November 1, 2010 by corvos
Diz a lenda que "… Ulisses se tomou por amores por Ofíussa e quando o herói homérico regressou à sua pátria troiana no navio "Argos", Ofiússa vendo-se abandonada e só, se tomou de cólera e fez estremecer o planalto do Tejo cujos estertores telúricos fizeram nascer assim as sete colinas de Olíssipo, hoje Lisboa …".
Nós os corvos, tomámo-nos de amores pelas colinas da nossa cidade branca e por muitas e boas caches, nela espalhadas. Ruas, Becos, Largos, Escadinhas, Pátios, Travessas, Calçadas e Avenidas, atravessadas pelos pregões dos que vendem, dos ardinas que anunciavam as noticias, hoje restam alguns cauteleiros que apregoam a sorte grande, os cheiros dos manjericos, a chegada das andorinhas na primavera, das flores dos jardins, da sardinha assada no verão e as castanhas no tempo delas, da roupa lavada e colorida nos estendais.
A sua luminosidade faz ciúmes à calçada portuguesa, e melhor que ninguém são as canções sobre Ela que uns escrevem e outros cantam, que nos desperta esta paixão.
Os amarelos da carris só tem paralelo com o azul do Tejo.
O Tejo que separa as duas margens, já foi tantas vezes elogiado, foi testemunha histórica da partida das caravelas que conheceram novos mundos, novas gentes. Viu chegar ouro, especiarias e tanta riqueza até então desconhecida.
É este conjunto de predicados que faz com que os alfacinhas, de gema e clara, amem a sua cidade, para nós será sempre a cidade mais linda do Mundo, com uma longa história para contar.
No reinado de D. Manuel I já circulava a frase “Quem nunca viu Lisboa, não viu coisa boa”
Obrigado por mais esta, pois agora vamos para mais um ex-libris da cidade, ou seja voar em direcção a meia dúzia de pastéis de Belém. Corvos
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Amo-te Lisboa - Cidade Branca
