Pelas fotos que observei na página, já tinha esboçado uma ideia sobre o que iria encontrar, mas mesmo assim consegui ser agradavelmente surpreendido pela beleza natural do local.

Sendo eu um nativo de um signo dependente do precioso líquido composto por moléculas com dois átomos de hidrogénio e um de oxigénio, a minha opinião sobre o local poderia ser duvidosa, pois o cantarolar harmonioso da fluidez líquida que se pode escutar ali, deixou-me automaticamente extasiado e incapaz de encontrar algo que pudesse destoar na moldura tridimensional que a mãe natureza deu à luz por ali.
Até o São Pedro, que durante o inicio da manhã teimou em despejar enormes regadores ao longo de toda a viagem, se cansou e resolveu acalmar a molhada tormenta. Para a aventura se tornar perfeita apenas faltou o brilho do astro-rei, que viu a sua virilidade posta em causa pelo espesso e opaco manto cinzento que teimou em esconder o firmamento.

Após ter descoberto o esconderijo e deixado o meu registo no valioso livro, a genica da minha infância, em jeito de criança rebelde e irrequieta levou a que saltitasse de recanto em recanto e apreciasse vagarosamente o local, enquanto captava umas imagens para mais tarde recordar e também decorar o relato que agora estou a escrever.
Esta é uma daquelas caches que traz à tona da por vezes oculta realidade, o sentido e essência do geocaching – “Uma geocache não é somente um contentor e o verdadeiro tesouro é a experiência, o conhecimento e a descoberta!”
Obrigado ao owner por me ter revelado este local, que de outra forma nunca visitaria.
OPC –TFTC
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