Print this page
no GZ#1 by tiagosgd
26 December 2013 Written by  TiagoSGD

no GZ#1 by tiagosgd

Muitos se questionam como é que o senhor Pai Natal consegue passar por tantos milhares de casas numa só noite. A sua velocidade é tal que ninguém lhe mete os olhos em cima.

Na última noite de natal, na passada terça-feira, fiz algo que nunca ninguém fez antes de mim: coloquei um sistema de raios laser a rondar a chaminé de minha casa, e duas câmaras com sensores infra-vermelhos. Eu tinha de apanhar o homem das barbas brancas para saber como é que ele escapa aos muggles, as "terríveis" crianças que esperam a sua chegada, com os olhos postos na janela do quarto. Com esta informação extremamente valiosa, poderia cachar à vontade a qualquer hora do dia.

Entretanto adormeci.

Na manhã do 25, corri para a árvore de Natal: estava com alguns presentes... a crise chegou à velhinha fábrica do Pai Natal. Ao menos ele tinha vindo: o idoso encontrou a minha casa, deu com a minha chaminé, passou por ela, não sujou nada, e aterrou aos pés da árvore dos chineses. Não ativou o alarme, nem foi capturado pelas câmaras. Raios.

A tarde do 25 é tarde de Música no Coração. Como já conheço as melodias de cor e salteado, de trás para a frente, decidi ir às cachinhas. E fui. Destino: Deep Throat, norte de Biseu. A entrada para a garganta funda estava aberta. Alguém estava lá dentro. Decidi esperar um pouco. Não haviam sinais de geocachers. Estaria o owner a fazer manutenção? Iria conhecê-lo?

De repente, as escuras nuvens começaram a afastar-se e a deixar brilhar um forte sol. Senti uma suave brisa. Aos meus ouvidos chegava o som de pequenos sininhos. Parecia Natal. Só faltava a neve.

E do fundo da garganta saltaram 9 renas, que puxavam um grande e pesado trenó vermelho. E eis que vejo o famoso Pai Natal. Não estava propriamente de vermelho vivo, mas sim vermelho cor de lama. As barbas pingavam. E disse-me: "Estive aqui toda a noite, encravado lá em baixo, a fazer manobras com o trenó. Ainda por cima já tinha lá em baixo um caixote cheio de presentes! Vou queixar-me ao sUp3r revisor das chaminés. Isto não fica assim. 'Não habia nexexidade', como diria o velho Serafim."

E foi-se embora a resmungar... Nem me deu tempo de dizer que a frase era do Diácono Remédios. Pelo menos vi que ele é pouco discreto no GZ das caches.

Amarrei-me às cordas e desci... sem sujar-me. Loguei. E fui embora.

Quanto a esta crónica de aventuras no GZ... ela volta, se eu não for despedido, no próximo ano! Até lá... durmam devagarinho!

 

 

 

 



1 comment

Login to post comments