligeira. Um tripé, uma mochila e máquinas na mão não permitiam mais. Umas paragens breves para fotografar e filmar, comtemplar paisagem, beber uns tragos de água e voltava à minha marcha descendente.
Tal não era a embalagem que me esqueci que havia uma cache pelo meio do caminho junto à casqualheira da curva. Ficará para um próxima.
Mais umas rectas, umas ligeiras curvas à esquerda, um miradouro sobre a vila de Porto de Mós e por fim avistado o 1º túnel. E logo depois avistado o Manel, que já vinha andando ligeiramente para trás. Segui até ao grupo, que terminava o petisco e a paragem técnica para também fazer a cache, e foi a minha vez de tentar. Pelos vistos, caí na mesma asneira do Manel, e com as coordenadas que tinha fui parar umas duas dezenas de metros acima de onde está a cache, subindo por entre os dois túneis uma enconsta inclinada, húmida, escorregadia, cheia de musgo, perigosa. Já lá em cima mandaram-me para baixo, pois claro... :)

O Manel deu-me umas luvas para mão dizendo que podia precisar delas...foi isso que me enganou, e os passos dele cravados no musgo. Foi só seguir o trilho e claro, tal como ele se tinha enganado também eu me enganei. Depois de descer e tentar ser mais racional na busca e menos apressado lá dei com o local da cache e com o dito garrafão de 5l de água que alguém deixou, e bem, junto à mesmo. É que para quem faz a Ecopista e só termina em Porto de Mós este ponto coincide com o meio do percurso, e a ausencia de pontos de água será certamente sentida se não forem preparados.
Depois de assinar o logbook e de também tirar a foto da praxe com a fisga do Manel, seguimos os 6 para baixo, terminando poucos metros depois a ecopista e entrando em caminho mais acessível a outros veículos. Ali, decidimos continuar pela antiga linha descendo até junto à entrada da antiga pedreira que ficava e meio da encosta, encravada entre a linha que ziguezagueava a enconsta da serra.
Depois de chegados a este ponto rumámos por entre vinhas, instalações industriais e depois casas até ao local de encontro e final da caminhada, a velha Central Termoeléctrica.

Chegádos ao local, uma pausa para restabelecer algumas energias e depois uma visita à Central.
Para mim era uma nova visita a um local já conhecido, pois era ali que terminava a nossa cache da Rota do Carvão, local que tinhamos escolhido para terminar esta caminhada de cerca de 12km desde a entrada da Mina da Bezerra até ali.
A história da cache da Rota do Carvão foi um dos marcos importantes no meu geocaching. Poder ter uma cache a meias com o Olharapo quase no seu quintal foi algo que me orgulhou muito. Infelizmente a cache não durou muito, porque o local da cache final foi vandalizado. Depois foi já em 2010 que acabou por ser aquivada porque nem eu nem o Paulo conseguimos dar-lhe os melhoramentos necessários. Foi pena a sua perda, mas agora temos uma Ecopista melhorada, caches ao longo da mesma, e um passeio muito agradável para fazer, conforme se pode ver pelas fotos.

Bom depois da visita à central eu o Manel e o Pedro fomos buscar os outros carros ao ponto inicial da caminhada e visitar umas dezenas de metros da mina, que para eles era desconhecida por completo.
Voltámos a Porto de Mós, e procurámos um local para almoçar, acabámos ali perto do centro numa pizzaria recomendada por um colega de trabalho, de onde saímos já bastante depois das 16h.
Despedidas, e cada um foi para o seu lado. Aproveitando o caminho para Lisboa ainda desencaminhei o Manel para ir comer Picante do Tou Perdido a Rio Maior.
Muito obrigado pela dia proporcionado, onde a cache foi apenas o bónus desta caminhada feita entre amigos!
Cláudio Cortez
clcortez
