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ajsa found Freedom
05 October 2012 Written by  Ajsa

ajsa found Freedom

Imagem ajsa found (tradicional-) Freedom

Recordo o momento dos owners confidenciaram a intenção de publicar esta cache. “esta semana vamos ali colocar uma cache”, revelaram em jeito de despedida dum fim-de-semana que nos ficou na memória com alegrias e satisfação de conquista doutros locais selvagens e livres como este agora também alcançado.

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Muito embora o dia havia acordado mal disposto, já não chovia desde meados de março, quase há meio ano atrás, a nossa vontade em aproveitar a chuva com alegria como quem vai para a praia num dia solarengo era imensa e nos planos estava o alcance à liberdade e mais uma ou outro que viesse como bónus.


Estacionamos numa encruzilhada a pouco mais de 500 metros da cache em linha reta onde era possível observar que dali para a frente só mesmo num 4X4, abrimos as portas e fizemos um descontraído pic-nic com toda a calma alentejana.
Dividiria a aventura em duas partes, uma primeira, o prelúdio da liberdade, a calma descida até ao nível do mar que pode ser alcançado por quase todos com mais ou menos dificuldades ou medos. Assim o fizemos, todos em fila indiana desde a pequena Beatriz que conquistou a primeira década de idade, passando pelo Zé que com dificuldade quer entrar na puberdade continuando com a Ana no auge da juventude até aos pais mais doidos ou infantis que os próprios rebentos prosseguem incautos à segurança dos filhos. [:)]

 

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Nada disso, estes estão bem domesticados e conscientes dos perigos que podem surgir nas aventuras que partilham com os pais e ao longo da jornada até ao mar são constantes os avisos “afastem-se mais da berma”; “desçam de lado, passo por passo”.
Todos adoraram a descida e a sensação de conquista. Era o momento de relaxar e desfrutar do local e torna-lo memorável para a eternidade com as fotografias que o pai tanto gosta de fazer apesar de ser um chato de todo o tamanho porque descobre que os olhos estavam fechados, ou olhar estava errado ou a gaivota atravessou-se no caminho tirando uma e outra e mais outra fotografia até se acabar o rolo.

Com um enorme sorriso, chega o momento do interlúdio, deixando para trás os mais novos e subir em direção aos céus onde moram as gaivotas. A subida fez-se sem qualquer problema em direções serpenteantes e chegando ao topo a sensação é extraordinária bem ao jeito do Leonardo que se colocou na proa do Titanic para sentir o vento a roçar as orelhas. Nesta altura há um stress, a Ana, incauta, pisa o xisto que se desfaz. Senti uns calafrios e instintivamente desci o centro de gravidade agarrando-a com toda a força que não imaginava possuir. Felizmente tudo não passou dum valente susto mas o certo é que aquela imagem misturada com suposições criadas pela minha mente, paralisou-me e obrigou-me mesmo a estar ali durante uns bons minutos. Refeito do susto, e com muita vontade de arrear na doida, seguimos os últimos metros na busca do gato que por muito que miasse não o conseguíamos avistar. Um telefonema ao owner resolveu o problema e corrigiu as erradas indicações do GPS que insistentemente nos queria enviar 20 metros para o vazio.
Miau…. Miau… lá estava ele agachadinho. A alegria tomou conta de nós, era altura de regressar e fazer o percurso inverso saboreando a liberdade alcançada.

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Muito obrigados pela aventura, pela partilha e nos ter trazido até este local cheio de magia e, sobretudo, muita liberdade.

Adoramos!!!



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