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Faz Hoje… anos a Vicky
13 Sep Written by 

Faz Hoje… anos a Vicky

Traditional Cache Vicky by Daniel_e_Paula, com vista para a Albufeira da Paradela, distrito de Vila Real.

 

 

 

Found it Found it Pache
10/04/2008

#801

Expedição #800 - Pitões a Pitões = 22kms

Das caches que fiz hoje terá sido a que mais "azeites" me encheu. Não por culpa do spot, por culpa de termos inventado à grande no caminho!

Saímos dos "Cornos da Candela" com vista e setinha apontada e lá descemos procurando aqui e ali a melhor forma de lá chegar. Não existindo qualquer trilho definido as coisas complicam-se bastante e os cerca de 4kms que fizemos entre estas duas caches terão sido certamente de 4,5 estrelas de dificuldade. A parte mais difícil terá sido atravessar uma linha de água. Foi necessário contornar e muito para que pudesse ser ultrapassada. O único caminho definido eram dos cavalos selvagens que se avistavam longe a longe. Valha-nos a paisagem.

Por fim, e depois de muito sofrimento, acabamos por encontrar finalmente um trilho definido que nos levou a passar pela casa dos tais Alemães. À porta não estava os cães furiosos, mas uma simpática senhora que nos indicou o melhor caminho até a uma fonte de água. Sim, porque já tínhamos esgotado o nosso stock e já contávamos com cerca de 12kms nas pernas. 

Estávamos já perto do ponto zero e os últimos metros foram feitos ao som dos tais gecos, que não se calavam! A 30m da cache já a tínhamos avistado, tal era o bem que estava escondida, mas também um balde daqueles não há grandes milagres 

Enquanto logavamos deu para ver que afinal aquele aglomerado de casas estava completamente isolado, sem qualquer tipo de acesso a qualquer veiculo motorizado, no entanto estava bastante activo, com cavalos a correr à volta da "Urbanização". Eles é que estão certos, isto é que é qualidade de vida.

Depois de escondida a cache na medida do possível foi tempo de regressar pelo caminho sugerido na cache. Lá seguimos pelo trilho agora mais bem definido até encontrar um ribeiro. Tempo para abastecer de água. Água do Gerês é do melhor, ou será da sede?

Depois de passar a ponte e de consultar a carta militar tínhamos de tomar uma decisão: ou avançávamos monte acima em busca de acesso a Pitões, onde tínhamos o carro; ou iríamos em direcção à Vila mais próxima e arranjaríamos forma de chegar a Pitões. O bom senso e a hora e meia restante de luz fez-nos avançar pelo estradão até à Parada do Outeiro.

Pelo caminho aquela margem agreste da lagoa da Barragem. Uvas e amoras com fartura, e a certa altura finalmente avistávamos civilização e para lá avançamos em busca de transporte. Pelo caminho falamos com nativos, mas pelos vistos a Aldeia nem café tinha, quanto mais um taxi. Já convencido que iria fazer os 14kms por estrada que separam a Parada a Pitões, fomos avançando em direcção à estrada principal e já no fim (ou inicio) da Aldeia, onde existe um excelente miradouro, falamos com os donos de um antigo café que ali existira. Já tínhamos o número de um taxi, mas o mesmo estava para Chaves e enquanto o senhor foi buscar um outro número chega o sr Jorge Profirio num strakar: "Boa tarde!" "Você nem imagina o jeito que essa caixa aberta podia dar"- foi o mote para que lhe "implorássemos" para que nos fizesse um serviço de taxi até lá cima. Apesar de apreensivo ao inicio, soltou as palavras mágicas: "tenho de ir recolher o gado. Só se esperarem meia-hora". Palavras santas e tínhamos o dia salvo 

Éramos 5 e só existia 4 lugares pelo que eu me voluntariei para ir na caixa aberta. Ah, vai fazer frio e coiso e tal... naaa, já o fiz anteriormente e foi uma forma de reviver com nostalgia as minhas férias no Alentejo de 93.

18kms depois por entre montes e vales, esta boleia soube que nem ginjas. Isto só é possível nestes locais. Numa cidade nunca teríamos a simpatia que o sr. Jorge nos brindou. Tempo de pagar uma cerveja ao Sr. Jorge na Casa do Preto e ainda fomos atacar as últimas duas caches que por ali havia!

Obrigado pela cache (ficamos sem perceber o significado de Vicky), proporcionou-nos a aventura mais hardcore do dia. É estranho é como que uma cache no Geres, com 2 anos, apenas contava com 7 visitas!

 

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