Nada a dizer que não tenha sido já dito em muitos logs, posts, fotos e vídeos. Com menos founds do que a sua continuação até Espanha deixo aqui apenas o log do último que a fez.
October 4, 2010 by rifkindsss
#2517, 2010/10/04 16:45
Ai caramba!! Que dor nas pernas e nos pés! Começámos bem cedo, às 07h10, no Pocinho. A ideia era sair de Barca D'Alva pelas 06h00, de modo a chegar ao Pocinho pelas 07h00, quando já houvesse alguma luz do dia. 20 minutos de atraso na saída, 10 minutos de atraso relativamente à hora objectivo. Não correu mal. Poderíamos ter apontado para as 06h30 no Pocinho, que seria uma boa hora para sair e dava-nos mais folga.
Como não sabíamos que tipo de andamento conseguiríamos ter e como já tinha havido malta a pernoitar a meio do percurso, fomos preparados para essa eventualidade com esteiras, sacos-cama, agasalhos e comida extra. Felizmente, não foram precisos e o impacto do peso extra só se fez sentir mais no final.
Deixámos o carro no Pocinho e seguimos para o primeiro ponto, onde 2 indíviduos preparavam um semi-reboque para transportar material. Tiradas as fotos da praxe, foi tempo de iniciar viagem. O aparente bom estado da linha fez-nos pensar que esta zona da linha ainda poderia estar a uso, mas não demorou muito para que as dúvidas sobre a utilização da linha se dissipassem. Actualmente é um longo canteiro de mato.
A moral estava boa e os pés começaram a aprender o passo melhor para caminhar sobre as traves ou perto disso. O melhor é o "passinho de chinês"
. Estica-se os olhos com fita-cola, juntam-se as mãos com os indicadores espetados e, já agora, anda-se com passos curtos e rápidos. Não é um passo fácil. Mais fácil é apanhar os caminhos alternativos e mais macios, que volta e meia surgem para alívio dos tornozelos
.
Pelo caminho aproveitámos as pontes para ensaiar a passagem nas vigas, antecipando La Ruta de Los Túneles - Barca d'Alva. Ouch... Assusta um bocadito.
Procurámos o sapato do Bringer, mas só se viam peixes a saltar para fora d'água, numa espécie de Bungee Jumping invertido, com a gravidade a fazer as vezes de elástico. Podiam estar a tentar fugir do sapato que entretanto se tenha afundado
.
Ao longo do caminho passaram por nós os barcos que fazem a volta turística rio acima e rio abaixo. Podiam ser mais silenciosos... Os turistas acenaram e nós respondemos, enquanto seguimos. Se calhar não era má ideia construirem um ancoradouro na estação de Foz Côa, com um autocarro que fizesse o caminho até ao museu. Aproveitavam o edificio da estação, talvez. Este, como muitos dos apeadeiros mais acessíveis, são ricos em "gravuras" modernas. Estas não devem ainda constar do espólio do museu.
Algo que funcionou muito bem, na manutenção do ritmo, foi a boa distribuição dos pontos intermédios. Demorámos tipicamente cerca de 2 horas entre cada passo desta Multi. Isso significava que as pausas para fotos, água e snacks tinham a sua duração ajustada em função do ritmo que conseguíamos imprimir à nossa caminhada, quando de facto estávamos a andar, de modo a manter a hora prevista de chegada dentro do objectivo.
Para além das pausas para descanso (o xisto à sombra é fixe para arrefecer os pés, quando a água está mais longe!), os espinhos que actualmente invadem boa parte da linha, também atrasaram um bocadinho. Vir de calções não foi boa ideia!
O Ponto Final foi o que saiu mais fora das previsões. Começámos por escolher o acesso errado, induzidos pela dica a testar o que parece um carreiro com algum uso (certamente devido a outros geocachers que tentam seguir por ali). Enquanto o DreamFalcon e a Rifkinda estudavam essa opção, o Rifkind foi ver se haveria outras hipóteses. A segunda hipótese acabou por ser a feliz contemplada com três (desta vez) geocachers a trepar por ela acima. E foi complicado! Faltaram umas luvas, para sofrer menos com os espinhos... O Dreamfalcon foi (bem) à frente e encontrou a cache com facilidade. Nós chegámos um bocado depois (devido ao estado da via
) e tirámos as fotos. A vista é mesmo porreira, mas sofremos para lá chegar!
Depois de cumpridas as formalidades, foi tempo de descer. À falta dos trenós de SKU, testámos a resistência dos tecidos das calças. Desta feita, aguentaram
!
Uma olhadela para a distância que ainda faltava tornou-se mais pesada quando vimos a linha do GPS a cruzar várias curvas do rio. Tanto desvio ainda...
À medida que nos aproximámos do final e após a última ponte antes de Barca D'Alva, a maior acessibilidade da linha, por estrada, facilitou o desvio de chapas da ponte e de carris, que devem estar algures a fazer as vezes de vigas. Isso é evidente até se chegar ao ponto onde os carris seriam demasiado pesados para valer a pena...
No final, foram precisamente 12 horas de caminho, com chegada pelas 19h30, já ao cair da noite, para um total de 29.5Kms marcados no track do GPS. A última parte, foi naturalmente a pior. Com a cache encontrada, a motivação era mesmo o duche e cama! Mesmo com essa motivação, o Rifkind foi-se um bocado abaixo. Mas, alguns kms de linha depois, deixámos a linha (que está um tremendo matagal) e apanhámos um caminho. Menos mau para os pés, mas mais altos e baixos. Ah! E uma coleção de cães (incluindo um S. Bernardo (?!?)) que gostam de fazer barulho e andavam à solta. De qualquer forma, um ar decidido e um "Xô" puseram-nos rapidamente à distância e seguimos a caminhada até ao belo do duche.
Barca D'Alva brindou a nossa chegada com a sua bela ponte bem iluminada e o seu aspecto característico. Ai e uis foram o coro mais ouvido por esta altura, com as escadas para o primeiro piso a representarem o derradeiro obstáculo para o desejado descanso...
IN: Boneco cabeçudo
OUT: Hipópotamo
O jipe tinha ficado no Pocinho, por isso, ficou decidido que no dia seguinte iríamos à procura de caches, sempre em direcção ao Pocinho. A primeira que se atravessou no nosso caminho foi em Figueira Castelo Rodrigo.




