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Desportos Verticais - Parte II
28 May 2012 Written by  Vasco Gonçalves

Desportos Verticais - Parte II

Hoje vou vos apresentar mais umas quantas modalidades de escalada.

Escalada Clássica

É a escalada livre por excelência. Pratica-se em rochedos “virgens” (de qualquer equipamento) e requer que seja o próprio praticante a colocar as suas proteções (escoras, pitões, etc…).

 

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Em algumas vias, há equipamento parcial no local (pitões não retirados, por exemplo), mas este deve geralmente ser completado ou substituído se estiver velho ou houver a menor dúvida sobre a sua solidez.

Este tipo de escalada é também denominado “terreno de aventura”. Para não entrar no debate da definição exata dos termos “terreno de aventura”, proponho-vos uma definição, a da FFME (Federação Francesa de Montanha e Escalada):

Os terrenos de aventura: falésias, paredes não equipadas de forma permanente ou equipadas de forma aleatória, sem verificação. São os terrenos de prática que requerem a maior competência da parte do praticante de escalada, que deve efetivamente colocar e avaliar toda ou parte das suas proteções.”

Esta definição não é exaustiva, mas acho que representa bem o contexto no qual se pratica esta escalada de nível mais elevado.

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Big Wall

Em big wall, os praticantes progridem graças ao material. Efectivamente, utilizam os pontos de protecção (pitões, escoras, caleiras, …) não apenas para sua segurança mas também para progredir na via, com o recurso a material de progressão como estribos, ganchos, bloqueadores.

As big walls são escaladas com recurso a técnicas de escalada clássica. Medem geralmente várias centenas de metros de altitude e requerem vários dias de ascensão. Logo, é necessário levar o material que permita o bivaque na parede.

A big wall é um pouco o oposto da escalada de bloco, onde se escala com o mínimo de material.

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Via ferrata

É um itinerário desportivo em paredes rochosas, que envolve um equipamento específico (escadas, cabos, pontes de cordas, …) que permite a progressão. Os comprimentos dos percursos e os seus desníveis variam de um sítio a outro.

A origem da via ferrata está no início do séc. XX. Nesta época, o exército italiano começa a equipar algumas passagens nas “Escarpadas das Dolmites” com corrimãos e escadas, para facilitar a passagem das tropas alpinas carregando material pesado.

A aplicação desportiva da via ferrata começou realmente nos anos 80.

Ao contrário do que parece, a via ferrata é um desporto difícil (os níveis variam do fácil ao extremamente difícil), potencialmente perigoso e que requer material muito específico (corda de via ferrata). Efectivamente, uma queda em via ferrata pode ser muito mais perigosa a nível de factor de queda que em escalada. Teremos oportunidade de ver este aspecto técnico (e mesmo científico!) em maior detalhe posteriormente.

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