
November 15, 2008 by Pache
#837
Esta cache no inverno é mesmo porreira e amiga da saúde.... e é que nem há lugar para colocar em mais lado nenhum, assim podemos sempre regelar os dedos dos pés atravessando a lagoa gelada.
Já cá tínhamos estado, 5 pessoas às voltas num local sem rede GPS, mas como não tínhamos os olhos experientes necessários fomos embora com um DNF no bolso. Na altura era verão e apesar da frustração acabou por ser divertido. Desta vez convencemos uns olhos desses que são necessários e lá viemos de novo ao local, aproveitando a visita à nova cache na zona. Não tardou a aparecer e o ed10 lá pagou uma dívida antiga que remontava a Setembro de 2007 ali para os lados da Nevosa ![]()
Às 15h já o local não tinha sol directo e o frio era o mote. Ainda deu para perceber que as botas que tão boa compra foram para caminhadas, com musgo e pedras molhadas não combinam muito bem.
Desta vez viemos num Xsara TT que nos levou até junto daquela casa no meio do paraíso, aproveitando que alguém se tinha esquecido da cancela aberta perto do Arado. Viemos a descobrir que tinha sido a empregada do sr Diamantino Santos, dono da casa de sonho. Encontramos esta simpática personagem, de origem no Porto, que há 50 anos ali vive e se passeia. Há pessoas com sorte!
No regresso já tínhamos o nome mágico para apresentar aos guardas florestais caso estes aparecessem!
August 15, 2008 by Bringer
Ora e que melhor maneira de me estrear nas caches do Gerês do que com uma bela banhoca numa piscina natural?
Meio ensonado pela longa noite de viagem que tive pela frente e com apenas uma misera hora de sono mal dormido, embarquei nesta louca jornada com o restante pessoal. Na verdade penso que o sono ajudou a não ter bem a consciência daquilo em que me estava a meter, mas ainda bem, pois este dia acabou por ser um daqueles memoráveis e que nunca mais irei esquecer.
A caminho da altaneira Rocalva, o percurso atravessava os domínios desta cache, pelo que a mesma não nos podia escapar. Depois dos carros estacionados junto ao rio Arado, um largo estradão de terra batida levou-nos mais para leste, através dos frondosos bosques deste belo parque natural, onde, imagine-se só, também existem verdadeiras casas de luxo perdidas no meio do nada.
Foi precisamente a partir daí que o caminho começou a estreitar e um serpenteante trilho nos levou até ao fundo do vale onde, por debaixo de uma ponte de madeira, corria um pequeno, mas formoso ribeiro de montanha. Aquela água límpida, que se esgueirava por entre os redondos blocos graníticos, era hipnotizante e imediatamente se me acometeu uma vontade irresistível de molhar o pé.
Mas o mergulho estava prometido e por isso contive-me mais um bocado até ao grande final. O trilho por esta altura era mentira e se queríamos chegar ao tesourinho só nos restava mesmo saltitar de pedra em pedra, de uma margem para a outra, rezando para que o chanato não resvalasse e acabássemos com a pata na poça.
Foi assim que os últimos 300 metros foram percorridos, a ritmo lento, mas firme e finalmente... o paraíso! Enquadrado pelas altas paredes rochosas ali estava a pequena lagoa azul! Água tão límpida que quase nem parecia estar lá! Já os mais adiantados tinham-se lançado ao banho e eu também não perdi tempo. Sabia que a água não devia estar propriamente quentinha, mas o aspecto do precioso líquido e a curiosidade de ver o local onde se encontrava a cache acabaram por me convencer praticamente de imediato.
A água gelada acabou por se aguentar bem, mais não fosse porque fiquei quase imediatamente "anestesiado". Confesso que foi mais uma travessia do que um banho, mas até soube bem. Para além disso o recanto onde a cache e encontrava era daqueles bem ao meu gosto! Espectáculo!
Lá estava ela já ao colo do CarolAngelPaul, pronta para receber o nome dos corajosos que conseguíssem atravessar a pequena lagoa. O meu nome lá ficou e, depois de um bom bocado a apreciar as sensações que aquele local me transmitia, susti a respiração e lancei-me de novo às límpidas águas para regressar a porto seguro.
Abençoada toalha de banho, que me fez companhia até àquela lagoa azul! É que para além de servir para mim, também acabou por secar o Drager e o Sagitário, que, para recompensa, teve de a acartar durante o restante dia
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E pronto! Depois de praticamente toda a gente ter ido ao banho, regressámos de novo pelo sinuoso curso de água até à pequena ponte de madeira e ao trilho que nos iria conduzir a uma das mais difíceis caches que já encontrei: Rocalva!
TNLN
TFTC!
Abraço!

