As condições atmosféricas pareciam não querer ajudar e umas gotas de chuva caíram sobre o grupo que se juntava e ia preparando o material. A boa disposição reinava e ninguém pensava em arredar pé. Afinal houve uma aberta, que durou quase todo o tempo.

O poço que parecia não ter fundo era um pouco intimidante. Com os arneses e restante parafernália já colocados, iniciei a descida, primeiro com passos hesitantes e depois já a experimentar pequenos saltos, em pleno rappel.
Lá em baixo, parece entrar-se noutro mundo. A chuva miudinha tinha ficado lá em cima; ali havia uma atmosfera parada, onde a respiração se condensava em pequenas nuvens e se misturava com o minúsculo pó que pairava.

Logo à entrada, uma salamandra. Descendo cuidadosamente ainda mais para o interior, por sobre um declive de cascalho, chega-se a um plano firme, de onde se podem ver as estalactites, estalagmites e até uma coluna intacta. Alguns ossos de pequenos animais, aqui e ali.
Há uma sensação de paz.
Mas... Até aqui se nota a incúria de uns poucos: lixo. Aproveitámos para fazer um CITO.

A cache - afinal o objectivo - parecia agora secundária. Apesar disso, foi procurada e encontrada.
Esta iniciativa revelou-se mais um sucesso do BTC. Parabéns à organização e um especial agradecimento ao Felinos, pela paciência em explicar a técnica e em ajudar na descida e subida.
